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há mar em mim

Há muito tempo que não vejo os telejornais, mas ontem...

Ontem, fazia eu um zapping apressado e despreocupado antes de ir  jantar e eis que o pivô da RTP1 atira-me as seguintes palavras: "São números assustadores. Todos os dias na Europa, a cada 2 minutos, desaparece uma criança. São maioritariamente crianças refugiadas que fogem da guerra e procuram abrigo na Europa.".

 

O quê? A cada 2 minutos desaparece uma criança na Europa? A cada dois, uma criança? Na Europa? 

 

Como podemos ouvir tais números e ficar indiferentes? Como podem os dirigentes europeus conhecer tais números e dormir descansados?

Estamos a falar de crianças, que já viram o inferno, que o atravessaram e chegaram à Europa (sabe-se lá como, em que circunstâncias...), algumas acompanhadas e outras tantas sozinhas, crianças que já perderam tanto, se não mesmo tudo.

 

Gostava de saber o que está genuinamente a Europa a fazer para contrariar estes números. Eu, assim a quente, diria que está a fazer muito pouco ou mesmo nada, porque caso contrário os números não seriam tão assustadores.

Não que o desaparecimento de uma só criança não seja motivo de preocupação, mas o desaparecimento de crianças em grande escala deveria fazer soar todos os alertas possíveis.

Os grandes líderes mundiais em vez de andarem a medir o tamanho das pilinhas deviam preocupar-se com o que realmente importa e arranjar soluções para tantos problemas graves que surgem diariamente.

 

Assusta-me pensar o que é feito com essas crianças... Sei que todos saberemos mais ou menos as respostas, basta-nos pensar um pouco, mas queremos ingorá-las, a bem da nossa sanidade mental.

 

No meu mundo ideal as crianças seriam seres intocáveis, imunes a tudo e a todos.

 

(Imagem aqui)

 

 

Queridos amigos, só uma perguntinha...

Sou eu a única a achar que a comunicação social nacional enlouqueceu no que toca ao assunto Madona?

É que eu tenho andado tão ocupada que nem tenho andado a par das últimas, mas este tema foi tão espremido que até eu o enjoei. Hoje até um anúncio da rádio fazia menção ao possível interesse da senhora na cidade de Lisboa.

Permitem-me que diga que para mim é igual ao litro o local onde ela compra casas? Irra...

 

(Imagem aqui)

No comboio

No comboio, todos os dias à mesma hora, entram e saem centenas de pessoas. Todas apressadas, todas fechadas sobre si mesmas, todas de cara sombria.

Na estação de comboios todos os dias se cruzam centenas de vidas, cada uma com a sua história para contar e todas elas com tão pouca vontade para qualquer tipo conversas. Pesa-lhes a solidão dos dias, o arrastar até ao local de trabalho, que não é o que se adora, mas sim aquele que se pode ter e que paga as contas do mês.

No comboio, todos os dias cruzam-se, sem repararem um no outro, o Rodrigo e a Rita. Ele vai para o escritório, onde trabalha com afinco, não deixando de contar as horas que lhe faltam para sair. Lá fora o mar espera-o, o surf é a sua paixão. Ela vai para a florista, onde trabalha meio dia e ganha o suficiente para não depender totalmente dos pais enquanto acaba o curso, sonha com o dia em que se vai demitir das flores. A biologia marinha é a sua vocação, sempre teve um fascínio inexplicável pelo mar.

Rodrigo e Rita, une-os o mesmo amor pelo mar e pelo rock dos anos 90. Ele vive sozinho num T2 que comprou há dois anos e ela num quarto minúsculo de uma casa antiga que divide com mais duas colegas. Ambos têm muitos sonhos que não partilham com ninguém.

Na verdade irão partilhá-los um com o outro e não mais pararão de o fazer. Basta que um deles tenha coragem para dizer o que calam à semanas, sempre que se cruzam no comboio, às 08:10h.

