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Há mar em mim

Este é um blog onde cabe um pouco de tudo. Imenso como o mar. Haverá opiniões, ideias, fotografias, textos rabiscados, será uma extensão de mim. Se chegou até aqui, detenha-se e sinta-se bem-vind@.

Há mar em mim

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14. Coisas maravilhosas que o meu (pouco) dinheiro não pode pagar

Olá, olá! Bom dia!

Tudo bem por esses lados?

Acreditam que as Coisas maravilhosas que o meu (pouco) dinheiro não pode pagar já vai na 14.ª semana? Uau...

 

Bom, vamos ao que interessa e neste que é o último domingo de abril trago-vos desejos irresistíveis, (não fosse o preço deles...), que nos podem sempre servir de inspiração para futuras compras. 

 

Desejo n.º 1: mala Louis Vuitton (tem o tamanho certo, o vermelho certo e o preço errado...)

louis vuitton1.jpg

 Desejo n.º 2: Colar Swarovski (lindo e pronto para abrilhantar qualquer look de verão)

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Desejo n.º 3: Uma casinha com piscina (não é preciso acrescentar mais nada, pois não?)

 Ai, ai...

Continuação de um ótimo domingo. Querem ver/rever os desejos da semana passada? Aqui

Estou revoltada, é claro que estou revoltada...

A culpa é toda, todinha, dos senhores do Calçado Guimarães.

Passo a explicar... A C.S. precisava de sapatinhos novos, não tinha muito dinheiro para gastar, portanto, foi ao Calçado Guimarães, porque eles até costumam ter coisas giras e em conta. A C.S. tem uns pés de merda complicados, sensíveis e é raro conseguir calçado que não lhe faça doer ou faça feridas e feridinhas, bolhas e bolhetas. Enfim...

No Calçado Guimarães cá da zona a C.S. encontrou uns sapatinhos muito giros, confortáveis (como havia recomendado a fisioterapeuta) e não muito caros: 39,99€. Fez-se a compra e lá vem ela feliz da vida.

No dia seguinte a C.S. calça os sapatinhos novos, toda contente, e vai trabalhar encantada da vida. Calma!...estou a exagerar...vou repetir: e vai trabalhar.

Ao fim do dia, volta a casa e pensa "muito bem, bela compra, nada de dores nos pés, nada de bolhas, sim senhora...", mas... Eis que a C.S. vê que o belo do sapatinho do pé direito está a abrir um buraco, abaixo da zona do dedo pequenito.

"O quê? Não pode ser..." - pensa ela. No dia seguinte dirige-se à loja para reclamar.

Todos muito compreensivos, mas não têm formação para avaliar sapatos, estes terão de ser enviados, juntamente com uma reclamação, para peritagem. Oi??? Como é?

A C.S. ficará sem sapatos, sem dinheiro e sem quaisquer garantias de voltar a ver, quer uns, quer outro.

Quanto tempo demora a peritagem? Um mês...mais coisa, menos coisa.

A C.S. nem usou os sapatos 24h e ficou fula da vida. Reclamou, mas veio de mãos a abanar.

Aguardemos.

 

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Para onde caminhamos?

Quando eu era adolescente e não foi assim há tanto tempo, tendo em conta que tenho 30 anos, as emoções e sentimentos andavam ao rubro. E não só as minhas, também as dos meus amigos e colegas, claro. Alguém não ter correspondido ao nosso olhar ou ao nosso sorriso podia ser o fim do mundo, assim como um aceno de cabeça poderia encher-nos o dia. 

Chorávamos e riamos com imensa facilidade. Zangavamo-nos, gritávamos e, às vezes, existiam discussões que poderiam levar meses a passar. 

A minha geração foi a primeira a levar telemóvel para a escola. Aprendemos a enviar sms com tal destreza que era muito difícil um professor apanhar-nos. Inventámos abreviaturas para tudo e mais alguma coisa, porque as sms pagavam-se ao preço do ouro. 

A minha geração passou por imensas transformações e fomo-nos moldando com o tempo. Mas não me lembro de haver entre nós maldade genuína. Intenção de fazer mal. Gosto em ver o outro mal. Logicamente que pessoas más sempre houve e sempre haverá. Mas parece-me que estas novas gerações estão mais propensas para a maldade. Estão mais à mercê das pessoas más. 

 

Que história vem a ser esta do jogo da baleia? 50 desafios que culminam em suicídio? Como se trava isto? Como podem os pais não ficar histéricos perante estas notícias?

