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há mar em mim

há mar em mim

Segunda-feira

23.01.17 | C.S.

As segundas-feiras nunca são fáceis. Mas há segundas que são ainda piores do que aquilo que possamos imaginar. Hoje é uma delas, julgo eu. Para mim esta segunda-feira vai ser uma verdadeira filha da puta prova de fogo. Tudo bem, eu aguento.

 

Ainda estará para vir a segunda que mande em mim. Ainda está para nascer a segunda que me vença, que me tire o sorriso e a vontade de planear. Esta, de janeiro, gelada e solitária, não será uma delas, porque eu não o permitirei. Sorrio. Respiro fundo. Vai ficar tudo bem.

 

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 P.S.: Esta foto tirei-a nos Açores, em São Miguel, e de alguma forma parece-me que se encaixa nestas palavras e sentimentos enleados. Boa semana.

Um filme que vale a pena ver

22.01.17 | C.S.

 Por estes dias vi um filme cujo título é Sold, parece que o filme já é de 2014, mas só agora me deparei com ele. Tenho a sensação que não teve direito a muita publicidade, (mas isto é especulação minha, sem muito fundamento), pelo menos se compararmos com as grandes produções de Hollywood.

Trago-vos esta sugestão porque espelha uma dura realidade, o tráfico de crianças. Não é um filme que se vê de animo leve, mostra o desespero, a dor, a vergonha, a tristeza, mas também a esperança de uma menina de 12 anos que vê a sua realidade mudar da noite para o dia, conhecendo o inferno que este nosso mundo pode ser.

 

Para tornar este primeiro dia da era Trump mais leve...

21.01.17 | C.S.

 Já muito se disse e escreveu sobre o que aí vem. Eu, pessoalmente, que sou uma pessoa que vê sempre o copo meio cheio, que é como quem diz, olho para tudo com otimismo, neste momento não creio que venham aí dias fáceis e quem vai acabar por sofrer são os mesmos do costume. E o planeta, claro, porque Trump não acredita no aquecimento global (?????) e só pensa no seu próprio umbigo.

Por isso deixo-vos uma das minhas músicas preferidas, de um dos filmes que mais adoro. Este tema, Society, do filme de Into the wild (2007) mete o dedo na ferida e questiona-nos: não viveremos nós sempre a desejar mais do que aquilo que, na verdade, precisamos para ser felizes?

Se apreendêssemos a viver de forma mais simples de certeza que não estaríamos à beira da rotura. Bom sábado e apreciem a fantástica e ingualável voz do Eddie Vedder. :)

 

Alguém me ajuda?

20.01.17 | C.S.

Tenho de partilhar convosco algo que me anda a atormentar, pois não encontro nenhuma explicação para esta nova moda. Até há uns tempos atrás o Facebook conhecia dois tipos de pais, os que não querem que os seus filhos apareçam na rede e, por isso mesmo, nunca colocam fotos com eles ou, se o fazem, aparece só uma mãozinha ou um pézito, e depois há aqueles que gostam de mostrar ao mundo como os seus filhos são lindos e, vai daí, toca de encher o face de crianças amorosas. Nada contra nenhum dos casos, os pais tomam as decisões sempre a pensar no melhor para os seus filhos. O que acontece é que ultimamente surgiu um terceiro tipo de pais e são estes que me tiram o sono. Abro o Facebook e lá está uma foto com a seguinte legenda: "eu e a minha princesa linda" . E a princesa linda tem corpo de seis meses e no lugar da cabeça tem um emoji gigante com a língua de fora. Ou a seguinte descrição, também ela muito comum: "digam lá se o meu pequenino não tem o sorriso mais lindo do mundo" . E lá está, uma vez mais, um corpo de um menino de 2 ou 3 anos com um emoji de corações rosa no sítio dos olhos. Alguém me pode explicar este fenómeno para eu puder voltar a visitar o Facebook sem sentir vontade de arrancar todos os cabelos ou atirar com o tablet ao chão? Obrigada :)

A nova polémica a envolver professores

19.01.17 | C.S.

