Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

há mar em mim

A Dona Celeste

A Dona Celeste passa os dias à janela. Em terra de pescadores ela tem vista privilegiada para a azáfama da vila. 

Tem setenta e quatro anos e é hipocondríaca, mas não sabe. Às vizinhas diz que está sempre pior, que já não passa cá outro Natal. Ao final da tarde entretém-se a ver os homens a preparar os barcos para mais uma lide noturna e madruga todos os dias para os ver chegar com o peixe. Entre uma atividade e outra vai espreitando os namoricos dos mais novos, vai controlando a quantidade de vezes que as vizinhas saem de casa e vai vendo quem entra e sai do café da esquina. Sabe de cor os que não resistem ao chamamento do álcool, os que só vão comprar tabaco e os que não se perdem em vícios. 

Lava a roupa à sexta-feira, na máquina que o filho lhe comprou no aniversário passado, mas tem sempre algum pano para esfregar no tanque do seu quintalinho.

Às terças-feiras, de quinze em quinze dias, vai sempre visitar a sua médica de família, que lhe diz, de todas as vezes, que ela tem uma saúde de ferro. "Parece que gosta de gozar com a desgraça alheia" - pensa sempre a dona Celeste quando deixa o gabinete da médica - "Um dia hei de morrer e há de arrepender-se dessas palavras", completa o pensamento. 

Há muitos anos que é viúva. O marido foi engolido pelo mar quando Celeste tinha trinta anos e o seu filho cinco. Teve de criá-lo sozinha. Dedicou-se à costura, oficio que a mãe lhe ensinou quando Celeste não querida saber de agulhas, mas sim de namorados. 

Nunca teve uma vida feliz, mas sim conformada. Nunca saiu do seu distrito. O mundo que conhece é o da sua vila. A vida foi passando num piscar de olhos e Celeste nunca teve grandes ambições, mesmo para o seu filho. Nunca lhe incutiu um espírito aventureiro e não o deixou ir estudar para fora da sua capital de distrito. Conseguiu-o fazendo alguma chantagem emocional com o moço, que sempre foi bastante dependente da mãe. Mas pagou-lhe os estudos, com esforço e horas de trabalho extra viu o filho formar-se em economia. 

Hoje, ao jantar, Dona Celeste irá receber uma notícia que aquecerá o seu coração. Vai descobrir a alegria da palavra avó. 

IMG_20171118_085158_695.jpg

 

 

 

 

 

Sapos do Ano de 2017 - Que grande ideia! Vamos lá votar...

Através do blog do João Farinha fiquei a saber desta iniciativa da autora do blog StoneArt Portugal - a Magda Pais . O que vem confirmar que uma pessoa não se pode afastar muito daqui ou corre o risco de perder excelentes iniciativas/ideias. Vá lá que ainda cheguei a tempo...

 

Aquando dos prémios Blogs do Ano pensei que seria giro se alguém do SapoBlogs lançasse uma votação aqui para a malta do bairro. Mas giro, giro foi descobrir que a Magda passou à ação e está a organizar esta excelente iniciativa. Vão ao post dela e digam quem são os vossos nomeados. AQUI.

 

Eu enviei por e-mail, mas vou deixar-vos aqui a minha lista dos blogs em quem depositei o meu voto. Não é segredo e muitos já foram alvo de destaque nas follow fridays. São blogs de pessoas que todos os dias dão o seu contributo para que a blogosfera seja um sítio melhor e mais interessante. 

 

Eis os meus nomeados, (sinto que devia estar de vestido até aos pés para isto... ahahah!), nas diferentes categorias: 

 

- Opinião: Não é que não houvesse Língua Afiada

 

- Humor: HeteroDoméstico Oh por favorHipster Chique

 

- Moda: O blog da Kat

 

- Música: Músicas que fazem vibrar a alma

 

- Fotografia: João Freitas Farinha - Fotografia

 

- Comida: Para Jantar e Marmitar

 

- Generalista: Ouiosque da JoanaJust Smile Desabafos da Mula

Uma agradável surpresa

Olá! Olá!

 

Como estão?