Eu não tenho filhos e quando ouço estas coisas pergunto-me se realmente terei capacidade para ter um filho. Como se sentirá um pai e uma mãe que sabe que o filho se envolveu em tal esquema?

Quero acreditar que muitos dos miúdos que entram neste jogos são aqueles que estão menos acompanhados e, por esse motivo, mais suscetíveis. Mas quem os protege? Quem terá capacidade para controlar esta praga? 

Estas notícias são assustadoras. Hoje em dia os miúdos tem acesso a tudo e é muito fácil serem seduzidos. Mais que não seja para conseguirem aprovação e nós sabemos que há muitos adolescentes que, neste momento, fazem tudo para serem notícia. Para aparecerem. Para terem seguidores. Para serem populares, famosos e virais. E é aqui que reside o grande calcanhar de Aquiles da atualidade. 

Caminhamos para o abismo?

 

 (Imagem aqui)

 

(Não é um bom pensamento para terminar a semana. Mas é a atualidade que temos.)

 

E vocês? Já jogaram ao Preço Certo?

Ontem, depois do trabalho, tive de passar no Aki para comprar uma nova fechadura para caixa do correio porque, vá-se lá saber porquê, a que eu tinha ficou-me agarrada à chave na última vez que fui espreitar se tinha chegado alguma continha para pagar (é só o que eu recebo, enfim...).

Das cinco caixas existentes apenas uma estava em funcionamento e a fila ia-se acumulando, (parecia aquele jogo em que temos de rebentar as bolinhas coloridas, sempre com as cores correspondentes, e precisamos desesperadamente de uma bolinha amarela, mas só nos calham todas as outras com cores do arco-íris). Quando já estava perto de ser a minha vez, faltando apenas que dois casais efetuassem o pagamento, comecei a prestar atenção ao que se passava e vi e ouvi que a cada artigo registado o primeiro casal ia dizendo: isso são 2,95€, não é? Isso agora anda à volta dos 15,35€, certo? E assim sucessivamente. O rapaz da caixa ia acenando afirmativamente enquanto fazia o seu trabalho de forma paciente. Despachados estes, foi a vez do casal que me separava da porta de saída, que eu desejava muito alcançar, pois estava cansada e queria muito ir para casa.

Adivinhem o que aconteceu? A sério! Juro!

Não é que este casal fez exatamente a mesma coisa?! Com a agravante da conta deles ser bem mais extensa. E o rapaz da caixa olhava para todos os lados em busca de auxilio e nada, lá teve ele que continuar a desempenhar o papel de Fernando Mendes à força. E eu a pensar: querem ver que isto é um especial Preço Certo num Aki do Algarve?! Onde é que eu me vim meter?! Mas não. Eram apenas estes dois casais que gostam certamente de sentir a adrenalina em níveis elevados e decidiram tentar a sua sorte numa louca tarde de compras em produtos de casa de banho e lâmpadas.

(Imagem aqui)

A cura de hoje contra o baixo astral...

Ouvi isto em primeira mão, dentro do carro, à porta do trabalho. Quase que chegava atrasada, mas fui incapaz de sair do carro. 

 

A Mixórdia de Temáticas é sempre ótima, mas a de hoje é qualquer coisa vinda do planeta super especial e privilegiado onde só os grandes momentos humorísticos têm o prazer de ser fabricados. Felizmente que temos o Ricardo Araújo Pereira, que tantas vezes consegue aceder ao fantástico planeta. 

Vejam e riam. Riam muito, como eu me ri. 

1. Às quintas viajamos...

Aqui está a grande novidade! Inauguro hoje, no Há mar em mim, uma rubrica que chegará pontualmente todas as quintas feiras.

(Imagem aqui)

Com toda a certeza que pelo título já perceberam que vamos falar de viagens. É um tema que adoro, não que já tenha viajado muito, mas as viagens que já fiz permitiram-me compreender que é algo viciante, que nos torna mais tolerantes, mais conhecedores, mais cultos e mais capazes de compreender os outros. Se me querem ver concentradíssima falem-me de viagens e de todas as peripécias que elas nos proporcionam.

Estamos naquela época do ano em que todos já só pensam nas férias de verão e eu lembrei-me, após escrever um post na semana passada, que seria giro trocar experiências com os amigos virtuais que me visitam. E assim nasceu a rubrica Às quintas viajamos. Quem sabe se com as histórias que aqui serão partilhadas não crescerá a inspiração para a vossa próxima viagem. Essa é a minha vontade.