Adoro o nosso país. Como não adorar? Portugal é um país fantástico, dono de uma enorme diversidade, apesar da sua pequenez. Tem uma costa maravilhosa e um interior sempre pronto a receber bem quem o decida visitar. Mas há coisas no nosso país que me irritam, que me magoam e que são, para mim, difíceis de compreender. Uma delas é a perseguição que há neste país aos professores. Uma profissão que em temos já foi tão digna e respeitada é vista hoje em dia como um dos parasitas da sociedade.

Na verdade não sei bem quando isto terá começado e se terá tido um único porquê ao qual possamos apontar o dedo, mas a verdade é que esta profissão parece ter-se tornado no parente de que ninguém gosta, alvo de imensas críticas, quase todas destrutivas e quase todas sem conhecimento de causa.

A mim parece-me que a opinião pública tem sido muito influenciada pelos meios de comunicação e, neste momento, está instalada mais uma polémica, que procura denegrir o trabalho dos professores na praça pública.

Quero desde já dizer que acho, como a maioria dos portugueses, que os valores que as famílias gastam em manuais escolares é absolutamente exorbitante, que acho que, à semelhança do que acontece noutros países da europa, os alunos deveriam ter acesso aos manuais de forma gratuita nas escolas públicas e que estes deveriam ter uma durabilidade muito maior do que aquela que têm.

Dito isto, tenho de vos confessar que acho uma tremenda idiotice que se ande a acusar os docentes portugueses de se deixarem comprar pelas editoras. E acho-o, pura e simplesmente, porque é uma extraordinária mentira. É verdade que antigamente as editoras ofereciam aos professores um modelo do manual do professor, para que estes pudessem escolher, tal como está previsto na lei, qual o manual com que se trabalhará em determinada escola durante um ciclo de seis anos, (creio). Hoje em dia as coisas já não funcionam assim, as editoras não oferecem o manual a todos os professores que lecionam aquela disciplina, disponibilizam-no aos que participam numa pequena ação de formação e, aí sim, depois disso têm acesso, única e exclusivamente, ao manual, que muitas vezes nem é uma versão concluída. Nada de iPads, iPhones, viagens ou manuais para os filhos.

Não me interpretem mal, não estou a defender as editoras e muito menos a dizer que a forma como este mercado se desenvolve em Portugal é a mais correta. Acho que as editoras, com o aval do ministério da educação, têm nos manuais escolares uma mina de ouro. O que estou a tentar explicar é que acusar todos os professores portugueses de se deixarem comprar pelas editoras é uma completa palermice. Muito longe da realidade e sem qualquer fundo de razão.

Basta que visitem a escola pública que tenham mais perto da vossa residência e vejam o que por lá se passa. Depois contam-me se o que viram por lá foram professores que vivem de forma desafogada, envoltos em novas tecnologias e produtos topo de gama, ou se, por sua vez, se depararam com pessoas que fazem o melhor que podem e sabem, com os meios que as escolas lhes disponibilizam, que têm um número de fotocópias limitado por ano letivo, que muitas vezes levam o seu computador pessoal para poderem trabalhar em condições e, até, tantas vezes levam marmita com comida que aquecem no micro-ondas da sala de professores, se por acaso, existir esse luxo, para puderem poupar algum dinheiro, que acabam por gastar em gasóleo, devido à distância a que trabalham das suas casas.

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Pensamento do dia

17.01.17 | C.S.

Dou por mim enumeras vezes, quando estou a fazer zapping ou a ver fotos antigas, a achar que as pessoas, de um modo geral, estão muito melhores atualmente que há uns anos atrás. Espero ter 80 anos e continuar a achar o mesmo e, já agora, que o pensamento se estenda também à minha pessoa. :)

Marrocos, o primeiro país Islâmico a proibir a burqa

16.01.17 | C.S.

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Li este fim-de-semana, (aqui: http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-01-14-A-proibicao-da-burqa), que Marrocos proibiu oficialmente o uso e comercialização da burqa. Esta notícia tem ainda mais impacto por se tratar de um país Islâmico e que vê no uso da burqa uma oportunidade para o crime crescer, já que, dadas as características da indumentária, é impossível saber quem está debaixo de tal traje.

