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há mar em mim

há mar em mim

O caso Robles... É assim uma surpresa tão grande?

30.07.18 | C.S.

Este fim-de-semana praticamente não sai de casa. Apanhou-me uma daquelas valentes constipações de verão que são chatinhas, chatinhas, chatinhas. Conclusão: tive tempo para me aperceber do escândalo do momento, protagonizado por Ricardo Robles, um político de esquerda. 

 

Há coisa de duas semanas atrás fui à praia com o A. e mais uns familiares que nos vieram visitar e no parque onde deixámos o carro deparamo-nos com um veículo que chamou a nossa atenção. Eu e o A. parámos e tivemos ali a contemplá-lo um pouco, comentamos e rimos e seguimos atrás da família que já ia longe. 

Quando ouvi esta história do Robles lembrei-me do dito carro. Porquê? Porque era a personificação de duas ideologias opostas. 

 

Eis o carro em questão (um BMW X6, novinho, novinho!):

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(Imagem aqui)

 

Eis o autocolante que constava do vidro traseiro (em tamanho generoso, que é como quem diz que tinha o tamanho de uma cara humana, ajeitadinha no canto inferior esquerdo do vidro):

 

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(Imagem aqui)

 

Que maravilha de combinação! Não acham? Um carro que é um símbolo de luxo e um autocolante de um símbolo do comunismo. BMW e Che Guevara! Que dupla!...tão inusitada.

 

Conseguem ver as semelhanças com o caso Robles?

Um político de esquerda que tem algum gosto (para não dizer muito!) pelo capitalismo. 

 

Vou ser sincera. Daquilo que li, parece que ele comprou o prédio, juntamente com a irmã, mediante recurso a crédito. Não roubou o dinheiro. Não o desviou. Não houve corrupção. Logo, não me choca. 

É bonito apregoarmos uns valores e praticarmos outros? Não, não é. Mas a política nacional está tão suja, já bateu tão no fundo, que eu sinto que isto é uma gotinha de água num oceano. 

Pergunto-me quantos políticos haverá, no panorâma nacional, que cumpre as ideologias que defendem. Eu, pessoalmente, não tenho confiança nenhuma na nossa classe política. É triste dizê-lo, mas é esta a verdade. 

 

Entretanto já fizeram uns grafites no prédio. 

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(Imagem aqui)

 

E vocês? O que acham desta polémica recente? 

A música portuguesa está bem de saúde e recomenda-se

27.07.18 | C.S.

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(Imagem aqui)

 

Se há assunto sobre o qual eu sou leiga é a música. O A. costuma rir-se de mim porque é comum bater palmas completamente fora de ritmo, imaginem só. É vergonhoso, eu sei. E, no entanto, adoro música.

Acho que não passa um dia sem que ouça música. Fala-nos diretamente ao coração e tem o poder extraordinário de conseguir mudar o nosso humor. Fantástico, não?

Sempre gostei de música portuguesa e, apesar de ter as minhas preferências internacionais, há uns quantos artistas nacionais que admiro e é frequente pagar para ir aos seus concertos. Por isso, é com muito agrado que vejo que a música nacional está de vento em popa. Novos nomes surgem e com eles novas canções. 

Há dias ouvi na rádio a canção de Tiago Nacarato, A dança, e fiquei imediatamente rendida à sua voz melodiosa. Claro que também não fiquei indiferente à letra da música, (fofinha, fofinha, fofinha), que nos coloca um sorriso no rosto quase instantaneamente. Confirmem aqui: 

Os azeitonas também colocaram, há relativamente pouco tempo, novo trabalho no mercado. E é verdade que deles já estamos sempre à espera de muita qualidade, não é menos verdade que havia alguma expectativa em torno deste trabalho, uma vez que era o primeiro da era pós-Miguel Araújo. Não sei o que vocês acham, mas eu não fiquei em nada desiludida e a cada vídeo que eles lança ainda me deixam mais contente. O último foi o da canção Oito e Meia e é uma obra de arte que dura 5:02 minutos. O vídeo remete-nos para um cenário de jogo arcade. Qual Super Mário, qual carapuça! Agora temos Oito e Meia dos Azeitonas. Se não viram ainda, têm aqui a vossa oportunidade e nem é preciso Insert Coin

 

O problema é a interpretação do texto.

26.07.18 | C.S.

Sou professora de uma língua estrangeira. Ler e interpretar textos faz parte dos meus dias e do quotidiano dos meus alunos. Nos últimos anos tenho dito e repetido, em diferentes ocasiões, que os alunos interpretam cada vez pior. 

Na língua portuguesa passa-se exatamente a mesma coisa, não se deixem enganar, não acreditem que é um problema que se verifica só ao nível das línguas estrangeiras. 

E de há um tempo para cá estou cada vez mais convencida que este problema não é único e exclusivo das salas de aula. Não é um problemas dos alunos portugueses, mas sim um problema da sociedade. 

 

Vejamos casos concretos...

 

No dia 13 de julho A Pipoca Mais Doce escreve um texto, bem pequenino e inocente, mas com algum sentido de humor, sobre como é ir à praia com miúdos pequenos. Na verdade o texto era uma introdução bem conseguida, na minha modesta opinião, à apresentação/sugestão de algumas toalhas de praia e meia dúzia de fatos de banho. 

