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há mar em mim

há mar em mim

9. Coisas parvas (que eu penso)

08.10.17 | C.S.

Estou um pouco entediada hoje.

Se calhar, a solução para isto seria lamentar a morte do outono, tecer constatações acerca das vantagens ou desvantagens de ter um verão mais longo, partilhar uma foto de um prato de comida, dizer-vos que a vida é curta e que temos de aproveitar o momento... Mas em vez disso vou  ficar no meu canto.

Talvez passe a ferro a roupa que sempre me espera.

Talvez veja um filme.

Ou talvez não faça nada.  

 

Até amanhã.

Instagram: a minha rede social favorita

07.10.17 | C.S.

Boa tarde! 

 

Como estão? Ontem deu-me uma preguiça tremenda e não passei por cá.

Mas posso-vos dizer que tive um final de tarde simplesmente espetacular, ou seja:

- maravilhoso pôr-do-sol;

- a melhor companhia;

- petisco bom;

- oportunidade de fazer duas ou três fotos giras. 

 

Centremo-nos nas fotos. Eu não sei se já vos contei, mas eu adoro fotografias, é algo que sempre adorei, desde miúda que me fascina poder captar um instante, um segundo para sempre. E uma foto diz-nos tanto.

Por isso, é fácil de compreender que o instagram é, sem dúvida, a minha rede social favorita. Descobriu-o tarde, é certo, mas já não vivo sem ele. Encanta-me, sobretudo, a oportunidade que me dá de poder apreciar o trabalho de alguns fotógrafos que por lá andam. E andam muitos. Muitos e bons. Alguns são mesmo soberbos. 

 

(Imagem aqui)

E eu também tenho uma conta. Muito modesta, mas que vou enchendo com as melhores fotos que consigo tirar, recorrendo ao meu telemóvel, que por acaso tem uma câmara que não é nada de especial, mas que desenrasca (é um asus Zenfone3 max).

 

Mas tem crescido em mim a vontade de comprar uma máquina fotográfica...  (Ando com duas de baixo de olho...) E ainda que não seja a máquina que vai fazer de mim melhor ou pior apaixonada pela arte da fotografia, acredito que pelo menos me dê mais possibilidades ou razões para procurar novos ângulos, perspectivas e cores... 

 

Vejam a foto que tirei ontem ao pôr-do-sol: aqui. (E podem sempre seguir-me no Instagram, fica o convite...)

 

 

 

Mais valia ter ficado em casa...

05.10.17 | C.S.

Às vezes, vocês funcionam como terapia para mim. Não se sintam mal, é um elogio.

Portanto, cá vai...

(Imagem aqui)

Ontem foi um dia muito cansativo e, para juntar à festa, diga-se que há algumas noites que ando a dormir mal, por isso, quando saí do trabalho sentia-me cansada, de rastos, na verdade. Mas no dia anterior descobri que o António Zambujo iria cantar a 55km da minha casa. Era já ali. E era o Zambujo. E dizia o evento do facebook: entrada livre. E na noite véspera de feriado? Vamos.

Fomos. Tal como havíamos combinado na noite anterior. Apesar do cansaço fomos. Cheguei a casa, banho rápido, troca de vestimentas e lá fomos.

Havia muita gente e foi difícil encontrar lugar para deixar o carro. Ultrapassada esta dificuldade, dirigimo-nos ao local onde o Vasco Palmeirim, da Comercial, já apresentava o evento. Aceleramos o passo, íamos entrar quando nos perguntaram pelo convite. Olhamos um para o outro. Respondemos a uma voz "não temos". "Só podem aceder ao local a partir das 21:30h" disseram-nos com sorriso amarelo. Encolhemos os ombros e fomos procurar um sítio para jantar. 

Comemos, bebemos, demos mais voltas para deixar o carro e quando chegámos ao sítio onde nos fora barrada a entrada eram 21:45h. Naquele momento já entramos sem problemas, porque na verdade já não havia nada para ver, o local estava cheio e o palco estava tão mal posicionado que a única coisa que consegui ver foram os holofotes a mudar de cor e, eventualmente, a girar.

O Zambujo lá ia cantando e encantando, bem ao seu jeito, e o público comportava-se demasiado bem. Ele próprio o referiu.

Aí... Começo a olhar à minha volta e vejo que as pessoas não estão vestidas para um concerto, mas sim para uma festa... Muito vestido, muito blazer, muita clucht e camisa dentro das calças... 

 (Imagem aqui)

E eu amaldiçoei o facebook e as pessoas que consideraram aquele evento de entrada livre. Porque de livre teve muito pouco, já que foi uma festa privada, para a elite algarvia, na qual abriram portas à plebe às horas em que nada mais havia para ver que não fossem os restos da festa.

Amaldiçoei os 55km que me separavam do meu sofá.

Valeu o jantar que, pelo menos, foi bom!

 

5 de outubro - Dia Mundial dos Professores

05.10.17 | C.S.

Acredito que se há profissão sobre a qual todos têm opinião é a de professor, isto porque todos contactamos com ela.

 

Há quem os adore, quem os deteste, quem não queira saber deles para nada e quem os procure com frequência.

Há quem os admire e quem não lhes veja nenhuma qualidade.

Há quem só queira ver-se livre deles e há os que partem com saudades.

Há quem ache que não fazem nada e quem defenda o contrário.

Há quem lhes dirija a sua raiva e frustração e há quem veja neles um ombro amigo.

 

Há de tudo...mas não há quem lhes seja indiferente.

 

Hoje, 5 de outubro, é dia dos professores.

 

(Imagem aqui)

 

 

 

 

Uma notícia que devia agradar a todos

04.10.17 | C.S.

