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há mar em mim

Um dos melhores!

O meu destaque, nesta bela sexta-feira, vai para o blog do João Freitas Farinha

O título que dei ao post é para ser interpretado de forma simples e literal, por corresponder à verdade. 

A fotografia é uma arte que adoro desde há muito. Houve um dia em que sonhei ser fotógrafa. Queria guardar um momento, numa imagem, para sempre. Queria fazer poesia com a fotografia. O meu caminho não foi esse, talvez porque nunca acreditei que tinha verdadeiramente capacidade para tal. Mas serei sempre uma eterna amante da fotografia. Por é fácil compreenderem porque gosto tanto de visitar o blog do João, ele consegue fazer aquilo que eu um dia ambicionei. 

Vão lá, percam-se por lá e desfrutem. 

(Imagem aqui)

9. Às quintas viajamos...

Bom dia, amantes de viagens e aventuras! Como estão?

(Imagem aqui)

Vão adorar a convidada de hoje ou não fosse ela uma das pessoas mais divertidas que por aqui anda e o seu blog é um verdadeiro reino de boa disposição. Diz-se preguiçosa e com pouca paciência, mas não lhe reconheço essas características. A mim parece-me mais uma pessoa amorosa e amiga, sempre com alegria para dar e vender.

Vou passar a palavra à Maria, autora do blog Oh por favor..., desfrutem.

 

Querida C.S. obrigada pelo teu convite. Gosto muito, muito desta rubrica e foi uma agradável surpresa receber o teu e-mail ;)

Fiquei durante algum tempo sem saber sobre que viagem falar (não que seja muito viajada) mas pensei: “que viagem foi diferente de todas as outras?”…

Tenho uma família de coelhos, como tal sou a orgulhosa portadora de 10 sobrinhos (com respetivos acréscimos conjugais e 2 rebentos) – Sim… 10!

Num dos aniversários do bebé da tia “Tomás-de-sua-Ivone” oferecemos-lhe 2 bilhetes para ir a Newcastle ver uma partida entre a equipa da casa e o Chelsea. Pois que o moço tem uma cena com a equipa desta localidade e assim podia ir com a sua R.

Não demorou muito para que o irmão (o meu Mái’velho) e cunhada (a minha B), a irmã (S’pé Sobrinha) e eu (S’pé Tia, Ivone, Frodo, e tantos nomes carinhosos) lançássemos para o ar a ideia de levar os pequenos para que não se perdessem!... (lá se foi a possibilidade de uma mini lua-de-mel).

Assim foi! Muitos planos, contagens decrescentes e chegou o gelado dia de janeiro em que voámos até Londres. Não tenho como vos descrever num único post toda a parvoíce que sucedeu desde que nos encontrámos…. Seria impossível.

Tower[2084].JPG

 

A saber: tínhamos cerca de 6 horas disponíveis na capital do Reino Unido pelo que optámos por andar num autocarro de sightseeing, sempre deu para ver os pontos mais emblemáticos. Demos uma voltinha na London Eye e corremos para apanhar o comboio em St. Pancras com destino a Newcastle.

A terreola medieval foi uma agradável surpresa… E palco de gargalhadas únicas!

Desde pedirmos direções e toda a gente nos mandar para “O” monumento. (Como assim O? Só nesta rua há vários…) E descobrirmos que era o “Marquês de Pombal” lá do sitio, a decidirmos andar até um jardim que só ficava a 2.6 km que afinal eram milhas… (4.2 km), a aproveitar mini-pocinhas de gelo para fazer poses de patinagem artística (só cabia 1 pé tal a quantidade de gelo) e “os miúdos” andarem a simular cross country ski. A descermos do quarto á noite e percebermos que estava a nevar e, como Lisboetas/Margem-Sulianos que somos fizemos uma senhora festa – o rececionista do hotel ia-nos matando. (Aparentemente 3 dias antes tinha tido neve até aos joelhos, claramente não percebeu o nosso entusiasmo!!!)

Monument[2086].JPG

 

Mais um passeio de comboio e descobrimos Tynemouth, uma pequena localidade linda, linda.

Tyne I[2085].JPG

 

Tyne III[2087].JPG

 

Durante a viagem, e porque aparentemente atraímos malucos, apanhámos um passageiro a ler uma revista. Num 1º reparo diríamos que era míope tal a distancia que tinha da dita… afinal não. Estava só a lambe-la… e trazia um saco cheio de vários exemplares!

Eles foram experimentar fish and chips e “as miúdas” acabaram a comprar “o capitão dourado” (por estas terras vende-se “massajadores faciais” por 2£ nos WC’s dos pubs…)

Bom! Resumindo, o Tomás e a R foram ver o jogo, os restantes ficaram no pub ( J). No final da partida em que miraculosamente o NC ganhou apanhámos novamente o comboio, desta feita para Edimburgo. Linda, Linda Edimburgo!

