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Há mar em mim

Este é um blog onde cabe um pouco de tudo. Imenso como o mar. Haverá opiniões, ideias, fotografias, textos rabiscados, será uma extensão de mim. Se chegou até aqui, detenha-se e sinta-se bem-vind@.

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A Piedade

A Piedade tem nome de substantivo e odeia que criem expectativas sobre o seu comportamento baseadas no seu nome. Para além disso, acha, sempre achou, que tem nome de velhinha.

Quando era criança todos a chamavam de Pi, até ao dia em que um coleguinha de escola lhe disse que com um nome daqueles ela devia fazer pipi nas cuecas. A Piedade foi para casa chorar e proibir todos de voltar a repetir aquele maldito diminutivo.

Hoje a Piedade tem 37 anos, é enfermeira, não por piedade dos doentes, mas porque não conseguiu entrar em medicina. Acredita que teria sido boa médica, talvez até cirurgiã, pois consegue sempre manter o sangue frio em situações de stress.

Vive sozinha com o seu cão, Doc. Já partilhou casa com um namorado, mas expulsou-o no dia em que descobriu que ele gostava de gastar metade do salário em apostas online. Não sente falta de um homem na sua vida, prefere estar sozinha a estar com alguém por compaixão. É prática e não tem papas na língua. Gosta de vinho branco gelado e de banhos de imersão.

(Imagem aqui)

A Piedade é feliz à sua maneira, tem um grupo de amigas, dos tempos da faculdade, com quem conversa regularmente e com quem se diverte muitas vezes. Gosta de viajar sozinha. Já esteve em todos os países da Europa, na Índia, nos E.U.A., no Brasil, no Peru e este ano irá passar um mês na Indonésia.

Ela tem uma doença degenerativa, diagnosticada há dois anos, por isso vive intensamente, sem pensar muito no dia em que vai precisar de terceiros para fazer as coisas básicas do quotidiano. A Piedade vive o seu presente, sem dar muita importância ao que o amanhã lhe trará.

 

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