E o que aconteceu? Caiu o Carmo e a Trindade, que é como quem diz que choveram comentários a dizer que ela basicamente deve odiar crianças e ainda houve quem questionasse o porquê de ela ter filhos. A sério! Vão lá ver se quiserem confirmar...

 

Passados uns dias, mais concretamente no dia 17, foi a vez da Cocó na Fralda. Esta decidiu escrever um texto pessoal, intimista e verdadeiro, que é, no fim de contas, uma espécie de declaração de amor e balanço do seu casamento feliz que já dura há 20 anos. Esta é, pelo menos, a interpretação que eu faço das suas palavras. 

Mas pode um texto deste carácter dar azo a alguma polémica? Pode, claro que pode! Ou não vivêssemos nós numa sociedade onde as pessoas adoram escudar-se no anonimato da internet e dissertar sobre a vida dos outros. Houve gente a dar a entender que as palavras da blogger perdem sentindo porque tem dinheiro. Ou seja, que se não fosse a sua conta bancária ela não conseguiria ser feliz. (Isto para vos dar uma ideia de forma resumida...)

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(Imagem aqui)

Agora digam-me... Isto é ou não é um problema de interpretação? É que andam todos a ver coisas que não estão lá.

Por uma pessoa brincar com o facto dos miúdos serem chatos e não pararem um minuto sossegados na praia já é um monstro que odeia crianças?

 E alguém que tem uma vida desafogada, (porque trabalhou para isso!), não pode dizer que seria feliz com o seu marido independentemente das circunstâncias? Uma pessoa que até admite, ao longo do seu texto, ter tido sorte na vida?!

 

Desculpem-me, mas eu acho que ou andamos todos a interpretar muito mal, ou andamos todos muito ressabiados com as nossas vidas e, por isso, descontamos nos outros. 

Seja qual for a verdade, acho que é triste. 

No meu coração cabe o mar

25.07.18 | C.S.

No meu coração cabe o mar.

E no mar cabem as dúvidas e as certezas.

Os dias cinzentos e os dias coloridos.

Os dias planeados e os espontâneos. 

No meu coração cabe o mar.

E também a sua força.

E jovialidade.

E imprevisibilidade.

No meu coração cabe o mar.

E também a sua ira.

E a calmaria após a tempestade. 

No meu coração certamente que cabe o mar. 

E os teus sonhos.

E os meus. 

E o que somos. 

Em mim cabe sempre o mar. 

E nele caibo eu. 

E os meus eus futuros. 

E tu. 

No meu mar caberás sempre tu. 

 

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 (foto minha)

 

Parece que o há mar em mim vai voltar ao ativo. Ou pelo menos tentar... 

Cádiz, uma cidade cheia de vida

04.07.18 | C.S.

Tenho de confessar. Vocês surpreenderam-me. Mais uma vez. 

Com um post de final de tarde, nunca pensei que passasse por cá tanta gente. 

Ontem deram-me carinho e hoje tenho de vos retribuir. 

Por isso, venho falar-vos de Cádiz, cidade que visitei no primeiro fim-de-semana de junho. 

 

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Eu e o A. quisemos fazer uma escapadinha para sair da rotina. Ir a um lugar onde nunca tivéssemos estado. E Espanha é aqui já ao lado. E eu adoro Espanha e ele também. Em vez de rumarmos a norte, rumamos a este. Que de Portimão a Espanha é sempre a direito.

 

Não íamos com grandes expectativas. Parámos em Sevilha para almoçar e matar saudades, depois prosseguimos caminho. 

O tempo estava ventoso e fresco e impediu-nos de fazer praia, por isso tivemos mais tempo para percorrer a cidade a pé. Viver o reboliço e a alegria que só as cidades espanholas têm. E Cádiz não é exceção. Era fim-de-semana e a cidade sai à rua. Há alegria, descontração e ambiente familiar e nós sentímo-nos bem. Em casa.

Cádiz tem ótimos restaurantes. Comemos tapas maravilhosas num restaurante chamado La Candela (que eu recomendo vivamente!) e do qual saímos de sorriso de orelha a orelha. 

Fomos à famosa praia de La Caleta e rendemo-nos à beleza da Catedral Gaditana

Foi um fim-de-semana bem aproveitado e que passou demasiado rápido. Mas quando é bom é sempre assim, como vocês tão bem sabem... 

 

E agora deixo-vos com umas fotos.

 

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 (Todas as fotos foram tiradas por mim e podem vê-las também no instagram)

Este blog que é totalmente dispensável...

03.07.18 | C.S.

A medida do tempo é aquela que nós queremos. 

Ou a que percecionamos. 

Quase um mês pode ser muito pouco.

Quase um mês pode ser uma eternidade. 

 

Há quase um mês que não tem havido mar em mim. 

Tem-me escapado por entre os dedos. 

O cansaço acumulado tem-me entorpecido as ideias e ampliado a preguiça de aqui vir. 

Os dias têm-se passado. 

Umas vezes com mais para contar que outras. Mas maioritariamente tenho sentido que este blog é dispensável. 

Talvez ainda não para mim. Mas é. E, no entanto, ontem tive 42 visualizações. Quase um mês depois de inatividade ainda há quem passe por cá. 

E duas pessoas já me perguntaram quando volto. E se volto. 

 

E quase um mês volvido, eu sinto que não consigo dizer adeus. Nem sequer um até já. 

O mar que há em mim é, neste momento, um pequenino rio. Mas ainda flui. 

Não me parece que seja desta que seque...

 

Até...

 

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