Passo por um grupo de moços bem compostos todos eles de kilt. Faço à minha B. a pergunta da praxe (em bom português): “Será que trazem alguma coisa por baixo?”…

Sim, eram portugueses… Sim, viemos no mesmo voo de regresso!

 

Gostaram do relato divertido da nossa Maria? Ficaram com vontade de visitar o Reino Unido? Partilhem connosco as vossas opiniões.

Eu, para estes lados, só conheço mesmo a cidade de Londres, mas é uma zona que quero muito conhecer mais e melhor.

Maria, foi um gosto ter-te aqui comigo. Obrigada pela visita.

A coragem de Carolina Deslandes

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                            (Imagem aqui)

 

Carolina Deslandes é cantora, mais uma miúda que foi descoberta há já uns bons anos pela sic e que tem conseguido vingar no panorama musical nacional.

Acontece que ela também é mãe de dois miúdos giríssimos e pequeninos ainda, um deles tem um mês, ou seja, a Carolina encontra-se em período pós-parto e o seu corpo, como é óbvio, ainda está a recuperar.

Por não se sentir perfeitamente contente com a sua imagem, neste momento, e lutando contra a vontade de se esconder, decidiu partilhar no seu blog a imagem que aqui vos apresento. Uma imagem real, sem floreados, sem tentativas de camuflagem, apenas a realidade da Carolina e de tantas e tantas mulheres que após o parto não conseguem regressar imediatamente ao que eram antes de engravidar. 

E agora pergunto-vos, vêem na imagem algo de estranho? Anormal? 

É que a Maya, essa mesmo que adivinha qualquer coisa e organiza umas festarolas, veio tecer comentário sobre a imagem alheia. E o que disse a senhora? Disse que ninguém devia estar assim um mês após o parto, que não é normal, que não promove a boa saúde física e que necessita de ajuda.

Sabem o que eu acho? Acho que esta abelha quis dar uma de Maria Vieira e deseja voltar a ser falada, mas nem sabia bem como e aproveitou aquilo que lhe apareceu.

Abelhinha, não se incomode, volte para a sua colmeia que ainda ninguém sentiu a sua falta, sim?

Desculpem, mas vou ter de opinar sobre isto...

Ontem, julgo que como a maioria, fui espreitando o concerto solidário. Mudava aqui e ali, sempre que apareciam cantores que me causam comichão nos ouvidos, mas digamos que vi grande parte e vi o final, aquele de que se fala, que teve o Salvador Sobral como protagonista. 

Chamem-me parva, mas tenho de vos confessar que não pude deixar de rir assim que ouvi aquilo. Ri. Não o interpretei como um desrespeito, pareceu-me algo que lhe saiu naturalmente, talvez acusando a pressão de ter ficado para último, numa tentativa de usar a sua música como um hino qualquer à união... Não sei. Mas aquele protagonismo não é, de todo, a cara do Salvador e o resultado foi aquele momento/desabafo desastroso, mas caricato. Consagrando-o mesmo como um anti-herói.

Lembrei-me imediatamente da entrevista que o Salvador deu ao Alta Definição e onde confessou que não se leva muito a sério e que às vezes tem atitudes que nem ele próprio compreende, em momentos, nos concertos, que deveriam ser mais solenes e onde acaba por dizer coisas que deveriam ficar apenas na sua mente. 

Quando apaguei a tv pensei: "Salvador, o que tu foste fazer, amanhã haverá gente a querer crucificar-te.". E não me enganei. Se ele podia ter estado calado? Podia. 

Mas convenhamos que o concerto foi um gesto bonito, que marcou uma união nunca antes vista, que muito dinheiro foi angariado, (parte dele irá para os cofres do estado, pois aos 0,60cent. acrescia o IVA), mas que houve por ali muita coisa forçada, nomeadamente, a tentativa de encaixar todas as letras de músicas cantadas na desgraça que aconteceu; o agradecimento final a Marcelo Rebelo de Sousa, que representa os portugueses, mas que é o chefe máximo do governo que tem tentado descartar-se das culpas; houve celebridades a dançar e a cantarolar para as câmaras, celebrando nem sei bem o quê... Enfim, houve de tudo. 

E querem que vos diga do que gostei mais? Gostei da simplicidade de Miguel Araújo, de Rui Veloso, da chamada de atenção da Luísa Sobral, mas sobretudo, gostei da indignação de Jorge Palma, que estava visivelmente aborrecido, não por ajudar, mas porque todos os anos os incêndios se repetem e quem pode, de facto, fazer algo para evitá-los ao máximo tem andado a assobiar para o ar. Grande Jorge! 

 

 

Um fim de semana para carregar baterias (III)

O terceiro e último dia da nossa pequena viagem foi intenso, isto porque tomámos o pequeno almoço em Alcobaça, almoçámos em Óbidos, jantámos em Évora e viemos dormir já ao Algarve. Mas vamos por partes.

