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há mar em mim

27
Abr17

Muito bom dia (mesmo com chuva)

C.S.

Venho desejar-vos um ótimo dia e dizer-vos como o dia de ontem foi meio louco aqui no blog.

 

2017-04-26.png

 

 Sem que nada o fizesse prever o mar em mim foi parar aos destaques do SapoBlogs e também à homepage do Sapo. Num espaço de quatro dias estive na homepage do Sapo duas vezes. Caramba, uma pessoa pode correr o risco de ficar mal habituada. 

Claro que a afluência ao blog aumentou e, imagine-se, acho que ganhei um Hater (sim, até vou escrever com maiúscula, porque do que já fui lendo nos vários blogs que visito, um blog que não tenha um Hater não tem qualquer legitimidade ). 

Calculem que fui acusada de hipocrisia, de querer controlar as mentes alheias com as minhas ideias fundamentalistas (qual Kim Jong-un! ) e até conseguiram estabelecer um paralelismo com a pide (sim, vou escrever em minúscula, dado que esta entidade me provoca má disposição). 

E foi isto. Como vos disse foi um dia animado, porque também andei a preparar a nova rubrica. Resta-me agradecer ao Sapinho e dizer-vos que gosto muito de andar por aqui. 

 

Vemo-nos às 10h. 

 

(Ah! Estive na homepage ao lado do Samuel Úria e do Pedro Ribeiro )

26
Abr17

Novidades (das boas!)

C.S.

É verdade! :)

Amanhã no Há mar em mim haverá a estreia de uma nova rubrica...com convidados! Posso dizer-vos que estou muitíssimo entusiasmada, pois o tema incidirá sobre uma das coisas que mais gosto de fazer.

 

Alguém consegue adivinhar sobre o que será?

 

(Imagem aqui)

 

Espero que partilhem do meu entusiasmo e que me visitem amanhã, às 10h, no sítio de sempre. Conto convosco. Beijocas

 

26
Abr17

Ainda falta libertar algumas mentes

C.S.

Ontem, dia 25 de abril, dia dedicado à Liberdade, eu e o A. aproveitámos para ficar até (muito) tarde na cama, fizemos uma espécie de brunch e namorámos muito (tão bom!). Queríamos ter ido à praia, mas soprava um vento de norte que não era nada convidativo.

Assim, ele decidiu ir dedicar-se à pesca, ao final da tarde, enquanto eu dei um salto ao centro comercial para comprar duas coisas que me faziam falta.

Quando cheguei ao centro comercial dirigi-me à zona de comes e bebes, porque queria um café. Enquanto esperava, passou por mim um casal de mão dada, que passeava por ali, como tantos outros. Nisto, reparo que estão dois senhores, a rondar os 60's, de braços cruzados, a observar o dito casal. Observavam, riam e ia comentando, (não sei o quê, porque não os conseguia ouvir), mas garanto-vos que eles viram tudo o que puderam, porque quando estavam a perder o campo de visão inclinaram-se os dois para a direita, espreitando.

Porque é que estes senhores se comportaram desta forma? Porque o referido casal era constituído por dois rapazes, era um casal homossexual, por isso despertaram tanto interesse naqueles senhores.

E eu dei por mim a pensar: no dia da Liberdade, ainda há muitas mentes por libertar. Quando é que os casais de homossexuais poderão passear tranquilamente sem se sentirem o centro das atenções? Sem que sejam olhados de soslaio? Sem que sejam motivo de comentários?

 (Imagem aqui)

25
Abr17

11. Coisinhas que me irritam

C.S.

Hoje é feriado e como neste tipo de dias muita gente tende a aventurar-se na cozinha lembrei-me de vir partilhar convosco uma irritação, que é, ao mesmo tempo, um alerta.

 

Sabem o que é isto?

(Imagem aqui)

 

Sabem, certo? São, nada mais, nada menos, que os afamados bolos na caneca.

- Mas, C.S., tu não gostas de bolos? - perguntam vocês.

- Gosto, claro que gosto. Gosto até mais do que aquilo que deveria...

- Então qual é o problema?

 

Passo a explicar. Na teoria, estes bolinhos são ótimos, são lindos e são um pecado menor, pois faz-se um bolito e o desejo fica saciado, morto mesmo. Mas na prática o que acontece é que o bolo, seja ele de chocolate ou do raio que o parta, fica uma verdadeira porcaria, parece esponja e rapidamente se transforma em algo seco e rijo.

E não, não me venham convencer que sou eu que não atino com as receitas, porque os bolos convencionais, aqueles que vão ao forno, saem-me sempre belos e maravilhosos. Mesmo no ponto, estão a ver?

Por isso, meu amigos, isto irrita-me. É publicidade enganosa andarem por aí a dizer que bolos na caneca são uma delícia e não sei mais o quê.

