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há mar em mim

11
Jul17

A Vila

C.S.

A vila é igual a tantas outras. Não tem nada de singular, isto se não contarmos com o marreco, que todos conhecem, mas que ninguém sabe o seu verdadeiro nome.

A vila é devota, isto se não contarmos com os pecados que todos por lá cometem, mas dos quais ninguém gosta de falar.

É prendada, todos os anos, com fenómenos naturais que estragam as colheitas e que requerem subsídios exteriores, isto se não contarmos com as vinhas, que de ano para ano estão mais rentáveis.

Na vila há muita gente desempregada, isto se não contarmos com os que passam os dias no café, a beber minis, matando a sede, preferindo o desemprego ao cabo da enxada.

Todos são felizes na vila, isto se não contarmos com os vários funerais a que todos vão assistir, com pompa e circunstância.

Não há festas melhores que as da vila, isto se não contarmos com todas as outras que se fazem nos arredores.

A vida na vila é mais calma, isto se não contarmos com as discussões geradas pelo futebol.

Na vila o ar que se respira é mais puro, isto se não contarmos com o aterro sanitário que se encontra a 12 km de distância e cujo cheiro, às vezes, o vento teima em trazer.

Aqui na vila a vizinhança é mais unida, isto se não contarmos com a cobiça da mulher alheia.

Cá na vila os animais são mais felizes, isto se não contarmos com as matanças e as touradas que se fazem em honra de nossa Senhora.

Na vila as mulheres preocupam-se muito com a família, isto se esquecermos as chineladas que os miúdos levam quando se atrasam para o jantar.

Aqui na vila as crianças brincam mais na rua, isto se esquecermos as horas em que veem televisão ou jogam no telemóvel.

A vila tem os melhores políticos, isto se apenas pensarmos nas excursões que a junta de freguesia organiza.

Na vila todos são mais saudáveis, isto justifica-se porque o médico só aparece uma vez por mês e não há tempo para se ficar doente.

A verdade é que na vila vive-se melhor que em qualquer outra parte, isto se não pensarmos que já todos desejaram sair, mas que lhes faltou a coragem.

´(Imagem aqui)

 

09
Jul17

6 meses

C.S.

(Imagem aqui)

 

Há seis meses atrás estávamos em pleno inverno. Frio e cinzento.

Há seis meses atrás eu estava a passar por um mau momento. Perturbante e solitário.Há seis meses atrás decidi entrar no SapoBlogs. Informativo, festivo e cativante.

Há seis meses atrás decidi criar um blog. Despreocupado, amigável e relevante (na minha vida).

Há seis meses atrás nasceu o há mar em mim.

 

Que tenha uma longa vida.

Que me continue a preencher e a cativar.

Que me permita continuar a descobrir pessoas fantásticas.

 

Em modo de celebração o há mar em mim apresenta-vos hoje uma nova imagem, personalizada, idealizada por mim, mas criada por a querida Mula. Sem ela não teria conseguido esta mudança. Obrigada

E tenho que vos dizer um enorme obrigada a todos vocês que por aqui andam comigo, nesta enorme aventura. Se puderem continuem por cá, não vos consigo explicar a felicidade que me dão com as vossas visitas e comentários. Tem sido uma viagem muito boa e tenho a sensação que sou uma privilegiada por conseguir fazer parte deste vosso universo.

 

Beijinhos e bom domingo,

 

C.S.

Um resumo, em números, destes últimos e primeiros seis meses:

2017-07-09.png

 

 

07
Jul17

Adivinha de final de semana

C.S.

Quem é que se mete num autocarro apinhado de gente, durante três horas, para ir a uma festa de finalistas...do pré-escolar? 

Eu, claro! E tudo por causa desta miúda irresistível...

 

WP_20170413_10_47_59_Pro.jpg

 A minha B. Isto aconteceu:

B: Tia, tenho muito boas notícias para ti.

Eu: Ah sim?! Então, conta lá à tia.

B: Nem vais acreditar... Vai haver uma festa de finalistas na minha escola... EU SOU FINALISTA! E tu estás convidada, és minha convidada. 

 

Como é que se resiste a isto?! Não resiste. ❤❤❤

07
Jul17

Vamos lá terminar a semana com energia!

C.S.

Bom dia e boa sexta-feira!

Vamos atacar este fim-de-semana que se avizinha com muita energia e boa disposição?