O dia não podia ter começado melhor, pois tínhamos massagens agendadas pela manhã, imediatamente a seguir ao pequeno almoço. E após este momento relaxante e o check out no hotel rumámos a Óbidos, já sobre a hora de almoço. A vila estava cheia de turistas e os restaurantes bastante compostos, mas lá encontrámos um por onde petiscar. Tive pena de não ter mais tempo para explorar Óbidos, mas ficou a vontade de voltar e a ideia de que é uma vila de uma beleza muito singular.

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Após a rápida visita a Óbidos dirigimo-nos ao Bacalhôa Buddha Eden, acerca do qual eu tinha uma grande expectativa, pois já muita gente me tinha falado deste espaço. E o que vos posso dizer é que merece a visita, mas não me parece que justifique uma excursão (como tantas que haviam por lá) propositada só a este local. Depois, fiquei com a sensação de que o parque não estaria em todo o seu esplendor, (não faço ideia se isto é verdade ou não), já que existiam locais onde me pareceu que deveria haver água a correr, no entanto, não se verificou e isso deixou-me um gostinho amargo na boca, até porque a entrada no parque é de 4€ por pessoa.

Mas é um jardim muito bonito, com esculturas absolutamente fantásticas.

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Feita a visita ao parque, rumámos a Évora, pois queríamos jantar com a família e, ainda que tenha sido visita de médico, regressámos a casa com o coração cheio.

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A Íris

Um dia a Íris sonhou em ter um mano ou uma mana. Garantiu aos pais que não se importaria com o sexo, que ajudaria a cuidar do bebé com o mesmo interesse e cuidado, independentemente deste ter uma pilinha ou um pipi. Chorou, implorou, chegou mesmo a fazer uma grande birra.

Os pais nunca deram um irmãozinho à Íris, foram-lhe dando brinquedos, grandes festas de aniversário, foram-na mimando como puderam e souberam, mas à Íris faltou sempre algo maior.

Cresceu e deixou de falar no assunto. Mimada e irreverente, a Íris explicou a si mesma que os pais não quiseram mais filhos por ela ser tudo quanto lhes bastasse. Mas quis a ironia da vida que a Íris ficasse sem os pais aos vinte anos, resultado de um trágico acidente. Duro golpe. Demasiado duro para qualquer idade, mas mais ainda para quem está a fomentar a sua personalidade, para quem ainda acha que pode tudo e que tem a vida toda pela frente, ou não fossem os vinte anos a idade da imortalidade.

A Íris viu-se sozinha no mundo e, estranhamente, sentiu saudades do irmão que nunca conheceu, da irmã que nunca abraçou, do irmão com quem nunca teve hipótese de brigar ou da irmã com quem nunca teve de lutar pelo vestido preferido.

Conheceu o peso da palavra solidão demasiado cedo. Apesar dos avós e dos tios, que tanto a apoiaram e mimaram, ela nunca mais se voltou a sentir completa. Interrogava-se várias vezes como seria a vida se os pais a tivessem privado de bens materiais, mas lhe tivessem dado alguém com quem partilhar as dores e os amores, as conquistas e os erros.

Aos 33 anos a Íris engravidou e recebeu a melhor notícia que alguma vez lhe tinha sido comunicada: estava grávida...de gémeos.

 (Imagem aqui)

Que família exemplar!

No fim de semana, como sabem, andei a viajar de carro e na estrada vê-se muita coisa. Boa e má. Vou-vos contar uma a que assistimos e vocês depois classificam-na, pode ser?

 

Eu e o A. vimos uma família a quem, na minha opinião, deveria ser entregue o primeiro prémio do euromilhões, pois eles próprios constituem um verdadeiro jackpot.

Vamos primeiro ao senhor: está-se completamente a borrifar para tudo o que sejam regras, qual Bart Simpson, qual carapuça. Este senhor ignorou um sinal vertical de proibição de ultrapassagem, a linha contínua separadora, a aproximação a uma curva e um carro que vinha em sentido contrário. Sim, é verdade e tudo de uma só vez!

A senhora: fazia a viagem no lugar do pendura e em plena cidade, aproveitando um semáforo que se encontrava vermelho, (que por acaso este o marido até respeitou), abriu o vidro e atirou com um lenço de papel para o chão.

E numa família tão extremosa não havia uma criança? Havia, claro que havia!

A criança: já fora da dita cidade que a mãe decidiu poluir, a criança abre o vidro, (atenção, importa referir que o carro circulava a uma velocidade dita normal, cerca de 80/90 km/h), e segura numa mão um papel verde e na outra uma tesoura. E o que faz? Conseguem adivinhar? Recortes, pois claro, recortes de papel, com as mãozinhas de fora, que o papá não deveria querer o carrinho sujo.

 

Que tal? É ou não uma família jackpot?

 

(Imagem aqui)

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