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Há mar em mim

Este é um blog onde cabe um pouco de tudo. Imenso como o mar. Haverá opiniões, ideias, fotografias, textos rabiscados, será uma extensão de mim. Se chegou até aqui, detenha-se e sinta-se bem-vind@.

Há mar em mim

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Depois do glamour um banho de realidade...

Tal como vos havia confidenciado no final da semana passada, aproveitei estes dias para carregar baterias, relaxar, fazer atividades ao ar livre e namorar muito com o meu mais que tudo. Entre este meu plano de relaxamento e a tão falada noite de Óscares que passou e à qual estive atenta não li, nem vi muitas notícias, às vezes sinto que necessito de desligar do mundo para manter a sanidade mental.

E não é que assim que me procuro informar fico a saber que um fadista português decidiu partilhar com o mundo que é racista e homofóbico?! As redes sociais são ótimas, mas quando não existiam estas pessoas diziam disparates apenas no café da esquina a quem se dispunha a ouvi-las, hoje temos os seus pensamento propagados como uma praga.

Mais uma passagem de olhos pelas informações do dia e eis que embato numa notícia que me entristece profundamente e me dá vontade de desejar que o planeta terra seja colonizado por uns E.T. que tenham como missão espalhar a paz e o amor, qual misse universo, qual quê!

Em pleno ano 2017 continuam a ser recorrentes as notícias sobre escravatura. Podem ver aqui àquilo a que me refiro.

Como pode um ser humano achar-se superior a outro ao ponto do explorar. Como pode alguém ter coragem de usar crianças? Como é que é possível existir tanta riqueza neste nosso mundo e permitir-se que situações destas aconteçam?

Tantas perguntas e por mais respostas que se dessem nenhuma poderia justificar o injustificável. O ser humano é atroz. Capaz do pior. Preferia ter ido dormir na ignorância, pelo menos iria demorar menos a adormecer. Estes banhos de realidade fazem-me estremecer.

Vamos espreitar a Red Carpet?

Como vos disse (aqui) ontem, eu gosto (e muito!) de ver os modelitos que desfilam na Red Carpet. Gosto porque são looks, normalmente, cheios de glamour e que são pensados, escolhidos e envergados a pensar nos comentários e críticas que se farão.

Esta festa dos Óscares não seria a mesma se toda a gente decidisse apresentar-se de calças de ganga e sapatilhas, não é? Portanto, estas roupinhas são feitas para serem comentadas e para lembrar os comuns mortais que jamais teremos dinheiro (ou oportunidade) de vestir algo parecido.

Resta-nos, então, apreciar o que por lá andou. Vou já dizer-vos que não acho que tenha aparecido um vestido de cortar a respiração, um desses que nos deixa os olhos brilhantes e a saliva a escorrer ao cantinho da boca, mas também não foi uma noite onde tenha aparecido imensaaaa coisa feia.

Vou apresentar-vos quatro galerias, todas elas seguindo o discutível critério do meu gosto pessoal.

 

Os que mais gostei:

 

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 Emma Stone, que levou o Óscar de Melhor Atriz e que, na minha opinião, escolheu um vestido que honrou o filme que a levou a este ambicionado prémio. Achei que estava linda e glamorosa.

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 Felicity Jones, a foto não ilustra bem o quão fofinho era este vestido e ficava-lhe tão bem! Simples e maravilhosa.

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 Isabelle Huppert, um vestido adequado à idade.

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 Nicole kidman, escolheu um vestido que é quase do seu tom de pele, mas o batom vermelho e os brincos ajudaram a que parecesse maravilhosa na passadeira.

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 Octavia Spencer, o vestido ficava-lhe mesmo bem, muito adequado ao seu corpo. Estava linda.

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 Olivia Culpo, giro, giro, giro.

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 Taraji P. Henson pensou "vou levar este vestido simples e vou arrasar com a concorrência".

 

Os que provavelmente muita gente vai gostar, mas por alguma razão eu não gostei:

 

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 Charlize Theron, ela é tão linda e já levou vestidos tão melhores, este não favorece o corpo maravilhoso que ela tem.

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 Chrissy Teigen, perna toda à mostra e decote transparente? Não obrigado.

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 Emma Roberts, a parte de baixo do vestido é tão gira, mas a parte de cima parece-me um biquíni.

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 Halle Berry, gosto? Não gosto? Gosto? Não gosto?

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 Kate McKinnon, um vestido simples, preto e novidades?

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 Kirsten Dunst, não lhe fica nada mal, mas achei demasiado seguro. Talvez se fosse noutra cor...

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  Michelle Williams, gosto? Não gosto? Gosto? Não gosto?

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 Scarlett Johansson, ela é tão linda, tão maravilhosa, tão perfeita que qualquer coisa lhe fica bem. Mesmo assim acho que o vestido não a favorece.

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 Viola Davis, venceu o Óscar de Melhor Atriz Secundária. O vestido assenta-lhe muito bem, mas eu não gosto daquele efeito "braços presos atados ao pescoço".

