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há mar em mim

C.S. em 16.10.17

O Dr. Guilherme

Naquele início tarde, de um outono demasiado quente, Guilherme não imaginava o que lhe iria acontecer. Vinha de um agradável almoço com a sua filha mais velha, que iria casar-se no final do (...)
C.S. em 31.08.17

A Marta

22h35 Ouço a chuva, ao longe. Miúda. Ritmada. Algo em mim estremece. Inspiro. Uma e outra vez e cada vez mais fundo e procuro afastar o pensamento que não me sai da cabeça. Fecho os olhos, (...)
C.S. em 24.07.17

A Carlota

Carlota, tal como todos nós que por aqui andamos, não pediu para nascer e os seres que a conceberam tão-pouco sonharam algum dia com ela. Nasceu fruto de um crime. Da maldade de um homem (...)
C.S. em 04.07.17

A Dona Guiomar

A Dona Guiomar tem oitenta anos, mas ninguém lhe dá mais de sessenta e se não fosse a ciática, que às vezes a obriga a ficar mais tempo em casa, continuaria a fazer as suas longas (...)
C.S. em 14.06.17

A Mafalda (II)

"Temos de falar...". "Temos de falar...". "Temos de falar..."...as palavras ecoaram na cabeça de Mafalda, se lhe perguntassem ela diria que passaram 10 anos, naquele minuto de silêncio (...)
C.S. em 03.10.17

O Bernardo

Sou o Bernardo e sinto-me desconfortável quando olham diretamente para mim. Nunca pensei ter de recorrer a um psicólogo, mas aqui estou. Bastante cético quanto ao bem que isto me possa (...)
C.S. em 01.08.17

A Luana

Luana tem olhos pretos e rasgados, grandes e, às vezes, um pouco assustados. Deve o nome à lua, claro está. A mãe diz-lhe que nasceram ao mesmo tempo, mas Luana não gosta da noite, teve (...)
C.S. em 11.07.17

A Vila

A vila é igual a tantas outras. Não tem nada de singular, isto se não contarmos com o marreco, que todos conhecem, mas que ninguém sabe o seu verdadeiro nome. A vila é devota, isto se não (...)
C.S. em 28.06.17

A Íris

Um dia a Íris sonhou em ter um mano ou uma mana. Garantiu aos pais que não se importaria com o sexo, que ajudaria a cuidar do bebé com o mesmo interesse e cuidado, independentemente deste (...)
C.S. em 12.06.17

A Mafalda

23h. Todos os dias a esta hora a Mafalda arrasta-se até à cama, depois de oito horas de trabalho, de duas horas perdidas no trânsito infernal da capital, da ida ao supermercado, da correria (...)