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há mar em mim

07
Fev18

Uma espécie de sondagem...

C.S.

Digamos que eu tenho uma amiga que trabalha na área em que se formou. Não ganha o salário mínimo, mas também não ganha o suficiente para ter uma vida confortável, ou seja, sem contar tostões. Imaginemos agora que essa minha amiga tinha oportunidade de ir trabalhar para fora de Portugal, para um país rico, daqueles cujo nível de vida é o que todos nós deveríamos ter. Não vai trabalhar na sua área, é certo, vai trabalhar em algo que não necessita de qualquer especialização, mas irá ser remunerada com o correspondente a dois salários seus em Portugal. 

Pergunta para queijinho:

Se vocês fossem esta minha amiga, o que é que fariam?

 

(É casada, não tem filhos e tem familiares no país de destino.)

06
Fev18

A Camila

C.S.

Fechou a porta de casa. Da casa que ainda era sua, mas que em breve deixaria de ser. Sabia que aquela manhã cinzenta de janeiro seria a última vez que estaria ali. 

Fechava a porta à casa e à vida que ela conteve. Encerrava naquele gesto não apenas uma moradia, mas também um casamento de quase sete anos. Sete anos. Tanta gente lhe havia dito que aquela era a barreira temporal que teria de ser superada... Não foi.  

A casa fechava-se, mas Camila sentia que se abria para o mundo. Ou seria o mundo que se abria para ela? Teria tempo de descobrir...

O seu casamento havido sido feliz nos primeiros cinco anos. Eram esses cinco anos que guardaria na memória. Não na mais imediata, porque não queria pensar nele com frequência. Queria atirá-lo para o passado que se revisita amiúde e que nos faz sorrir. 

Não guardaria o sexto ano. O não guardaria a dor que lhe causou. As lágrimas que verteu. As palavras que não lhe disse. 

Deixaria no passado a discussão que os levou a partir parte da loiça. Ficariam para trás as noites em que ele disse estar a trabalhar até tarde, quando na verdade estava num hotel de segunda com a estagiária. Esqueceria as promessas vãs que ele lhe fez e que não foi capaz de cumprir. 

Fechava a porta, mas carregava consigo o seu novo propósito. Rodou a chave pela última vez e virou-se, um raio de sol apareceu, como se iluminasse o seu novo caminho. E Camila passou a mão na barriga, que de dia para dia não parava de crescer. Era hora de partir, com o melhor que ele lhe podia ter deixado. 

(Imagem aqui)

04
Fev18

5 coisas boas esta semana | 29/01 a 02/02

C.S.

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Este é o primeiro post desta série. É uma resposta ao desafio da Fátima Bento, que nos propôs olhar para os nossos dias úteis e descobrir neles - sempre - algo de positivo. 

 

Segunda-feira

A semana não começou da melhor forma, eu estava ainda constipada, o dia esteve cinzento e até no trabalho as coisas não correram muito bem. Há dias assim.

O ponto alto do dia aconteceu logo pela manhã, cheguei à cozinha e tinha um bilhetinho do A., que saiu de casa antes de mim, tratava-se de uma coisa simples, a relembrar-me algo que eu não queria esquecer. Fez-me sorrir. Algo tão simples e que revela preocupação. É amor. 

 

Terça-feira

Entro no carro, já algo atrasada para ir trabalhar, mas ainda com tempo de ligar o rádio. Resultado: vou para o trabalho a ouvir uma das minhas músicas preferidas dos Coldplay - Yellow. Uma música pode mesmo mudar o nosso estado de espírito, verdade?

 

Quarta-feira

Vocês já sabem: eu adoro séries. O ponto alto deste dia foi mesmo o belíssimo episódio de Anatomia de Grey, porque foi um dia cansativo e que terminou só depois de duas reuniões extra. 

 

Quinta-feira

Retomei o treino funcional. Saí de lá toda dorida, mas a sentir-me bem e a pensar "por aqui é que é o caminho". Vamos lá, C.S.!

Não fiz resoluções para 2018, mas talvez seja este o ano em que atinjo uma meta que persigo há muito... 

 

Sexta-feira

Fui a uma consulta de nutrição e espero que seja um ponto de viragem para mim. Creio que também foi uma forma de terminar bem a semana, pois não há nada como tratar do nosso bem-estar. 

 

E foi isto! Para a semana há mais...

Tenham um ótimo domingo. 

03
Fev18

#7 Banalidades

C.S.

- Poderão já ter lido por aqui, por duas vezes ou mais, que andei a tentar seguir a dieta Paleo. Acontece que não obtive quaisquer resultados. Nada. Zero. E durante esta última semana deparei-me, uma vez mais, com artigo que diz que a dieta Paleo não é a melhor, que o glúten, desde que não se seja intolerante a ele, não é nenhum bicho-papão, etc.

