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há mar em mim

Notícias atrozes

O desespero ganha muitas vezes batalhas. Voltaire

 

Acabo de deparar-me com duas notícias que reportam ao dia de ontem e que aconteceram no distrito da Guarda.

Duas notícias que jamais deveriam existir.

Duas crianças que, alegadamente, terão sido vítimas das suas próprias mães. 9 e 11 anos. Uma por ingestão de medicamentos, a outra por asfixia. Vítimas das pessoas que mais os deveriam proteger.

 

Como pode acontecer algo assim?

Pessoalmente acredito que se tratam de pessoas perturbadas, atormentadas, tanto assim é que ambas tentaram colocar termo à sua própria vida. Não o conseguiram. Terão de viver com o ato que cometeram.

 

Julgamos que uma mãe será a última pessoa a cometer um crime contra o próprio filho e, no entanto, às vezes somos surpreendidos com relatos destes.

Acredito, sinceramente, que as mulheres que o fazem julgam que se encontram no fim da linha, onde não há mais nenhum caminho para ser percorrido e onde qualquer réstia de esperança há muito que desapareceu. Talvez só a psicologia ou a psiquiatria consigam explicar algo assim. Ou talvez nem estas ciências o consigam fazer.

Para os comuns mortais estas notícias são sempre um murro no estômago.

 

 (Imagem aqui)

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