Eu ainda não estou a 100% e por isso não me tem apetecido passar por cá. Mas hoje tive uma pequena surpresa e venho partilhá-la convosco.

 

Como já vos contei, adquiri uma máquina fotográfica na semana passada e ando a adaptar-me a ela. Tem sido ótimo tirar fotos com a minha nova Canon e estou cada vez mais contente com esta prenda de Natal anticipada que proporcionei a mim própria. 

 

Tenho colocado algumas fotos no meu instagram e comecei a usar uma hastag relacionada com o instagram oficial da Canon Portugal e, para meu espanto, uma foto minha foi eleita para ser o destaque deles esta semana. Uau! Fiquei mesmo contente com esta surpresa. 

 

A foto escolhida foi esta: 

IMG_20171116_090155_520.jpg

Que tal?

Tirei-a na semana passada, em Ferragudo, num pequeno passeio que eu é o A. fizemos depois do trabalho. 

 

Beijinhos e tenham uma ótima tarde de domingo. 

Banalidades

Bom dia!

Como estão?

Eu estou com uma tosse daquelas que faz as pessoas olhar para mim com ar de: "já deixavas o tabaco?!", mal sabem elas que eu abomino tal coisa e até com o cheiro me engasgo. Proibirem fumar nos restaurantes e cafés foi para mim das melhores coisas que se lembraram. 

 

Como se a tosse não me bastasse, vim levar uma vacina. "Pode ter febre e borbulhas nos próximos dias...". Que maravilha! Era só o que me faltava... 

 

Lembram-se do puzzle de Nova Iorque? Outro dia o Trip   perguntou-me qual era o ponto da situação e eu tirei uma foto ontem, à tardinha, para vos mostrar. Posso dizer que já faltou mais...

WaterMark_2017-11-15-22-21-43.jpg

E é isto que temos. Façam figas por mim, para que o dia me corra bem, apesar da tosse cavernosa e da vacina. 

 

Beijinhos 😘

Já sentiram empatia hoje?

2017-11-14.png

 (Imagem aqui)

 

Ontem, a propósito de uma situação muita chata que aconteceu, tentei explicar aos meus alunos de 7.º ano o significado da palavra empatia, já que todos afirmaram desconhecer o significado da mesma quando os questionei. 

 

Desconhecer esta palavra e toda a conotação que tem pode ser um dos problemas dos adolescentes de hoje em dia, mais, pode ser um problema da sociedade em que vivemos. 

 

Se pensarem um pouco, tenho a certeza que conseguem lembrar-se de pelo menos duas ou três situações que ocorreram, talvez já no decorrer desta semana, onde testemunharam uma clara demonstração de egoísmo e/ou incapacidade de alguém se colocar no lugar do outro. 

 

E em que medida é que isto pode afetar o ambiente em que vivemos? De muitas formas, mas essencialmente a falta de empatia é, do meu ponto de vista, a responsável por muitos comportamentos agressivos que presenciamos, quer estes sejam presenciais ou através do mundo virtual.

 

A falta desta faculdade torna-nos menos humanos, pois não apresentando capacidade empática estamos mais despidos de sentimentos e emoções.

 

A aptidão para conseguirmo-nos colocar no lugar do outro é extraordinária e deve ser incutida no ser humano em tenra idade ou corremos o risco de tornarmo-nos completamente egoístas, egocêntricos e com tendências altamente ditatoriais, pois o que mais iremos almejar é que os nossos caprichos sejam satisfeitos e de forma célere, sem olhar a meios. 

 

Se tivéssemos maior capacidade empática talvez tivéssemos conseguido lidar com a questão dos refugiados de outra forma, talvez não tivéssemos políticos corruptos, talvez não usássemos as redes sociais para atacar tudo e todos, talvez não abandonássemos animais para ir de férias, talvez não se deixassem idosos "esquecidos" em camas de hospitais, talvez valorizássemos as profissões de quem nos defende, ensina, cuida... E talvez eu não tivesse lido, ontem, nas notícias que uma recém-nascida foi deixada na beira da estrada. E talvez essa bebé não tivesse morrido ainda antes de compreender sequer que alguém a colocou no mundo unicamente para sofrer. 