Resultado? Sentia-me cada vez mais confusa, por isso marquei uma consulta de nutrição. Foi ontem. Depois de medida e pesada a nutricionista disse-me que a dieta Paleo não é uma boa opção para mim. Fez-me um plano, (que me parece bastante razoável), e marcámos encontro para daqui a um mês. Veremos como as coisas evoluem...

 

- Esta semana, na quinta-feira para ser mais precisa, retomei algo que já fiz e que gostava de fazer: treino funcional. Escusado será dizer que ando com os músculos todos moídos, mas creio que é mais um passo para conseguir baixar o meu peso. Além de que me está a fazer mesmo falta mexer e tornar isso uma rotina. Wish me luck. 

 

- A partir de amanhã, os domingos passam a ser dias de 5 coisas boas por semana, um desafio lançado pela Fátima e ao qual eu decidi aderir. Julgo que vai ser giro procurar sempre uma coisas boa em cada dia da semana e ao registá-lo no blog servirá para memória futura. Afinal o blog é uma espécie de diário, não é? 

 

Beijinhos e feliz sábado!

02
Fev18

Fim-de-semana de frio? Basta vestir a roupa certa.

C.S.

Bom dia! Bom dia! 

 

Como estão? Tudo de sorriso na cara, não é? É que hoje é sexta-feira, o ânimo é logo outro...

Há muito tempo que não trago aqui ao blog uns trapinhos, mas hoje apeteceu-me. 

Parece que vamos ter um fim-de-semana de bastante frio, assim decidi vir apresentar-vos umas opções quentinhas, mas muitooooooo giras. 

 

Vamos lá descobrir a galeria. São oito looks e eu adoro-os a todos. Devo alertar que há um padrão em todos eles... Saltos baixos/rasos. Ahahahah...

(Todas as imagens foram retiradas do Pinterest)

 

Deixem-me nos comentários os vossos looks preferidos, ok? 

 

Tenham um ótimo fim-de-semana! 

01
Fev18

O episódio de ontem de Anatomia de Grey

C.S.

É verdade. Eu ainda sou uma daquelas pessoas que assiste a Anatomia de Grey. É uma série de que gosto tanto, que já me proporcionou tantos momentos bons, que sou incapaz de deixar de ver. Mas na semana passada o episódio foi tão chatinho que disse a mim mesma: "Se isto continuar assim é desta que deixo de ver".

E ontem engoli as minhas próprias palavras. Que belíssimo episódio! 

(Imagem aqui)

Racismo, preconceito e violência doméstica. A Bíblia posta em causa. Ou pelo menos as diferentes interpretações a que pode ser sujeita. 

 

Vale mesmo a pena ver!

 

Relativamente ao racismo e ao preconceito, o episódio de ontem trouxe-nos a questão dos polícias, nos E.U.A. - e não só, terem muito mais pré-conceitos quando estão na presença de uma pessoa negra. E assistimos a diálogos muito bons. A mim tocou-me a conversa que a Dra. Miranda Bailey teve com o filho, pois perante os acontecimentos no hospital, (não vou dizer quais para que não me acusem de ser spoiler), achou que era chegado o momento de transmitir ao filho a postura a adotar caso fosse abordado pela polícia na rua. Vemos a dor nas palavras da mãe e o olhar incrédulo e assustado do miúdo.

Não consegui conter as lágrimas, devo confessar-vos, pois a ideia de que alguém seja descriminado por "ser quem é" é algo que me custa a digerir e mexe comigo. A ideia de descriminar e julgar por traços físicos ou crenças é, para mim, absurda. E, no entanto, ainda é algo que acontece diariamente. 

Eu tenho pele clara, mas tenho o cabelo encaracolado e volumoso. E adoro. E a maioria das pessoas que conheço também me dizem adorar. Mas quando andava no sétimo ano havia uma miúda loira de olhos azuis que todos os dias gozava com o meu cabelo e dava-lhe nomes pouco simpáticos. Também já tive quem me dissesse: "Não te ofendas. Mas tu és descendente de africanos? É que com esse cabelo...". Porque me haveria de ofender? Não ofende nada. Desagrada-me, isso sim, o tom em que é feita a pergunta. A desdenha contida em cada palavra. 

A verdade é que eu não sei se descendo, mas costumo dizer: "certamente que sim". E até gostava de afirmá-lo com certeza. 

A nossa sociedade ainda tem tanto para evoluir. Cabe-nos a nós, a cada dia, todos os dias tentar acelerar o processo. 

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