Eu fiquei feliz com esta notícia porque considero ser um passo importante. Acho o uso da burqa uma verdadeira afronta aos direitos da mulher. Por muito que se diga que a mulher até pode estar de acordo com o uso desta vestimenta, por questões religiosas ou tradicionais, a verdade é que eu não consigo deixar de pensar que esta foi apenas mais uma forma que o homem inventou para subjugar a mulher. Desconfio que não há nenhuma forma divina, (Deus, Alá, Shiva…o que for), a exigir que a mulher saia à rua completamente irreconhecível, apagada de qualquer identidade. Acredito, também, que se alguma mulher julga que concorda com estes princípios o faz por medo. Medo de enfrentar o marido, o pai, as regras da sua sociedade.

Algo que me surpreendeu ainda na notícia do Expresso (pois era um dado que eu desconhecia totalmente), foi descobrir que nos anos 60 e 70, em países como o Irão e o Afeganistão, as mulheres vestiam-se com liberdade, ou seja, podiam usar biquíni, minissaia, vestidos e tudo aquilo que lhes aprouvesse, até podiam andar com os cabelos ao vento. Ora, se assim era, o que mudou? O que mudou foi a ascensão dos fundamentalistas islâmicos, que entre muitas outras coisas horríveis, voltaram a aprisionar os direitos das mulheres, guardando-lhes um papel completamente submisso.

Há dias em que é difícil acreditar que o mundo pode melhorar, basta olhar à nossa volta, ver as notícias na tv ou ler as gordas de um qualquer jornal, vivemos tempos controversos, onde o ódio parece ganhar terreno, mas depois acontece algo que nos faz manter a esperança. Eu vou acreditando. Continuo a acreditar que a humanidade conseguirá sobrepor o bem ao mal, parece um pensamento muito infantil, mas temos de nos agarrar a ele, pois no fim de contas tudo se resume entre o bem e o mal, o certo e o errado.

 

O Algarve não é só mar

13.01.17 | C.S.

O Algarve não é só mar. Eu sei-o, vocês também, mas por vezes esquecemo-nos. E esquecemos porque, de facto, as praias algarvias são maravilhosas e são elas o sustento do turismo no Algarve.

Contudo, é bom que não esqueçamos que o Algarve também são as pessoas que por cá andam, muitas delas filhas da terra, mas muitas outras (como é o meu caso) filhas de outras terras, mas que criaram raízes aqui. O Algarve é feito de brisa marinha, sim, mas também de laranjas, amendoeiras e medronho. O Algarve é feito de serra, muita serra, que esconde recantos que a maioria dos portugueses (arrisco-me eu a dizer) não conhece. E também ela merece a nossa admiração, o nosso respeito e a nossa contemplação. A serra de Monchique, no verão de 2016, sofreu com um dos muitos incêndios que devastaram o nosso país. Um dia destes passei por lá e fiquei muito contente ao ver que a vegetação já está, literalmente, a renascer das cinzas e não pude deixar de me questionar se quem ruma ao Algarve nos meses de verão se lembra deste outro Algarve.

Esta terra, que para muitos é sazonal, na verdade tem beleza todo o ano, seja na sua costa, seja nos sítios mais remotos. A sensação que por vezes temos, os que por cá vivem, é que o Algarve funciona a meio gás de outubro até ao final de maio, com uma única interrupção, no final de cada ano civil, feita por aqueles que procuram fogo-de-artifício numa praia qualquer.  

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Esta terra não é perfeita, porque a perfeição é um conceito abstrato e variável, porém tem encanto suficiente para que não seja lembrada apenas na loucura de julho e agosto.

 

Deixo-vos uma foto que tirei no castelo de Aljezur. Sabiam que Aljezur tem castelo? :)

A música portuguesa

12.01.17 | C.S.

Quanto a vocês não sei, mas eu sou fã da música portuguesa, sempre fui. Passei a adolescência a ouvir Rui Veloso, Jorge Palma, Rio Grande, algumas vezes Sérgio Godinho. E hoje fico muito feliz pela música portuguesa estar a atravessar um momento muito feliz e saudável.

