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há mar em mim

15
Dez17

Segundo o relatório que o Sapo enviou...

C.S.

...estes foram os posts mais visitados do ano, aqui, no Há mar em mim

Os posts mais visitados do blog em 2017:

  1. Lanzarote...uma pedra no Oceano
  2. Desvaneios sobre os transportes públicos
  3. Ainda falta libertar algumas mentes
  4. Amo-te, Planeta Terra
  5. O início das férias
  6. 7. Coisinhas que me irritam
  7. Desafio: "Já fiz / Nunca fiz"
  8. 11. Às quintas viajamos...
  9. A Mafalda
  10. 3. Coisas parvas (que eu penso)

 

Tenho cá para mim que se fosse eu a fazer esta lista não seriam os mesmos a ganhar destaque...

Tenham um ótimo fim-de-semana.

15
Dez17

Follow Friday de dezembro

C.S.

Um ar de sua Graça  

É esta a minha sugestão para o mês de dezembro.

É um blog que descobri recentemente, mas que me cativou de imediato.

É um blog sobre trabalhos artesanais e histórias de uma vida bem preenchida e bem vivida. Para além disso, tem fotos maravilhosas e tem a Graça, a sua autora, que transparece ser um doce de pessoa através das suas palavras. 

Vão até lá...

14
Dez17

A magia do Pai Natal (memórias da minha infância)

C.S.

Era dezembro. Início talvez. E eu fui com a minha mãe espreitar uma pequena loja de brinquedos que havia no meu bairro. 

 

Nunca compreendi como é que aquela loja surgiu ali. Quem foi o iluminado que achou que uma loja de brinquedos poderia ter futuro num bairro como o meu (um dia falo-vos do meu bairro). Não sei quanto tempo de vida teve essa loja, mas sei que foi um tempo feliz para mim. Podia entrar e ver, se a minha mãe me levasse. E ver já era sonhar.

 

Era dezembro e fomos lá. Eu e a minha mãe. Teria uns 6 anos, talvez. Como qualquer criança, vi tudo e gostei de tudo, mas gostei mais ainda de algo que se assemelhava a um computador, daqueles para crianças. O visor tinha uma ranhura onde se colocavam os imensos cartões de jogos que trazia. Era didático e diferente de tudo o que eu tinha visto até então. Era mesmo o que eu queria para o Natal. Mostrei à minha mãe. Ela olhou e disse-me que era muito caro. Demasiado caro. E os meus sonhos caíram por terra. 

 

Sempre soubemos, eu e a minha irmã, que contra o "muito caro" não havia nada a fazer. Fomos acostumadas a saber, desde tenra idade, que a nossa família vivia com as economia contadas. E fomos acostumadas a não tentar argumentar contra o "muito caro". Acho que os meus pais fizeram um ótimo trabalho nesta área. 

 

O tempo passou. Chegou o Natal. A noite de Natal foi boa, em família, como deve ser. Jantámos, rimos, trocámos as prendas e, claro, o computadorzinho não chegou.

 

Fui para a cama feliz, como ia sempre no Natal. Mas antes fui deixar o meu sapatinho na cozinha, porque o Pai Natal passava sempre na minha casa. 

 

No dia 25 de dezembro eu acordava sempre muito cedo, por dois motivos: ver se o Pai Natal tinha passado e ver os desenhos animados que davam na tv. No Natal davam desenhos animados alusivos ao Natal e isso era uma alegria tremenda para mim. 

 

Era 25 de dezembro de um ano do início dos anos 90 e eu jamais esquecerei. Na cozinha, em cima do meu minúsculo sapato, estava uma caixa grande. Linda. Bem embrulhada, com um grande laço. 

 

Não sei bem como, mas lá a consegui tirar sozinha, os meus pais ainda dormiam. O meu coração batia descompassadamente, porque o Pai Natal nunca me tinha trazido algo tão grande.