 

(Imagem aqui)

A minha primeira convidada é super simpática e contagia-nos com a sua felicidade diariamente, ou não fosse ela a autora do blog Happiness is Everywhere. No seu blog viajamos sempre um pouco, pois ela partilha connosco, habitualmente, fotos dos sítios por onde já andou. Não me vou alongar mais e vou deixar que a Happy nos conte a sua fabulosa viagem:

 

As minhas férias favoritas, entre todas as favoritas que tenho, foram seguramente uma surpresa. Um cruzeiro pelas ilhas gregas. Antes de mais, porque os cruzeiros estão associados a uma certa faixa etária, preconceito que felizmente já se está a esbater, e cada vez mais se vê famílias inteiras a optar por este tipo de férias.
Nós adorámos. Foi uma experiência super enriquecedora, de relaxamento absoluto e onde tudo está tratado e nos sentimos como verdadeiros reis.

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Saímos de Atenas em direcção a Mykonos, para seguirem o sentido do percurso. Adorámos todas as ilhas, mas em especial Mykonos, Heraklio, Rodhes, e Santorini. Foi um sonho.
As vantagens de um cruzeiro são imensas:
Toda a alimentação está incluída, e se for essa a opção, também as bebidas. Há inúmeros restaurantes à disposição, sendo que a selecção de restaurantes exclusivos e portanto pagos à parte, são menores, mas para quem pretenda uma refeição mais privada, essa poderá ser a opção.
Se escolhermos um navio com muitas actividades, a forma de como ocupar os tempos livres são infinitos: golfe, escalada, karting, piscina e jacuzzi nas cobertas, spa, espectáculos musicais e outros, bingo, workshops vários, dança, enfim… há para todos os gostos.
Viajamos de noite, deixando as visitas em terra para o dia. Assim nenhum tempo é desperdiçado. Foi talvez isso o que mais me agradou. Visitamos uma cidade ou ilha, passamos lá o dia, experimentamos a gastronomia se não quisermos comer a bordo e ao final do dia regressamos ao navio. Viajamos de noite e na madrugada do dia seguinte, estamos a atracar no porto seguinte.
Estabelecemos contactos, e ainda que possamos tomar as refeições sozinhos, o normal é as pessoas se agruparem por interesses, por língua, etc.
Ficamos literalmente desligados do mundo, já que em alto mar, não temos rede. Esse é um aspecto positivo quando o que se pretende é mesmo descansar.
Todas as noites é colocada na nossa cabine, uma folha com as actividades do dia seguinte: tipo de actividade, hora, deck e duração. Caso não goste de sair do navio e queira ficar sempre a bordo, actividades não faltam. A dificuldade por vezes é mesmo escolher…

As desvantagens não são assim tantas:
Há muitos passageiros, mas distribuídos por 10 ou 15 decks, com 7 ou 10 elevadores, nem se sente. Parece uma cidade pequena. E com um quarto da população sendo funcionários, e muito solícitos, é muito agradável.
Pode existir dress-code em alguns dos jantares, no casino, etc.
As excursões em terra podem ser pagas à parte e organizadas pelo pessoal, o que pode encarecer a viagem, mas também podemos ir de forma independente.
Ao sairmos do navio, somos informados da hora do levantar da âncora. Recebemos um cartão para sair do navio – não podemos perdê-lo. E se falharmos a hora do recolher ao navio, ficamos para trás. Mesmo. Isso é o pior.

Se vou repetir este tipo de viagem? Certamente que sim. E adoraria fazer o Cruzeiro Fiordes da Noruega. Outro sonho a concretizar brevemente.

 

Gostaram? Eu adorei. Quando li o texto que a Happy me enviou não conseguia parar de sorrir, pois um cruzeiro foi a viagem que fiz na minha lua de mel. Eu e o A. adorámos e queremos repetir a experiência, precisamente nas ilhas gregas. Não é maravilhosa a coincidência?  Tudo aquilo que a Happy aponta como fatores positivos eu subscrevo e digo-vos que o cruzeiro que eu fiz estava cheio de malta nova e muito animada. Esqueçam a ideia de que os cruzeiros são só para uma determinada faixa etária.

 

Beijocas para todos e um beijinho especial à Happy que prontamente aceitou o meu convite.

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