 

Quem sabe...

Na sexta-feira à noite...

Miguel Araújo brindou, quem esteve presente no seu concerto no Coliseu dos Recreios, com músicas do novo cd, com belíssimos convidados, com um cenário magnífico e com uma atuação irrepreensível. 

WaterMark_2017-11-11-13-21-07.JPG

 

Creio que este cantor se reinventa a cada espetáculo. O próprio já confessou que, no início, tinha receio do palco e de encarar o público e que agora já consegue desfrutar do tempo que passa em grande plano. E isto nota-se. 

Quem o acompanha desde o início da sua carreira a solo nota-o mais solto a cada performance e com a voz cada vez mais segura. O músico portuense tem,ainda, a mais-valia de ter consigo uma banda fenomenal, divertida e que sabe envolver o público. E o próprio Miguel vai conversando com quem o vê, entre canções, e contando a origem das suas músicas. 

É mesmo um concerto que vale a pena ou não fosse ele um dos melhores cantores portugueses e dos mais completos também, pois todas as suas músicas têm letras da sua autoria. E que letras! Cada uma delas conta-nos uma história e é isto que eu mais admiro nele, a sua capacidade para a escrita. 

Espero que concertos destes se repitam por muitos anos e que o Miguel continue a encher o nosso país com boa música. 

WaterMark_2017-11-11-13-15-51.JPG

 

WaterMark_2017-11-11-13-18-34.JPG

 

 

 

Uma compra daquelas que me entusiasma muito!

Quem é mais assíduo aqui no Há mar em mim já se deve ter deparado com um post ou outro onde eu declaro o meu amor à fotografia. Não é que eu perceba do assunto, porque não percebo, mas sempre adorei a magia de guardar um momento para sempre. Para mim a fotografia é isso mesmo, é a possibilidade de eternizar um segundo das nossas vidas e das vidas que nos vão rodeando. É, sem dúvida uma forma de arte e de nos expressarmos. 

 

Lembro-me dos meus pais terem uma Kodak, a primeira máquina fotográfica com que contactei. Usava-a sempre que podia, mas não podia muitas vezes, porque revelar as fotos era algo dispendioso nos anos 90, se bem se lembram.

 

Depois foram surgindo as máquina digitais e a primeira que eu tive deixou-me imensamente feliz. Creio que a recebi de prenda de anos. Tirava fotos com pior qualidade que a Kodak, mas que importava?! Tinha o futuro nas mãos!

 

Só que o futuro durou pouco, que é como quem diz, a máquina não teve uma longa vida. E quando comecei a ganhar o meu primeiro dinheiro, a trabalhar nas férias de verão, quis dedicar parte dele a uma nova máquina fotográfica, uma Nikon. Esta durou-me muitos anos e só a fui deixando de lado à medida que as câmaras dos smartphones foram melhorando. 

 

Mas de há uns tempos para cá senti uma vontade imensa de ter novamente uma máquina fotográfica nas mãos. A ideia foi amadurecendo em mim e tornou-se uma certeza. Até pedi ao João Freitas Farinha para me ajudar na escolha e ele, sempre tão simpático, lá me deu a sua opinião. Obrigada, João. 

 

Depois de ponderar prós e contras dos três modelos para os quais estava inclinada, lá me decidi pela Canon PowerShot sx540hs. Esta beleza:

(Imagem aqui)

 

(Imagem aqui)

 

Tenho-a desde quinta-feira e para já estou a adorar e estou muito feliz com a minha escolha.

 

Convido-vos a passar pelo meu instagram, pois é lá que coloco muitas das fotos que vou tirando. 

 

Tenham uma ótima semana! 

Vou ali...

...ao coliseu ver este senhor.

 

 

Depois conto como foi, ok?

Mas posso dizer-vos que tenho um feeling de que vai ser muito bom!

Pelo caminho ainda vou jantar com uma amiga que não vejo há demasiado tempo e da qual tenho muitas saudades. 

 

Vou fechar a semana com chave de ouro.

Bom fim-de-semana! Divirtam-se. 

 

Pág. 1/2