 

Abri sem cuidado, rasguei o papel o mais rápido que pude e ali estava ele. Diante dos meus olhos. O computador da loja de brinquedos! Acho que me faltou o ar... Fui a correr até ao quarto dos meus pais, acordei-os dizendo: 

- Venham ver. Não vão acreditar!!! O Pai Natal deu-me o computador que eu queria!!! Aquele muito caro!!! Mas como é que ele sabia?! Como?! Como é que ele sabia se eu o vi na loja do bairro?!

(Imagem aqui)

E foi assim que eu ia tendo um ataque cardíaco numa manhã fria de Natal. Acho que foi a prenda que mais emoção me causou. E foi incrível! 

 

13
Dez17

Filmes de Natal, o meu Top 10

C.S.

Na semana passada revisitei as comédias românticas que me marcaram. 

Gostei de fazê-lo e de partilhá-lo convosco. 

Ficou em mim a vontade de dizer-vos quais os filmes de Natal que me fizeram e fazem feliz. Porque são intemporais e podemos voltar a eles sempre que quisermos. A magia está lá. Só temos de deixar-nos levar...

 

 

10.º

9.º

8.º 

 7.º

 6.º 

5.º 

4.º 

3.º

2.º

1.º 

 

Até ao sétimo lugar as escolhas foram fáceis de alinhar, mas a partir dessa posição tudo se complica.

 

 

Eu costumava dizer que a época natalícia só começava depois de ver Sozinho em Casa. Não vos seria capaz de dizer quantas foram as vezes que este filme foi visto e revisto em minha casa. Ainda hoje paramos para o ver. O 1 e o 2. (Para nós só existem estes.) Creio que o Sozinho em Casa 2 será o responsável por a minha fantasia de querer passar um Natal em Nova Iorque. O cinema tem esse poder. 

 

O Amor Acontece ocupa o primeiro lugar porque é um bom filme. Adoro a forma como está construido e como nos são contadas tantas histórias. Há muito amor ali! O meu coração mole não aguenta. 

 

Adoro o Natal! Já vos disse que adoro o Natal?! Adoro!

 

Tenham um ótimo dia! 

 

12
Dez17

A Margarida

C.S.

Eram seis da manhã e era inverno. O despertador tocou alto e pontual. Margarida esticou o braço e desligou-o mecanicamente. Nunca lhe apetecia sair da cama, sobretudo no inverno. Mas hoje era um dia diferente e de um salto colocou-se em pé, arrastou-se energicamente para o duche, que tinha sempre a capacidade de a despertar, se bem que hoje ela não necessitava desse apoio suplementar. Como era contraditória a vida!

Na cozinha preparou uma deliciosas papas de aveia, pequeno-almoço que era habitual aos sábados de manhã e não às quintas-feiras, que era o presente dia da semana. Margarida estava animada, cantarolava sem reparar e sentia uma energia diferente a percorrer-lhe o corpo. 

Nunca imaginou que demitir-se e mandar tudo às urtigas a deixaria tão feliz. Ela que sempre fora uma trabalhadora dedicada e exemplar achou que a sua decisão a colocaria infeliz, pelo menos durante os dois primeiros dias. Mas ali estava ela, feliz da vida, com um sorriso de orelha a orelha. 

Era hora de empacotar. Tinha de colocar a sua vida em caixas. Não sabia bem por onde havia de começar, mas estava determinada em deixar grande parte do apartamento limpo ainda hoje. Mal podia esperar pela próxima segunda-feira, aí sim, a aventura iria mesmo começar. 

Margarida decidiu começar pelo escritório, afinal tinha deixado o seu emprego, que em tempos fora de sonho, portanto teria muitos papéis para rasgar e reciclar.