 

Os vestidos da categoria gola alta (todos horríveis, esta categoria jamais deveria existir nos Óscares):

 

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 Ava Duvernay

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 Dakota Johnson

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 Ginnifer Goodwin

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 Ruth NeggaWears

 

Os vestidos que deviam ter sido barrados à entrada:

 

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 Blanca Blanco

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Brie Larson

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 Darby Stanchfield, a parte de baixo parece feita de papel.

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 Janelle Monae, tirava-se o colar e este tecido que alguém colou à pressa nas ancas e ela subia duas categorias.

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 Jessica Biel

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 Karlie Kloss

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 Leslie Mann

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 Naomi Harris

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 Priyanka Chopra, na tv parecia que ela estava emparedada.

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 Salma Hayek, na versão viúva negra.

 

Todas as fotos retiradas daqui.

 

Foi isto. Para o ano há mais, espero que melhores. Vou confessar-vos que ontem, por volta da 01:00h, eu estava ao telefone com a minha irmã a comentar o que ia desfilando, é esta a parte divertida da festa. Em alguns concordámos, em outros nem por isso. Vejamos o que vocês vão achar.

Senti saudades da Cate Blanchett, ela é sempre original e arrasa sempre. Acho que é isso que tem faltado originalidade da boa e não daquela que nos faz perguntar vezes sem conta "porquê, porquê, porquê...".

 

Beijocas e boa semana.

 

Noite de Óscares

Hoje é noite de Óscares. Eu gosto desta noite. Adoro ver os vestidos, os bons e os maus. Mas gosto também por ser uma noite que celebra o cinema.

Eu adoro cinema, desde sempre. Existem filmes que me marcaram para a vida e é extraordinário como esta arte mexe tanto com os nossos sentimentos.

Ontem vi o filme Lion e gostei bastante, é comovente e mostra-nos a capacidade que temos de nos agarrar às nossas raízes, às nossas pessoas, mesmo que passem muitos anos e que a vida faça de nós outra coisa.

Gostaria que o Óscar de melhor filme fosse para La La (do qual falei aqui), ou Lion. E vocês?

Outro filme que vi e ao qual achei que é impossível ficar indiferente é o Silence, durante todo o tempo que vi o filme não parei de me questionar "que legitimidade tinha esta gente para causar tanto sofrimento em nome de uma crença que supunham ser melhor que a de qualquer outro?". Aconteceu no Japão, nas Américas, em África... Aconteceu em demasiados sítios e levou ao sofrimento de centenas de gerações. Por isso é um filme que nos obriga a refletir.

Logo mais os mistérios desta noite serão desvendados. And the oscar goes to...

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(imagem aqui)

5. Coisas maravilhosas que o meu (pouco) dinheiro não pode pagar

É verdade, hoje é domingo de Carnaval, mas no Há mar em mim segue o plano de festas, que é como quem diz, as partilhas de coisinhas maravilhosas que vou vendo aqui e ali.

 

Desejo n.º 1: Sapatos Chie Mihara

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Desejo n.º 2: Mala de viagem Samsonite

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Desejo n.º 3: vestido Alexander Mcqueen

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 Tenham um óptimo domingo e se não viram os desejos da semana passada podem fazê-lo aqui.

Reflexões de final de semana

É sexta feira e temos o Carnaval à porta. Não sei a vossa opinião, mas posso já dizer-vos que de todas as festas que temos por cá o Carnaval está no fundo da minha lista.

Já todos devem ter ouvido ou, até, dito que "o Natal é das crianças", pois eu acho que o Natal é de todos e o Carnaval, esse sim, é todo ele das crianças. É a oportunidade que elas têm de ver o mundo de fantasia, dos desenhos animados, transportado para o real e isso é algo extremamente entusiasmante quando se tem menos de 10 anos. 

Quando eu era miúda adorava o Carnaval, claro. Fui palhaço, bailarina, capuchinho vermelho, princesa, sevilhana, minhota... A minha mãe tinha uma paciência incrível para nos vestir e maquilhar, a mim e à minha irmã, e nós adorávamos. Mas crescemos e na nossa cidade não há tradição nenhuma ligada ao Carnaval, como noutras zonas do país, e esta festa passou a ser, sobretudo, uma boa memória. 

Contudo, eu não sou nada radicalista, não sou das pessoas que não gostam e, por isso, desejam que acabe. O Carnaval não me incomoda nada, simplesmente não me diz muito. Por isso, o meu plano para os próximos dias é descansar, aproveitar as manhãs sem despertador, porque acordar todos os dias por volta das 06:00h acaba comigo, e aproveitar as coisas simples. Inspirar, expirar e relaxar. 

 

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 (Imagem aqui)

 

 

 

 

 

 

Quando fiz 30 anos

Fiz 30 anos há uns meses. Custou-me. 

