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há mar em mim

O nosso cérebro é maravilhoso

Sabem quando estão anos sem ouvir uma música e, depois, por alguma razão voltam a tropeçar nela? E a música da qual vocês nem se lembravam surge-vos, qual aparição, e conseguem cantá-la de fio a pavio. É extraordinário, não é?

Já me aconteceu algumas vezes, sendo que a última delas foi ontem. Como vos disse (aqui) há alguns dias fui a Évora e, claro, a casa dos meus pais. Andei a vasculhar nas minhas coisas que ainda se encontram por lá e descobri o CD Espuma das Canções, de Rui Veloso. Não o ouvia há demasiado tempo e foi um reencontro muito feliz. 

Sempre admirei o Rui Veloso e sempre fui fã das letras de Carlos Tê, considero que esta dupla fez maravilhas pela música portuguesa e que influenciou muitos dos melhores músicos que hoje temos por cá. 

Este CD tem temas deslumbrantes, mas deixo-vos aqui a letra de uma música que diz tanto, A veia do poeta

 

"CANSADO DO MOVIMENTO
QUE PERCORRE A LINHA RECTA
FUI FICANDO MAIS ATENTO
AO VOO DA BORBOLETA
FUI SUBINDO EM ESPIRAL
DECLARANDO-ME ESTAFETA
ENTRE O CORPO DO REAL
E A VEIA DO POETA

MAS ELA NÃO SE DETECTA
À VISTA DESARMADA
E O SANGUE QUE LÁ CORRE
EM TORRENTE DELICADA
É A LÁGRIMA PERPÉTUA
SAI DA PONTA DA CANETA
VAI AO FIM DA VIA LÁCTEA
E CAI NO FUNDO DA GAVETA

AI DE QUEM NUNCA GUARDOU
UM POUCO DA SUA ALMA
NUMA FOLHA SECRETA
AI DE QUEM NUNCA GUARDOU
UM POUCO DA SUA ALMA
NO FUNDO DUMA GAVETA
AI DE QUEM NUNCA INJECTOU
UM POUCO DA SUA MÁGOA
NA VEIA DO POETA"
 
Se ficarem com vontade de descobrir mais (ou relembrar, como aconteceu comigo) vejam aqui
 

 

 

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