Passada uma hora deu de caras com uma caixa de cartão rígido, tamanho médio, cinzenta com pequenas florinhas amarelas. Margarida sentiu o seu coração amolecer, as pernas tremeram-lhe ligeiramente e um sorriso doce desenhou-se na sua cara, enquanto pegava na caixinha com todo o cuidado e amor. Pousou-a no tapete e, de joelhos, deu início a um regresso ao seu passado, aos seus tempos de menina adolescente e encontrou por lá tudo aquilo de que se lembrava e um pouco mais. Sentiu-se grata pelas pessoas que habitaram o seu passado, mesmo aquelas que já não via. Sabia que se havia tornado na adulta que era devido às vivências que guardou na sua caixa. Tantas memórias! Mas não as podia levar com ela para a sua nova vida, por isso ligou à sua melhor amiga. Ninguém melhor que ela para guardar aquela relíquia. Combinaram encontrar-se dentro de dois dias para um lanche demorado. Margarida sabia que ela não ia reagir bem à sua decisão, mas encolheu os ombros e bebericou mais um pouco do chá que estava pousado na sua secretária. 

Senti-se viva, genuinamente feliz e nada a poderia deter. Pensou em Enzo, o amor da sua vida. Italiano. Haviam-se conhecido uns meses antes, numa viagem de um mês que Margarida fez sozinha por Itália. Já não imaginava a sua vida sem ele e por isso arrumava-a agora para se mudar para Florença. 

Margarida pensava nos seus planos quando o seu smartphone tocou. Eram 10:30h. Mais uma hora em Itália. Enzo. Sorriu.

E nada na sua vida a havia preparado para a dor que aquela chamada lhe causaria. 

 

(Imagem aqui

11
Dez17

Portugal foi eleito o Melhor destino turístico do Mundo e eu esboço um sorriso amarelo

C.S.

Temos a melhor praia do mundo.

Temos o melhor hostel do mundo.

Temos a melhor city break do mundo.

Temos o melhor destino insular do mundo.

 

E agora temos o melhor destino turístico do Mundo!

 

Temos tanto para os turistas e tão pouco para quem cá passa todo o ano.

Não temos um SNS eficaz.

Não temos escolas públicas com condições (e esta frase pode ser interpretada de todas as formas que quiserem).

Não temos um preço justo, tendo em conta o poder de compra dos portugueses, no que toca ao arrendamento de imóveis.

Não temos cidades organizadas e com espaços verdes e de lazer adequados às necessidades da população.

Não temos capacidade de pôr fim à corrupção.

Não temos um sistema judicial isento, cumpridor e pontual.

Não temos florestas limpas.

Não temos estradas em condições não sujeitas a portagens. 

Não temos um ordenado mínimo nacional digno.

Não temos apoios efetivos que façam a taxa de natalidade crescer.

Não temos onde pôr os idosos que são abandonados nos hospitais.

Não temos tanto...

Mas somos fantásticos. 

Caramba! Somos os melhores.

Somos os melhores para os que vêm para cá com o seu imenso poder de compra e que nos acham baratos. Ficam tão deliciados com a nossa gastronomia e o nosso sol que não veem mais nada. Ou não querem ver. 

 

(Imagem aqui)

Portugal é o melhor destino turístico do Mundo e eu sorrio, como quem sorri da pior piada que o colega chato conta no jantar de Natal.

 

 

 

08
Dez17

O melhor de 2017 - Cinema

C.S.

Não tarda o há mar em mim faz um ano.

Falta sensivelmente um mês e isso faz com que andemos por aqui em jeito de balanço. Também me faz compreender que iniciei o blog numa altura jeitosa, pois o balanço deste cantinho coincide com o do ano que está prestes a terminar. Simples e arrumadinho, como eu gosto. 

 

Quem por aqui anda há mais tempo já terá compreendido que eu gosto de cinema. Ao longo do ano fui partilhando com vocês a minha opinião sobre os filmes que vi.  Vi muitos mais filmes do que os meses que o ano tem, isto sem contar com aqueles que apanhei acidentalmente a dar na tv e que, por alguma razão, prenderam a minha atenção. 