Deixo-vos um vídeo de uma das bandas nacionais que mais admiro, eles começaram meio a brincar e meio a brincar conquistaram o seu espaço, são hoje uma referência e estão, neste momento, a passar por uma mudança, que avaliando por o mais recente single, só nos deixa motivos para sorrir. Com este Fundo da Garrafa Os Azeitonas dizem que nos contam a história do vilão que não fica com a miúda no fim. Pois eu acho que se todos os vilões tivessem uma banda sonora destas era um perigo, toda a gente se apaixonava por eles e o mundo teria sérios problemas. Dominariam as gargalhadas assustadoras e o mundo viveria em constantes ameaças de ser conquistado por um lunático qualquer.  

O que é uma verdadeira delícia, também, é assistir ao vídeo, pois parece que estamos perante uma curta-metragem à séria e ficamos hipnotizados por aquele ser animado e toda a tristeza que carrega consigo.

Caramba, que vontade de ir afogar as mágoas em whisky! :D

 

Hygge, a nova moda

11.01.17 | C.S.

Uma das coisas que mais gosto no facebook é as notícias irem-me surgindo, enquanto vou vendo o que este e aquela andam agora a fazer, e eu tenho a possibilidade de abrir e ler aquelas que quero, umas de temas mais sérios, outras mais leves, mas tenho consciência de que é através do facebook que eu me informo preferencialmente nos dias que correm, isto porque sigo os principais jornais e revistas nacionais e alguns internacionais também.

A visão é uma das revistas que mais leio, até porque me vai possibilitando ler as maravilhosas crónicas do Lobo Antunes e as opiniões do Ricardo Araújo Pereira. Esta manhã, estava eu a beber o meu café e deparo-me com um artigo da Visão que falava de qualquer coisa que dá pelo nome de Hygge. Curiosa como sou e parecendo que aquilo se tratava de um qualquer segredo dinamarquês, li o artigo todo e dei por mim a sorrir e a achar aquilo tudo muito certo, mas um verdadeiro disparate.

Os dinamarqueses são, há anos, considerados um dos povos mais felizes, certo? Todos sabemos e até ficamos surpreendidos, pois têm poucas horas de sol no inverno, etc., etc. E agora vem o Hygge. O que é isto afinal? Parece que há uma série de pessoas a aproveitar-se da felicidade dos dinamarqueses, mas sobretudo da infelicidade de todos os outros e que vê aqui um mercado, qual banha de cobra. Querem empacotar das mais variadas formas a felicidade e comercializá-la, procuraram um conceito para a felicidade dinamarquesa e agora há livros com teorias de tudo e mais alguma coisa.

Ao que parece, para sermos felizes temos de usar todos os sentidos, escutar o silêncio ou o barulho da chuva, sentir o calor de uma lareira, beber um chá quentinho, comer bolo com cobertura… É só a mim que isto dá vontade de rir? Pergunto eu, serão os dinamarqueses os únicos a fazer estas coisas? É que eu gosto muito de estar no quentinho, a ver um bom filme e se este vier acompanhado de uma chávena de chá e uma fatia de bolo caseiro, tanto melhor.

O mais incrível do artigo que a Visão publica é que logo nas primeiras linhas está a verdadeira chave do segredo dinamarquês: “Têm bons salários, saúde e educação públicas, baixo nível de corrupção, igualdade entre homens e mulheres, (…).” Querem mais? Aqui reside o verdadeiro Santo Gral, a Dinamarca é um país equilibrado, sem desigualdades, sem corrupção e onde as instituições públicas funcionam, o resto são teorias que os oportunistas estão agora a começar a descobrir. Já eu, tenho cá para mim, que a juntar ao paraíso político e económico em que vivem os dinamarqueses se lhes dessem umas das belas praias algarvias, eles não eram felizes, eram super guerreiros da felicidade.

 

P.S.: Deixo aqui o link para quem quiser ler a notícia da Visão: http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-12-31-Sabe-o-que-e-o-hygge-o-segredo-dinamarques-para-a-felicidade-

 

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