«O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, anunciou hoje no parlamento que o Governo vai aprovar até ao final do ano uma proposta de lei no âmbito da promoção da igualdade salarial entre mulheres e homens.» (Notícia aqui)

 

"Já não era sem tempo!", apetece-me dizer. Creio que esta é uma notícia da qual todos nos devíamos congratular, pois numa sociedade que se quer desenvolvida não faz qualquer sentido haver distinção de salários por género.

As mulheres, nos dias de hoje, caracterizam-se por serem pró-ativas e assumirem qualquer profissão inteiramente.

 

Fico feliz por se dar mais um passo em prol da igualdade.

 

Algo que não suporto são injustiças. E as mulheres são alvo de injustiças há demasiado tempo.

 

 

 

 

O Bernardo

03.10.17 | C.S.

Sou o Bernardo e sinto-me desconfortável quando olham diretamente para mim. Nunca pensei ter de recorrer a um psicólogo, mas aqui estou. Bastante cético quanto ao bem que isto me possa fazer... Na verdade, venho mais pelas pessoas que me pediram para o fazer do que por mim. 

 

Olho o relógio. São 16:30. A esta hora deveria estar a preparar-me para deixar o escritório e ir buscar o meu filho à escola. Baixo a cabeça e um vazio enorme apodera-se de mim. As mãos tremem-me. Tenho 43 anos e as mãos tremem-me e eu não compreendo nada do que se passa à minha volta.

 

Sei que a esta hora a minha mulher está em casa. Provavelmente a sentir-se perdida, como eu, mas não o posso garantir. Há meses que praticamente não falamos. Somos dois fantasmas presos dentro da nossa própria casa. Uma moradia. Virada a sul, com três quartos, grandes janelas e uma piscina. Tal como ela sempre quis.

 

Tudo me parece distante agora. Comprámos aquela casa há 10 anos, quando fui promovido, dois anos antes do José nascer e, no entanto, aquela casa e os sonhos de então parecem ter pertencido a outras pessoas que não nós. 

 

Envelheci imenso nos últimos meses. A Paula também. Deixei o ginásio, perdi peso, clientes e a vontade de viver. Ainda gosto da Paula, mas não sabemos como nos encarar. Não sabemos como conviver. Há dúvidas e rancor no ar. Há meses que durmo no sofá do escritório, não que ela me tenha pedido, mas foi algo que senti que devia fazer. 

 

A dor consome-nos. Os dias passam e parecem sempre iguais, ainda que uns dias fiquemos deitados até à hora de almoço. Não por sono. Não por preguiça. Simplesmente porque não sabemos o que fazer quando colocarmos os pés no chão. 

 

Sei que a Paula deverá estar a viver sentimentos idênticos aos meus. Sei que também ela se consome, mas não encontramos forma de nos olhar e tentar compreender. Não há nada que possamos compreender neste enorme absurdo que se tornou a nossa vida. 

 

Tenho 43 anos e tive um filho. Houve um tempo em que tive um filho. José. 8 anos. Terá para sempre oito anos o meu filho. Passaram-se meses desde que o abracei pela última vez. Era o miúdo mais bem disposto que conheci até hoje. Adorava animais, o Benfica e o espaço, sabia mais que eu sobre planetas e constelações. Sonhava muito, mas reparava no mundo à sua volta. 

 

Um dia acordei pai e a Paula acordou mãe. Uma manhã igual a tantas outras. Fomos trabalhar e ele foi para a escola. Ao fim do dia eu e a Paula já não éramos pais. Éramos uma sombra do que fôramos. 

(Imagem aqui

E nada disto faz sentido. O mundo avança e não deveria avançar. Não sem ele. Não sem justiça. 

 

8. Coisas parvas (que eu penso)

01.10.17 | C.S.

Tenho a tv ligada para ir acompanhando os resultados das autárquicas. Mas, entretanto, disseram que o jogo de alvalade acabou empatado. Mudaram a emissão, por momentos, e foram entrevistar algumas pessoas que estavam a sair do estádio. E o que têm elas a dizer? "Força Marítimo!". 
E eu que pensava que em alvalade o jogo era entre scp-fcp...

Realmente, já não percebo nada de futebol...

 

(Imagem aqui)

 

(Deixem o Benfica em paz...  e olhem para o vosso umbigo.)

Coisas domingueiras

01.10.17 | C.S.

Boa dia! :)

 

Sim, eu sei que já não é de manhã, mas eu acabei de tomar o pequeno-almoço. Adoro dormir, o que é que vocês querem?! E tomei o pequeno-almoço a ouvir esta música, acho que estou apaixonada.

 

Que boas que são as manhãs de domingo...

Já foram votar? Espero que não se armem em fantasmas e o o façam. Eu vou da parte da tarde, que é quando o A. pode ir também. Não deixem de o fazer, é um direito nosso e não devemos abdicar dele.

Depois de ir votar tenho de trabalhar, isto porque não consegui despachar tudo ontem. Vou-vos confidenciar um ponto de vista que tenho, mas não contem a ninguém, ok? Os testes de diagnóstico, que se fazem no arranque do ano letivo, só têm uma utilidade: "entreter" os professores até à hora dos testes a sério. Os miúdos vêm sempre esquecidos e não se empenham neles a sério e dão uma trabalheira desgraçada a corrigir. Enfim...

 

Tenham um ótimo dia! Beijocas

 

Ah!...só mais uma coisa. Estou preocupada com a minha querida Espanha. Não gostava que a Catalunha se divorciasse, mas creio que recorrer à violência doméstica não é o caminho.

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