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há mar em mim

há mar em mim

Porque hoje é dia do Pai...

19.03.18 | C.S.

Há uns tempos escrevi um texto para o blog do Triptofano . Um texto que fala de futebol e que, assim sendo, fala inevitavelmente do meu pai. 

Sendo hoje o dia do Pai decidi recuperar aqui esse texto:

 

Algures entre 1997 e 1998 a adolescente que havia em mim compreendeu que o desporto que o meu pai gostava de acompanhar, fervorosamente, era feito por jovens jeitosos, entre eles havia um que se destacava: Nuno Gomes. Foi para o ver durante 90 minutos que eu comecei a ver os jogos do Benfica. E a verdade é que após uma meia dúzia de perguntas ao meu pai eu já sabia o que era um fora-de-jogo e para que servia o quarto árbitro. Inacreditável! O que faz ter a motivação certa...
 
Quando dei por mim, eu já estava completamente embrenhada no futebol. Já não era só a carinha laroca do n.º 21 do Benfica. Era o Benfica em si, com toda a sua história, (que eu fiz questão de descobrir), e era a emoção que o futebol nos é capaz de transmitir.
 
Passei a ver religiosamente todos os jogos com o meu pai, comentava os lances e sabia bem do que falava e um dia fui à Luz. Ele levou-me à Luz. Perdemos, mas valeu a pena.
 
Caramba! Foi deslumbrante. O antigo estádio do Benfica fascinou-me e eu fiquei ainda mais envolvida. Benfiquista para sempre.
 
Depois da primeira ida à Luz seguiram-se muitas outras. Eu e o meu pai. Sempre. Bela dupla que nós fazíamos! Tenho recordações maravilhosas desses tempos. Vi, ao vivo, o último jogo do antigo estádio e tive a sorte de estar na inauguração do atual.
 
Há muitos anos que não vou à bola. A certa altura afastei-me, mas às vezes tenho muitas saudades.
 
Já disse ao meu pai que temos de repetir, como nos velhos tempos. Eu e ele. 
 
Talvez em 2018 vá à bola...
 

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(Imagem aqui)

 
 
 

The Shape of Water

19.03.18 | C.S.

Guillermo Del Toro é o realizador de El Laberinto del Fauno, um filme de que gosto muito, e só isso já era razão suficiente para ver The Shape of Water. Mas o seu filme venceu o Óscar de Melhor Filme e Del Toro saiu da noite mais importante do cinema com o prémio atribuído ao melhor realizador.

Por isso, no sábado à noite eu e o A. vimos The Shape of Water. Tentei vê-lo de mente aberta, apesar de já ter lido críticas bem duras ao filme. 

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(Imagem aqui)

 

No cinema, tal como na música, eu tenho um gosto algo eclético, que é uma forma bonita de dizer que papo um pouco de tudo. E os filme que entram no universo do fantástico não são exceção. 

 

A Forma da Água conta-nos a história de amor entre uma mulher muda e uma criatura aquática capturada na América do Sul. O romance desenvolve-se durante o período da guerra fria, por isso também temos direito a assistir, em segundo plano, aos Russos a quererem estragar os planos dos E.U.A.

Achei o filme um pouco absurdo e a história de amor não é de todo convincente, pelo menos para mim. Confesso-vos, até, que na parte mais dramática do filme soltei uma sonora gargalhada, dada a loucura de tudo aquilo. 

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 (Imagem aqui)

 

Porém, a obra de Guillermo Del Toro deixou-me algumas questões:

1. Como é que a senhora intui que um monstro aquático gosta de ovos cozidos?

2. Como é que ele tem de estar em água com sais especiais e depois não há problema nenhum em encher a casa-de-banho toda com água da torneira?

3. Como é que conseguem manter-se impávidos e serenos quando o vizinho abre a porta da casa-de-banho e toda aquela água sai violentamente para o ponto de fuga?

4. Ela ficou sem cordas vocais. Um acidente? Um acidente que lhe deixou três cicatrizes iguais às marcas que o monstro deixava quando atacava?

5. Como é suposto que eu sinta compaixão por um peixe que devora a cabeça de um gato? 

6. Del Toro decidiu vingar todos os peixes comidos por gatos nos desenhos animados ao longo da história?

7. É suposto ser convincente a explicação que a heroína do filme dá à sua amiga acerca de como terá feito amor com o monstro?

8. Afinal ele tem mesmo uma pilinha? 

9. O monstro era Deus?

10. Afinal Deus é mesmo Sul-Americano? 

 

Tantas, tantas questões... 

The Shape of Water

Não, não gostei!