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Há mar em mim

Este é um blog onde cabe um pouco de tudo. Imenso como o mar. Haverá opiniões, ideias, fotografias, textos rabiscados, será uma extensão de mim. Se chegou até aqui, detenha-se e sinta-se bem-vind@.

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20 de junho de 2015

Não, não me enganei na data. Era mesmo a 2015 que eu gostava de poder voltar hoje, nem que fosse só por um bocadinho.

 

Casei-me a 20 de junho de 2015 e foi um dia perfeito. Se houve algo que não correu como planeado? Houve. E não pensem que a lista é pequena:

1. Tive problemas com os sapatos que mandei fazer, não vieram como pedi, acabei por ter de comprar outros;

2. Um mês antes de me casar parti um dedo do pé, numa porrada certeira na ombreira da porta do quarto;

3. Devido ao ponto anterior, as minhas amigas tiveram de alterar os planos que tinham para a despedida de solteira;

4. Oito dias antes do casamento a minha mãe recebeu a roupa que mandou fazer...cheia de nódoas e tão mal acabada, que nos pareceu surreal. Tivemos de procurar e comprar outra à pressa (mas ela ia linda, não se preocupem, mas foi chato);

5. No dia do casamento o bouquet que me entregaram não tinha nada a ver com o que eu pedi, era muito bonito, mais ou menos nas mesmas cores, mas não era o que pedi;

6. A cabeleireira que me ia pentear atrasou-se (bastante).

 

Mas nada disto me afetou, nada me deixou especialmente nervosa, porque estava segura do que ia fazer, tinha a certeza que o A. desejou aquele momento tanto quanto eu e sabia que tínhamos planeado aquele dia ao pormenor, portanto, não havia mais nada a fazer, apenas desfrutar.

Andei semanas a dizer ao meu pai para não se esquecer, que tínhamos de entrar na igreja e caminhar lentamente, e quando a porta se abriu, a música tocou e eu lavada em lágrimas de alegria só queria correr e foi ele que me fez avançar devagarinho, como manda a etiqueta.

Sensibilizou-me muito ver a nossa família e amigos reunidos, por um dia, para celebrar connosco, o nosso amor, todos no mesmo espaço. E estavam todos genuinamente felizes por partilhar aquele momento connosco, jamais o esquecerei.

Estavam 40ºC e nós nunca perdemos a vontade de sorrir, casámos cedo, às 12:30h, e mesmo assim achamos que o dia passou a correr.

Foi um dia tão emotivo que eu cheguei a rir e a chorar ao mesmo tempo. O A. cantou para mim e eu li-lhe uma carta, a ele e aos nossos convidados, que levou todos às lágrimas, incluindo o nosso músico.

Toda a decoração foi idealizada e realizada por nós e ambos concordamos que os meses de planificação do casamento foram maravilhosos. Imenso para fazer, mas o coração sempre tão cheio. E nós estávamos no Algarve a planear um casamento que aconteceu em Évora. Por isso, podem imaginar as viagens que fizemos...

É tão bom recordar...

Se alguém me perguntasse se vale a pena casar eu responderia imediatamente, sem qualquer hesitação que sim, vale. O casamento é amor e não há nada melhor e mais genuíno que prometer à pessoa que amamos que vamos fazer de tudo para ficar com ela para sempre. E se esse momento puder ser partilhado com as pessoas que nos querem bem, tanto melhor. 

 

Partilho convosco duas fotos, uma do bolo e uma da nossa mesa.

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 Sim, a nossa decoração era, grande parte, feita em origami. Fizemos mais de 500 passarinhos de papel e reciclámos várias garrafas de diferentes tamanhos e formas, que usámos como jarras.

 

Foi um dia único!

 

A., muito e tanto!  Parabéns a nós!

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