 

(Imagem aqui)

 

Estou quase lá... Mas não sei bem onde.

Afinal os 30 também trazem interrogações, indecisões e muitas reflexões.

Estamos mais experientes, sem dúvida, temos mais certezas acerca de tanta coisa, mas existem muitas outras que nos escapam.

Começo a convencer-me de que cada idade tem as suas próprias batalhas e com o recurso a esta palavra não me estou a referi a algo negativo, porque travar batalhas ajuda-nos a crescer, a compreender ou pelo menos a saber por onde não queremos ir.

Os 30 dão-nos algumas certezas e puxam-nos o tapete sobre mil e um outros assuntos. O que é bom, porque se a vida fosse completamente linear com toda a certeza que facilmente nos cansaríamos dela.

Muitas vezes tenho dúvidas, é verdade. Dúvidas sobre tantas questões. Hoje posso pensar de uma forma e amanhã já achar que é um perfeito disparate. Não há qualquer problema. Faz parte do processo evolutivo.

(Imagem aqui)

 

Que tenhamos sempre interrogações. Que tenhamos sempre vontade de procurar respostas. Que tenhamos sempre vontade de nos surpreender. Que tenhamos sempre vontade de seguir em frente. Que tenhamos sempre um motivo. E que tenhamos sempre capacidade para sorrir à vida.

 

 

Músicas intemporais

Bom dia!

 

Como foi esse fim de semana? Espero que tenha sido melhor que o meu, que não me deu tempo para fazer nem metade das coisas que queria. Este passou mesmo a voar.

Mas para começar a semana com boa energia trago-vos um sorriso e uma música que, para mim, é intemporal. Passe o tempo que passe, esta é daquelas que faz subir o som e desfrutar de cada minuto.

 

 Boa segunda feira.

18. Coisas maravilhosas que o meu (pouco) dinheiro não pode pagar

Pensavam que eu não tinham tempo para desejar coisas giras? Tenho. Arranjo.

 

Hoje tenho de trabalhar (um pouco), mas o pequeno almoço de domingo é sempre um momento para descontrair, saborear e desejar.

 

Desejo n.º 1: vestido Carolina Herrera

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Desejo n.º 2: mala Dolce&Gabbana

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 Desejo n.º 3: sandálias Luís Onofre

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 Espero que tenham gostado e obrigada por partilharem um pouco do vosso domingo comigo.

Se quiserem ver os desejos da semana que passou, vão aqui.

Resumo da semana e justificação de ausência

WP_20170520_12_10_17_Pro.jpg 

Em primeiro lugar quero desejar-vos um ótimo domingo, por isso começo com esta fotografia, (que tirei há umas duas semanas atrás), porque acredito que estas cores deixam qualquer um bem disposto.

 

Esta última semana foi a primeira em que eu senti que não tinha tempo para o blog (desde que o criei, claro está, no distante mês de janeiro), embora tenham aparecido alguns posts, não tive a mesma disponibilidade para vos visitar e interagir convosco. Sabia que um dia isso aconteceria, não sabia era que iria sentir falta deste cantinho que criei no SapoBlogs.

 

A minha semana foi mais ou menos assim:

- acordar muito cedo;

- apanhar muito trânsito e a estrada em péssimo estado (malditas obras!);

- trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar ainda mais um pouco;

- "falta o papel x, tens de entregar o documento y, a reunião z é às tantas horas...";

- sair do trabalho já bem depois da hora;

- mais trânsito ainda;

- tratar do jantar e do almoço do dia seguinte;

- ir dormir tarde;

- dificuldade em adormecer.

No dia seguinte repetiu-se tudo outra vez e foi assim todos os dias, com exceção de quinta feira, que no terceiro ponto, em vez de: trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar ainda mais um pouco; foi: trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar ainda mais e mais.

 

Ontem, eu e o A. andámos a tentar resolver umas questões, mas só conseguimos ficar ainda mais confusos. Enfim...

 

 

É assim que vamos por aqui.

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