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há mar em mim

Viagem a São Miguel, Açores

Fui ao Açores na Páscoa de 2016 e adorei. Eu e o A. já tínhamos muita vontade de começar a conhecer as ilhas portuguesas e decidimos começar pela fabulosa ilha de São Miguel. Fui eu quem agendou tudo (como normalmente sempre acontece no que toca a viagens). Voámos pela TAP, pois quando comprámos os bilhetes os preços estavam acessíveis, marquei o hotel pelo Booking, como já vem sendo hábito, e alugámos carro numa rent a car local.

Antes de vos começar a falar da beleza da ilha e do que realmente gostei em São Miguel, deixem-me dizer-vos que a viagem foi muito agradável, que a TAP nos serviu uma sandes nojenta que não comemos, (a TAP tem perdido muita qualidade ultimamente, é a minha opinião), e que o Hotel Vale do Navio de quatro estrelas tem muito pouco. O hotel fica a cerca de sete minutos, de carro, de Ponta Delgada e isso eu considero que é muito positivo, as pessoas que lá trabalham também foram simpáticas, mas o quarto não era confortável, a zona da piscina interior precisava de uma boa limpeza e o hotel, no geral, pareceu-nos precisar de umas boas obras de remodelação. O que nos vale é que, nesta viagem, o hotel era mesmo só para dormir, pois passámos os dias às voltas pela ilha, uma vez que queríamos conhecer o máximo possível.

Se querem um sítio com beleza natural de cortar a respiração, locais para viver momentos românticos e sem correrias, nem turistas a acotovelarem-se pelo melhor local para a foto, este destino vai agradar-vos de certeza. Claro que há bastantes turistas, a grande maioria estrangeiros, mas nunca sentimos "ok, todos tiveram a mesma ideia que nós", não nada disso. 

A Lagoa das Sete Cidades é mesmo uma vista deslumbrante, daquelas que podemos ver 1000 fotografias, mas que temos mesmo de ver ao vivo. E nós só a vimos na segunda tentativa, porque na primeira estava um nevoeiro tão cerrado que pensámos que a ilha tinha desaparecido.

O que eu achei maravilhoso em São Miguel foi a ruralidade da ilha, vi miúdos a pedalar de bicicleta com botas de borracha cheias de lama, indicativas de que em qualquer parte do dia têm de ir ajudar os pais a tratar das vaquinhas. E eles andam por ali, rodeados de natureza, com um ar saudável e feliz que só visto. Por falar em vaquinhas, elas estão um pouco por todo o lado, sem cercas e eu dei por mim a pensar que as vacas nos Açores são mesmo felizes e bonitas.

Visitámos a fábrica de chá Gorreana, num dia de chuva, e ofereceram-nos um chá bem quentinho que soube melhor que qualquer outro, claro que não saímos sem comprar uns quantos pacotes, verde e preto, deliciosos.

Ponta Delgada é uma cidade super tranquila, pelo menos foi o que eu achei, onde depois das 22h pouco ou mesmo nada se passa. Não achei uma cidade particularmente bonita, mas isso eu também já esperava, pois os Açores são beleza natural.

Nós percorremos a ilha toda de carro, passámos por imensas povoações e sempre que nos parecia haver motivo para parar era o que fazíamos. Existem imensos sítios em que as vistas são fantásticas, por isso as paragens são uma constante e valem muito a pena.

Deixei para o fim a localidade das Furnas propositadamente. Tem um cheiro muito característico e nada agradável, mas apenas se sente quando nos aproximamos de fumarolas.  Furnas foi o sítio onde mais gostei de estar. O famoso cozido desiludiu-me, é seco, não me pareceu nada de especial e prefiro mil vezes o cozido feito pela minha mãe. Mas o encanto da localidade das Furnas está nas poças de água quente: a Poça da Dona Beija e a do Parque Terra Nostra. Foi uma experiência inigualável, até porque o tempo estava frio e húmido e entrar em água a cerca de 38ºC foi tão confortante e relaxante que só experimentando é que podem compreender verdadeiramente. Também visitámos um local que se chama Caldeira Velha, onde também há água deliciosamente quentinha para se banharem rodeada de natureza estonteante.

Deixo-vos algumas das fotos que tirei.

 

 

 

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