Para que isso aconteça trago-vos a sugestão de uma música intemporal, que quanto a mim coloca qualquer pessoa de bom humor:

 

 

E a sugestão de cinco looks descontraídos, (como eu gosto), para os dias de descanso que já nos estão a bater já à porta:

 

(Imagens aqui)

 

Gostaram? Usariam algum dos looks sugeridos? Contem-me tudo!

 

06
Jul17

Antes do amanhecer/pôr-do-sol/meia-noite

C.S.

(Imagem aqui)

 

Quando saiu Antes da Meia-noite ouvi falar desta trilogia pela primeira vez. Fui investigar e constatei que o primeiro filme era de 1995, o segundo de 2004 e o terceiro e último de 2013. Três filmes. Dois atores. Três países europeus como cenário.

Fiquei curiosa e no passado fim de semana quis ver o primeiro. O que é que sucedeu?

Sucedeu que eu estava sozinha em casa e quando terminei de ver o primeiro filme apoderou-se de mim o mesmo impulso que me assola com alguns livros, o impulso de "Eu tenho e preciso de saber como é que isto acaba!".

Conclusão: vi a trilogia de uma assentada. E adorei...

O que é que estes filmes têm de especial? Diálogos envolventes e dois atores que nos cativam. É que não há nada mais. O guarda-roupa é sempre o mesmo, ao longo de cada um dos filmes e mesmo os cenários (Viena, Paris e Grécia), ainda que pudessem ser usados para nos distrair da ação principal, não o são, passando um pouco para segundo plano, facto que nos deixa inteiramente livres para absorver a história de Jess e Céline.

Então sobre o que tratam os filmes?

Amor. Descoberta do eu e do outro. Relações. Convicções. Sonhos. Fantasmas passados. Desgostos. Inseguranças. Confiança. Saber arriscar. A verdade é que trata um pouco sobre tudo e sobre nada, porque a vida é mesmo assim, uma constante busca de sentido.

Jess e Céline, o casal que nos envolve na sua história de amor, leva-nos, no primeiro filme, ao amor mais arrebatador, à descoberta e aventura. À paixão. O filme termina e eles deixam-nos completamente rendidos, tal como eles estavam um pelo outro.

No segundo, que talvez seja mesmo o mais romântico dos três, compreendemos como uma pessoa pode afetar a outra durante anos, mesmo que não se voltem a ver. Há neste filme um consolidar de sentimentos, a confirmação de que, independentemente do resto, devem permanecer juntos, porque não se conseguem separar mais. Há o chocar com a realidade e com os "se's" da vida.

no terceiro, vemos os protagonistas enquanto casal, com filhos e mais maduros, colocando a idealização do amor num plano muito mais terreno, dizendo-nos que o amor perfeito não existe, que qualquer casal, por mais apaixonado que esteja, terá os seus problemas, os seus desafios e a questão central será se são capazes de os resolver juntos ou não.

(Imagem aqui)

06
Jul17

10. Às quintas viajamos...

C.S.

Bem-vindos ao Há mar em mim!

Preparados para mais uma viagem?

(Imagem aqui)

 

A convidada de hoje tem um blog, cujo lema (chamemos-lhe assim) é bastante positivo: Se a vida te der limões, faz limonada. E creio que o blog da Marta Elle é isso mesmo, um espaço que podemos visitar e encontrar sempre artigos e sugestões que nos deixam bem dispostos. Já conhecem o blog Nota Dissonante? Ótimo! Não conhecem? Façam-no.

Agora deixo-vos com a Marta e a sua viagem "vá para fora cá dentro".

 

Costumo ler atentamente a rubrica da CS Às quintas viajamos, mas fui apanhada de surpresa com o convite porque sou uma pessoa muito caseira, viajo pouco. Além disso, sempre fui uma pessoa reservada, por isso quando viajo não conheço pessoas novas.Não sou obviamente uma pessoa que viaja para destinos exóticos e que tem inúmeras aventuras. Mais facilmente tenho aventuras sem mesmo sair de casa ( as gatas fazem patifarias, eu prego partidas, algum vizinho faz disparates ) .No entanto, gostaria de agradecer o simpático convite.

Se hoje em dia, quase não viajo, quando era criança e adolescente, pelo contrário, viajava bastante.

O meu destino preferido era São Pedro de Moel, uma aldeia perto de Leiria para onde íamos nas férias da Páscoa e no verão.

