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há mar em mim

Sobre isto de se ser (candidato a) professor em Portugal

E se, antes mesmo das vossas tão apetecíveis férias começarem, a única certeza que tivessem fosse a certeza de que quando as férias terminassem não teriam lugar para onde regressar?

E se isto não fosse uma suposição e fosse o que acontece, ano após ano, aos professores contratados do nosso país? 

 

Um dia Nuno Crato disse que os professores contratados não são professores, não candidatos ao lugar de professor. Não deixa de ter razão...

 

É verdade...

Ainda não fui de férias e já hoje sou confrontada com a realidade de ter de fazer uma lista de lugares para onde poderei (ou não) ser chamada para trabalhar no próximo ano letivo.
 

Ainda amanhã tenho uma reunião, às 10h, à qual não posso faltar, e já hoje tenho de me confrontar com os "ses" futuros...

- E se não concorro para longe de casa e fico sem trabalho?

- E se concorro para longe de casa e fico com uma depressão?

- E se concorro mal? 

- E se há menos vagas?

- E se já não me apetecer mais ser professora?

- E se quiser ser professora e o ministério não me quiser nunca mais?

- E se não apareço nas listas do início de setembro? 

 

Tantos "ses"... E eu só quero ir de férias...

 

Está inaugurada a época do stress pós-ano-letivo.

 

(Imagem aqui)

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