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Há mar em mim

Este é um blog onde cabe um pouco de tudo. Imenso como o mar. Haverá opiniões, ideias, fotografias, textos rabiscados, será uma extensão de mim. Se chegou até aqui, detenha-se e sinta-se bem-vind@.

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O meu cabelo e as aventuras que ele já me proporcionou

Esta semana a Chic'Ana escreveu um post sobre uma aventura que teve no cabeleireiro. E eu, que gosto sempre de ler as suas histórias, adorei e lembrei-me imediatamente de uma história bem, bem antiga que me aconteceu e que hoje me dá vontade de rir, mas na altura foi uma verdadeira descida aos infernos.

Fiquei com vontade de partilhá-la convosco. Mas primeiro precisam de uma ligeira contextualização para entenderam bem o drama do qual vos vou falar.

Vamos fazer um exercício, olhem bem para estas duas fotos abaixo.

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(Imagem aqui)

 

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 (Imagem aqui)

 

Já o fizeram? Ok. Digamos que o meu cabelo será algo parecido a estes que aqui vos apresento, um intermédio dos dois.

O meu cabelo sempre foi a minha imagem de marca, digamos assim. Não o digo com vaidade, digo-vos porque graças a ele é muito fácil ser reconhecida e qualquer pessoa que fale comigo tem mais facilidade em se lembrar de mim da próxima vez que nos cruzarmos.

Para que entendam, uma vez fui ver o Benfica ao estádio da Luz (ainda era o antigo) e, ao que parece, durante o intervalo apareci por breves segundos na bancada, pois no outro dia toda a gente me dizia que me tinha visto, que o meu cabelo era inconfundível.

Avancemos. Ou melhor, recuemos, que nesta história aqui a C.S. deveria ter uns 7 aninhos.

 

7 anos. A C.S. vai ao cabeleireiro com a mãe, num género de tarde só de raparigas, onde só a minha mãe teve direito a lavar, cortar e pentear os seus cabelos e a C.S., como menina bem comportada que era, observava aquilo tudo e ia folheando revistas de penteados e cortes, tão habituais nestes estabelecimentos. Não havia uma única pessoa naquelas revistas que tivesse cabelo encaracolado. Mas eu comentei nada.

Despachada a mãe e vendo que ela já se encaminhava para o pagamento pedi-lhe, (pois também eu queria aquele tratamento a que nunca tinha tido direito, já que quem me cortava os meus caracolitos era a mãe em casa), pedi-lhe, baixinho, que me deixasse fazer, nada mais nada menos, que uma franja. Sim, leram bem, franja. Parece que se usava, toda a gente ostentava uma e as revistas que tinha passado a tarde a ver também estavam recheadas delas. Portanto, era mesmo, mesmo, mesmo isso que eu queria. A minha mãe riu-se, ela que tinha o cabelo liso (os caracóis vêm da família paterna) lá me explicou que uma franja não era indicado para o meu cabelo, que ela nunca me iria cobrir a testa e ficar lisinha como aquelas que eu vira, etc., etc., etc.

Tudo desculpas, pensava eu. E aí, eu que não era muito de pedir coisas, parece que usei todo o meu poder de argumentação, que é como quem diz, chateei tanto a minha mãe que às tantas ela disse algo do género: "Seja feito à sua vontade". E eu feliz. E a cabeleireira a torcer o nariz. E eu radiante. E a cabeleireira a imaginar mais dinheiro a entrar na caixa. E pumba, pumba, pumba...caracolinhos no chão, a C.S. ganhou uma franja.

Ansiedade, chegara a hora de ver o meu maravilhoso novo penteado e...O QUE É ISTO? ISTO NÃO FOI O QUE EU PEDI! OH MÃEEEEEEEE...

Escusado será dizer que o meu cabelo, que seca muito rápido num instante, encolheu. Resultado: a C.S. queria uma franja e ganhou um tufo na testa. E chorou, chorou, chorou...que queria o cabelo de volta, que voltassem a colar, que não sabia que ia ficar assim...

E a mãe: "agora já sabes, para a próxima não me chateias e fazes o que eu digo...". E lá fui eu para casa, num desgosto profundo e morta de vergonha a perguntar quanto tempo o cabelo ia demorar a crescer.

Ficamos por aqui, sim? Penso que será humilhação suficiente. Outro dia conto-vos outras histórias (não tão terríveis) em torno do meu cabelo.  

 

 

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