 (Imagem aqui)

Agora compreendo quando dizem que um blog funciona como um diário, pois andei a pesquisar nos meus posts e constatei que vi mais filmes do que aqueles que me lembrava, alguns já nem tinha noção que tinham sido vistos este ano. Se não fosse o blog e as partilhas que faço convosco, esta lacuna da minha memória não seria colmatada. 

 

Não é fácil escolher um único filme para destacar.

Os filmes que foram candidatos aos Óscares, por uma razão ou por outra, merecem ser vistos. MoonlightLa La LandFencesManchester by The SeaLion. Gostei de todos. Já revi o La La Land. E gostei mais ainda.

Mas se tenho de escolher um, talvez destaque a trilogia que já vem dos anos 90 e que só este ano me encontrei com ela. Gostei tanto que vi os três filmes no mesmo dia. Falo-vos destes filmes. Antes do Amanhecer/Pôr-do-sol/Meia-noite. Encantadores. 

Também foi este ano que a Disney decidiu presentear-nos com o remake de um dos meus filmes de animação preferidos: A Bela e o Monstro. Adorei! Voltei à minha infância, sem dúvida, e isso também é digno de destaque. 

 

Veremos se 2018 será melhor no que toca a cinema...

(Imagem aqui)

07
Dez17

No último fim-de-semana de novembro dei um saltinho à Madeira

C.S.

Foi a primeira vez que pisei solo Madeirense e não poderia ter ido melhor acompanhada. Fui com o A., a minha irmã e a fofíssima da B..

A viagem começou aqui. A surpresa não poderia ter corrido melhor. A B. não fazia ideia de que a ia buscar à escola, muito menos que iria viajar no dia seguinte. 

Quando cheguei à escolinha dela disseram que os familiares dos meninos do 1.º ano poderiam ir buscá-los à respetiva sala de aula. Lá fomos. A minha irmã à frente. Eu fiquei mais para trás propositadamente. A B. saiu e gritou "mamã", enquanto distribuía beijinhos, nisto olha para mim e os olhinhos dela iluminaram-se, quase que chorou de emoção. Ela tem 6 anos! Depois de beijos e abraços apertados gritou para uma amiguinha: "Esta é a minha tia, é muito minha amiga e eu gosto muito dela". 

Abandonámos a escola e fomos lanchar. Hora de revelar o propósito da surpresa. E a reação, como seria de esperar numa miúda que acha tudo magnífico (até uma banal ida ao parque), não poderia ter sido melhor. Mas, como aluna responsável que é disse: "temos de avisar a minha professora". Rimos. Expliquei-lhe que estava tudo tratado. 

 

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Quinta-feira de madrugada lá fomos os quatro para o aeroporto de Lisboa. Nos dias que antecederam a viagem havia previsão de ventos fortes, mas felizmente não se confirmou e o voo foi super tranquilo. Voámos pela EasyJet, que em setembro tinha os bilhetes super baratos para a Madeira. 

 

No primeiro dia andámos completamente à deriva pela ilha, sem plano traçado, parando onde achávamos que valia e pena. 

 

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No segundo dia começámos a explorar o Funchal, subimos até ao Monte de teleférico, que nos oferece uma maravilhosa vista desta cidade tão singular, e descemos nos tradicionais cestos. Uma experiência imperdível, sem dúvida. Depois fomos descendo a pé. Descendo, descendo, descendo... Uma descida que não parecia ser grande, mas que se revelou longa. Neste aspeto pode-se dizer que o Funchal engana. 

 

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Almoçámos junto ao Mercado dos Lavradores, um local que também merece uma visita. Que belíssimas frutas que a Madeira tem para nos oferecer. Eu fiquei especialmente deliciada com a variedade de maracujás. 

 

WaterMark_2017-12-04-23-58-01.jpeg

 

Depois, para satisfazer um desejo da B. fomos ao museu do CR7. Ela ficou super contente. E sobre este ponto está tudo dito. 

 

(Continua)

 

 

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