Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

há mar em mim

Mais valia ter ficado em casa...

Às vezes, vocês funcionam como terapia para mim. Não se sintam mal, é um elogio.

Portanto, cá vai...

(Imagem aqui)

Ontem foi um dia muito cansativo e, para juntar à festa, diga-se que há algumas noites que ando a dormir mal, por isso, quando saí do trabalho sentia-me cansada, de rastos, na verdade. Mas no dia anterior descobri que o António Zambujo iria cantar a 55km da minha casa. Era já ali. E era o Zambujo. E dizia o evento do facebook: entrada livre. E na noite véspera de feriado? Vamos.

Fomos. Tal como havíamos combinado na noite anterior. Apesar do cansaço fomos. Cheguei a casa, banho rápido, troca de vestimentas e lá fomos.

Havia muita gente e foi difícil encontrar lugar para deixar o carro. Ultrapassada esta dificuldade, dirigimo-nos ao local onde o Vasco Palmeirim, da Comercial, já apresentava o evento. Aceleramos o passo, íamos entrar quando nos perguntaram pelo convite. Olhamos um para o outro. Respondemos a uma voz "não temos". "Só podem aceder ao local a partir das 21:30h" disseram-nos com sorriso amarelo. Encolhemos os ombros e fomos procurar um sítio para jantar. 

Comemos, bebemos, demos mais voltas para deixar o carro e quando chegámos ao sítio onde nos fora barrada a entrada eram 21:45h. Naquele momento já entramos sem problemas, porque na verdade já não havia nada para ver, o local estava cheio e o palco estava tão mal posicionado que a única coisa que consegui ver foram os holofotes a mudar de cor e, eventualmente, a girar.

O Zambujo lá ia cantando e encantando, bem ao seu jeito, e o público comportava-se demasiado bem. Ele próprio o referiu.

Aí... Começo a olhar à minha volta e vejo que as pessoas não estão vestidas para um concerto, mas sim para uma festa... Muito vestido, muito blazer, muita clucht e camisa dentro das calças... 

 (Imagem aqui)

E eu amaldiçoei o facebook e as pessoas que consideraram aquele evento de entrada livre. Porque de livre teve muito pouco, já que foi uma festa privada, para a elite algarvia, na qual abriram portas à plebe às horas em que nada mais havia para ver que não fossem os restos da festa.

Amaldiçoei os 55km que me separavam do meu sofá.

Valeu o jantar que, pelo menos, foi bom!

 

24 comentários

Comentar post