Não, não me convencem. Não caio outra vez, três experiências são mais que suficientes.

 

(Imagem aqui)

 

25
Abr17

25 de abril todos os dias

C.S.

Tenho 30 anos. Tenho a sorte de ser mais jovem que o 25 de abril de 1974. E digo que tenho sorte por nunca ter habitado um tempo onde a minha liberdade dependia de terceiros.

Sou grata a quem teve a coragem de enfrentar o que estava imposto, a quem se insurgiu, a quem não baixou os braços, a quem não se acomodou.

Eu, que odeio que me tentem impor seja o que for, sou grata por viver num país que ultrapassou as suas amarras.

Portugal está longe, muito longe, de ser uma país ideal, mas também está a anos luz do pior que este nosso mundo conhece. 

Hoje, dia 25 de abril de 2017, estou feliz por poder escrever livremente, pensar o que quiser e dizer aquilo que me apetece.

Vivo num país onde parece que as pessoas mais integras fogem a sete pés da política, onde parece que quem mais nos envergonha é quem nos representa, contudo, temos liberdade para poder dizê-lo abertamente.

Temos orgulho do nosso país, mas também somos os primeiros a conseguir apontar os seus defeitos e, por isso mesmo, estamos conscientes do quanto nos falta evoluir.

A liberdade que foi conquistada em 1974 necessita de ser trabalhada por cada um de nós, diariamente, porque neste nosso país ainda existe trabalho precário, um salário mínimo que mais parece uma anedota, desigualdades entre homens e mulheres, um fosso gigante entre classes, falta de médicos, a educação é o parente pobre, a burocracia é a atual força que dita os nossos comportamentos, entre tantas outras coisas que estão mal.

Mas, caramba, Portugal evoluiu tanto! E essa evolução começou a 25 de abril de 1974. Não se esqueçam.

(Imagem aqui)

24
Abr17

Este vídeo tem de ser visto por todos!

C.S.

Uma menina de 17 anos, espanhola, a frequentar o ensino secundário decidiu fazer uma curta metragem para entrar num concurso da sua escola, Alicia Ródenas Sánchez, assim se chama ela, utilizou um texto de Ro de la Fuente que fala sobre a violência machista a que todas as mulheres são sujeitas. 

Do alto dos seus 17 anos, Alicia fez uma interpretação poderosa, incapaz de deixar seja quem for indiferente e ainda bem, porque esta temática merece toda a atenção que lhe possamos dar. 

 

Assistam com atenção e digam-me de vossa justiça. 

 Ahora o Nunca

 

 

 Alicia, a câmara e um fundo escuro são quanto baste para nos prender e angustiar ao longo de pouco mais de 5 minutos. 

 

Deixo-vos aqui algumas frases por ela proferidas e livremente traduzidas (agora) por mim:

«Tão engraçados, os miúdos, a levantar as saias, são coisas de miúdos.»

«Não sejas tão bruta a brincar, pareces um menino.»

«As meninas não gritam, cala-te!»

«Se te veem a brincar com os rapazes vão chamar-te Maria-Rapaz.»

«Deixa de queixar-te!»

«Assim vestida pareces uma puta.»

«O que é que se passa? Estás menstruada?»

«Vomitas para emagrecer? Que superficial, a beleza está no interior.»

«Olha, olha a gorda. Vai àquela. São mais fáceis porque estão desesperadas.»

«Fodes com todos. Puta!»

«Não queres ser mãe? És demasiado jovem para saber. Vais perder o mais importante da tua vida.»

«O que há para jantar? O que há para comer? Onde estão as toalhas? Não me passas-te a camisa?»

«Esse tipo trata-te bem, o que é que queres mais?»

«Para de chorar que já! Que já és grande.»

«Se não fosse eu, tu não eras nada!»

«Não me deixes ou mato-te!»

 

 

 

 

 

 

 

23
Abr17

Obrigada! :)

C.S.

Com o Há mar em mim na homepage do Sapo a afluência ao blog cresceu a pique, compreensivelmente.

Ontem chegámos a 12 países diferentes e eu senti-me uma espécie de "mãe babada". Este blog, com pouco mais de três meses, é, como eu disse desde o primeiro dia, uma extensão de mim, daquilo que sou e daquilo que penso, do que gosto e do que não gosto.

Eu, que adiei tanto a criação de um blog por achar que ninguém quereria saber do que eu poderia ter para contar e por pensar que a minha escrita não cativaria ninguém, sinto-me agora grata por, finalmente, tê-lo feito.

O SapoBlogs tornou-se uma das melhores coisas dos últimos meses e a quem me vai lendo, visitando e partilhando histórias e experiências comigo resta-me agradecer. Obrigada por andarem por aí.

 (Imagem aqui)

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