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há mar em mim

há mar em mim

12. Coisinhas que me irritam

02.05.17 | C.S.

Uma coisa que me irrita mesmo, mas mesmo muito é a seguinte: pessoas que gostam de urinar em público. Ou se formos mais precisos: pessoas do sexo masculino que gostam de sacar da pilinha e apontá-la a tudo o que é parede ou arbusto. E não é só à beira das estradas que este fenómeno acontece, não, é onde quer que calhe, desde que tenham vontade tudo é válido, porque os senhores não estão para aguentar.

(Imagem aqui)

 

Atenção, tenho perfeita consciência de que nem todos os homens o fazem, mas ainda há muitos a fazê-lo, infelizmente.

A Piedade

02.05.17 | C.S.

A Piedade tem nome de substantivo e odeia que criem expectativas sobre o seu comportamento baseadas no seu nome. Para além disso, acha, sempre achou, que tem nome de velhinha.

Quando era criança todos a chamavam de Pi, até ao dia em que um coleguinha de escola lhe disse que com um nome daqueles ela devia fazer pipi nas cuecas. A Piedade foi para casa chorar e proibir todos de voltar a repetir aquele maldito diminutivo.

Hoje a Piedade tem 37 anos, é enfermeira, não por piedade dos doentes, mas porque não conseguiu entrar em medicina. Acredita que teria sido boa médica, talvez até cirurgiã, pois consegue sempre manter o sangue frio em situações de stress.

Vive sozinha com o seu cão, Doc. Já partilhou casa com um namorado, mas expulsou-o no dia em que descobriu que ele gostava de gastar metade do salário em apostas online. Não sente falta de um homem na sua vida, prefere estar sozinha a estar com alguém por compaixão. É prática e não tem papas na língua. Gosta de vinho branco gelado e de banhos de imersão.

(Imagem aqui)

A Piedade é feliz à sua maneira, tem um grupo de amigas, dos tempos da faculdade, com quem conversa regularmente e com quem se diverte muitas vezes. Gosta de viajar sozinha. Já esteve em todos os países da Europa, na Índia, nos E.U.A., no Brasil, no Peru e este ano irá passar um mês na Indonésia.

Ela tem uma doença degenerativa, diagnosticada há dois anos, por isso vive intensamente, sem pensar muito no dia em que vai precisar de terceiros para fazer as coisas básicas do quotidiano. A Piedade vive o seu presente, sem dar muita importância ao que o amanhã lhe trará.

 

Quem está comigo?

01.05.17 | C.S.

Quem se junta a mim?

Vamos fazer uma petição para que todas as segundas feiras passem a fazer parte do fim de semana. Isto não devia ser uma exceção, mas sim uma regra. Trabalhar quatro dias e descansar três. Isso é que era!

Pensem nas vantagens:

- mais tempo para descansar;

- mais tempo para a família;

- mais tempo para aprender a fazer novas coisas;

- mais tempo para ir a novos lugares;

- mais tempo sem ver aquele colega de trabalho mesmo, mesmo chato;

- mais tempo para apreciar a natureza;

- mais tempo para despender com o que realmente importa: a vossa cama!

(Imagem aqui)

 

Fences (com Denzel Whashington e Viola Davis)

01.05.17 | C.S.

No sábado vi finalmente este filme.

Fences é um filme sobre pessoas, emoções e tormentos do passado. Também aborda a temática do racismo, esta é transversal a todo o filme, sem se tornar no epicentro da história. 

 

Não quero revelar demasiado da história para não estragar o filme a quem ainda não o viu, mas tenho de vos dizer que a personagem de Denzel Whashington vos vai provocar sentimentos contraditórios, irão sentir compaixão pela história deste homem, mas ao mesmo tempo vão desprezar muitas atitudes que ele tem. Em certos diálogos que tem com os filhos, sobretudo com o mais novo, Cory, vemos um homem que se deixa levar pelos problemas do seu passado, que não foi fácil, e projeta todo o seu rancor no presente.

 

Este filme demonstra-nos, uma vez mais, a qualidade de Denzel e Viola enquanto atores. Que grandes interpretações! Foi bem merecido o Óscar que Viola Davis levou para casa pelo seu desempenho nesta longa metragem.

 

Contem com um filme de emoções fortes, mas cuja ação se passa praticamente toda no mesmo sitio, a casa e, sobretudo, o quintal do casal. É no quintal que anda a ser construída uma cerca, (que acaba por dar nome ao filme), que assume um papel metafórico e simbólico.

Aconselho-vos a ver este filme, pois faz-nos refletir sobre a forma como vivemos as nossas vida e como deixamos que o passado nos afete.

(Imagem aqui)

Dia do trabalhador (conto-vos qual o problema do desemprego)

01.05.17 | C.S.

Hoje, no primeiro dia de maio, dia do Trabalhador ocorreu-me isto.

O problema do desemprego não é a crise, nem as oscilações da economia, o problema do desemprego foi a criação dos Self-Service.

Começámos a servir-nos em restaurantes, a pagar as portagens a uma máquina, depois passámos a colocar o nosso próprio combustível e agora também já trabalhamos para as grandes cadeias de supermercados.

Já pensaram se nos recusássemos a fazer estas tarefas, mais, se reclamássemos por ter de fazer estas tarefas? Quantos postos de trabalho estaríamos a arranjar?

As empresas vão trocando pessoas por máquinas com a colaboração de todos nós. Ao fazermos a nossa própria conta, ao abastecermos o nosso próprio carro, entre tantas outras tarefas que vamos fazendo, estamos a dizer que aceitamos que tenham retirado aquele posto de trabalho a alguém.

(Imagem aqui)

 

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