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há mar em mim

Deixem-nos em Paz, por favor!

Dia da Paz.

Hoje, na minha hora de almoço, percorria o sapo.pt,  para saber as novidades, e deparei-me com uma fotogaleria dedicada aos vários símbolos da paz, precisamente por hoje se assinalar o dia da paz.

Dei por mim a pensar que nos meus 31 anos de vida não me lembro de um momento em que a paz mundial tenha estado tão ameaçada quanto agora. Vivemos num clima de total instabilidade e terror e sentimos que estamos com um pé numa guerra mundial. A terceira.

E pergunto-me: porque quererá o ser humano viver neste limbo ameaçador? O que ganhamos em não viver em paz?

Logicamente de há paz individual, aquela que diz respeito a cada um de nós e se mede de acordo com as nossas vivências, e paz em escala maior, aquela que nos afeta a todos enquanto seres que habitam o mesmo planeta. A falta de uma e de outra é terrível. Coloca-nos expostos e em risco de nos extinguirmos.

Sei que posso estar a passar-vos uma visão muito naïf da questão, posso estar a ignorar que as guerras geram receitas e há sempre quem lucre com elas e tenha interesse em mantê-las e incentivá-las. Mas não consigo evitar ter o pensamento simplista de que seríamos todos muito mais felizes se aprendêssemos a viver com as nossas diferenças e preservássemos a paz geral. Contudo, é com mágoa que vos digo que cada vez mais isto me parece uma utopia.

Vivemos num campo minado e a qualquer hora podemos pisar um pedaço de terra proibitivo. É esta a sensação que tenho.

Dias há muitos, cada vez mais. Mas a paz é um assunto demasiado sério para não nos preocuparmos com ele.

(Imagem aqui)

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