Gosto de São Pedro de Moel por ser perto do mar, sossegado e, principalmente, devido às suas vivendas construídas nos anos 40/50 do século passado com uma arquitetura muito própria.Creio que pertenciam a donos de fábricas de vidro da Marinha Grande.

São Pedro Moel1[2113].jpg


Quando lá ia em criança, nos anos 70, os jardins estavam cuidados e eram lindíssimos, mas com o decorrer do tempo, passaram a estar entregues ao abandono. A arquitetura invulgar das casas, no entanto, permaneceu.

São Pedro Moel2[2114].jpg

São Pedro De Moel é também ótimo para fugir ao calor do verão porque é mais fresco por estar inserido no pinhal de Leiria.

 

Conhecem São Pedro de Moel? Eu confesso que não conheço, ainda tenho muito Portugal por descobrir. Não é tão bom recordar sítios da nossa infância?

Obrigada, Marta, por estares aqui comigo.

 

Beijocas e boa quinta-feira!

05
Jul17

Recuar no tempo ou desejos mórbidos

C.S.

Lembram-se dos vossos tempos de ensino básico? Algures entre os 12 e os 14 anos?

Creio que todos guardamos memórias desses tempos, umas melhores que outras, certamente, mas todas marcantes.

Quando eu andava no oitavo ano a minha turma integrou uma série de alunos repetentes, alguns já com várias retenções mas, de um modo geral, eram todos bastante simpáticos e dávamo-nos bem. 

Um dia eu decidi que queria que os meus colegas me assinassem a mochila, todos o fizeram de forma mais ou menos inspiradora, todos contribuíram com a sua dedicatória. Porém, uma das minhas colegas mais velhas e mais rebeldes, (teria 16 anos e eu 13), decidiu escrever o seguinte: "Espero que morras nova para nunca teres de chegar a velha".

Eu olhei para aquilo e acho que tive vontade de lhe dizer que me arruinou a mochila, mas não o fiz. Lembro-me dela dizer que a velhice a assustava e que desejava morrer nova.

Hoje não consigo decifrar qual seria o conceito dela de nova, mas julgo que aos 16 anos todos achamos que ter 30 já é ser quase velho. 

A verdade é que ela não o fez com mal intenção, fê-lo porque queria parecer a mais "fixe". Mas de alguma forma eu nunca esqueci aquela frase, porque me pareceu um desejo completamente descabido e contraditório à maravilha que é estar vivo e poder viver a vida que queremos.

Poderia uma miúda de dezesseis anos desejar tal desfecho? Eu gosto de pensar que não, que a simples passagem do tempo não é motivo para desejar morrer e que ela só o fazia para manter um certo estatuto.

E porque me lembrei eu disto? Porque ontem vi uma senhora na tv a dizer que não sabe como se envelhece, não consegue conceber o termo de terceira idade para ela própria.

 

 

04
Jul17

Finalmente! Parece que descobri um que resulta (mesmo!)

C.S.

Vocês sabem que é raro apresentar-vos produtos e que quando o faço é porque gosto mesmo deles e acho que vale a pena dar-lhes destaque. É o caso deste, sobre o qual vos falarei a seguir.

mat_control_0.png

(Imagem aqui)

Comprei, há dias, o hidratante Sébium Mat Control da Bioderma e estou muito feliz com ele. Como alguns já saberão, porque vos contei aqui, a minha pele não é fácil, porque tenho dermografismo e a isso acresce o facto de ter a pele do rosto com tendência a ser oleosa. Sobretudo nesta altura do verão, em que transpiramos mais, é muito difícil controlar a oleosidade da pele e isso deixa-nos desconfortáveis com a nossa imagem.

No entanto, este creme, que promete dar um aspeto mate à pele, cumpre muito bem a sua função. É macio e cremoso, quando se aplica, seca instantaneamente e sentimos, quase de imediato, a pele mais seca e fresca, sensação que dura durante algumas horas. Funciona igualmente bem se quiserem usar base após a sua aplicação. Eu por norma não o faço. (Quanto muito uso Tein Divin, da Caudalie, do qual sou fã e ao qual recorro muito no inverno, quando estou com a pele mais clara.)

Só falta dizer-vos que, mesmo tendo a pele sensível, ela reagiu super bem a este creme, não o achei nada agressivo, bem pelo contrário.

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