Pesou-me, sobretudo, antes dos fazer, porque com o aproximar do meu mês, (setembro), fui-me consciencializando que estava para acontecer. Era inevitável. Não podia mudá-lo, só aceitá-lo. 

Não pensem que sou obcecada com a idade, que vivo a pensar em rugas ou que sou infeliz por estar a envelhecer, nada disso. Mas se vos dissesse que fazer 30 anos foi igual a fazer 28 estaria a mentir. 

Não me posso queixar, cheguei aos 30 com trabalho, ainda que não tenha a certeza se é o que quero fazer para sempre, com casa, com sonhos realizados e outros por realizar e, ainda, com o meu príncipe encantado ao meu lado. Se é bom? Não, é ótimo. 

Então porque me custou? Creio que tenha a ver com o facto de ser uma idade em que julgamos que tudo deverá estar já definido. Ao chegar aos 30 acreditamos que teríamos de ter certezas e eu não as tenho. Tenho algumas, mas não em relação a tudo. Dirão vocês: "C.S., a vida é incerta, não podes desejar ter certezas.". Eu sei que sim, acreditem que tenho plena consciência de como tudo pode mudar de um minuto para o outro.

No entanto, é inevitável que sinta que aos 30 anos deveria ser uma adulta responsável, com ar de quem sabe tudo, não sendo arrogante (odeio pessoas arrogantes), sem medos e com opiniões consolidadas sobre tudo. Não sou. Talvez este perfil fosse o que eu pretendia ter aos 30, quando pensava neste assunto aos 20. 

Hoje digo-vos que sou uma adulta, sim, de 30 anos, com uma profissão extremamente exigente, mas que sente tantas vezes que ainda é a mesma miúda, com as mesmas dúvidas que tinha aos 18.

Hoje, apesar de responsável, (característica que cedo evidenciei), às vezes apetece-me fugir e mandar tudo às urtigas. 

A adulta que sou hoje ainda está a descobrir uma série de coisas, tenho muitos sonhos, não me preocupo muito com a opinião dos outros, mas ainda não consigo dar respostas certas, na hora certa. Digamos que ainda engulo mais sapos do que deveria. Ainda não descobri se acredito em Deus. Tenho sede de mundo e saudades da família. Adoro o meu espaço e o local em que vivo. Tenho mais medos. Às vezes doi-me o mundo. Sou mais consciente e dou mais vezes a minha opinião. 

Já aceitei os 30. Sinto-me bem, apesar de me querer sentir ainda melhor. Não tenho rugas, mas tenho dois cabelos brancos.

Os 20's foram incríveis, mas os 30's serão memoráveis. Eu vou fazer por isso. 

 

(imagem aqui)

 

P.S. - Quem acompanha o meu blog achava que era esta a idade que eu tinha? Só uma curiosidade. 

 

O nosso cérebro é maravilhoso

Sabem quando estão anos sem ouvir uma música e, depois, por alguma razão voltam a tropeçar nela? E a música da qual vocês nem se lembravam surge-vos, qual aparição, e conseguem cantá-la de fio a pavio. É extraordinário, não é?

Já me aconteceu algumas vezes, sendo que a última delas foi ontem. Como vos disse (aqui) há alguns dias fui a Évora e, claro, a casa dos meus pais. Andei a vasculhar nas minhas coisas que ainda se encontram por lá e descobri o CD Espuma das Canções, de Rui Veloso. Não o ouvia há demasiado tempo e foi um reencontro muito feliz. 

Sempre admirei o Rui Veloso e sempre fui fã das letras de Carlos Tê, considero que esta dupla fez maravilhas pela música portuguesa e que influenciou muitos dos melhores músicos que hoje temos por cá. 

Este CD tem temas deslumbrantes, mas deixo-vos aqui a letra de uma música que diz tanto, A veia do poeta

 

"CANSADO DO MOVIMENTO
QUE PERCORRE A LINHA RECTA
FUI FICANDO MAIS ATENTO
AO VOO DA BORBOLETA
FUI SUBINDO EM ESPIRAL
DECLARANDO-ME ESTAFETA
ENTRE O CORPO DO REAL
E A VEIA DO POETA

MAS ELA NÃO SE DETECTA
À VISTA DESARMADA
E O SANGUE QUE LÁ CORRE
EM TORRENTE DELICADA
É A LÁGRIMA PERPÉTUA
SAI DA PONTA DA CANETA
VAI AO FIM DA VIA LÁCTEA
E CAI NO FUNDO DA GAVETA

AI DE QUEM NUNCA GUARDOU
UM POUCO DA SUA ALMA
NUMA FOLHA SECRETA
AI DE QUEM NUNCA GUARDOU
UM POUCO DA SUA ALMA
NO FUNDO DUMA GAVETA
AI DE QUEM NUNCA INJECTOU
UM POUCO DA SUA MÁGOA
NA VEIA DO POETA"
 
Se ficarem com vontade de descobrir mais (ou relembrar, como aconteceu comigo) vejam aqui
 

 

 

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