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há mar em mim

há mar em mim

Pequenos prazeres

15.11.18 | C.S.

Às quintas-feiras, de manhã, não dou aulas. Aproveito sempre para fazer materiais ou corrigir testes ou justificar faltas ou planear aulas fazer tudo isso. E o tempo nunca chega. Há sempre coisas em falta. Há sempre um prazo a cumprir.

Mas hoje tive uma consulta, nada de especial, rotina. No entanto, decidi dar -me a um pequeno luxo. Tirar o resto da manhã para mim. Vir contemplar o mar, beber o café que adoro acompanhado de um pastel de nata. Ler um pouco.

 É ou não é fácil ser feliz? É. Para mim é. O barulho do mar, um café, um livro e amor. 

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Feliz quinta-feira, gente gira!

Coisas em que acreditávamos na infância

14.11.18 | C.S.

Bom dia!...

Como estão? 

Hoje, nas Manhãs da Rádio Comercial, estavam a pedir para recordar coisas em que acreditávamos em crianças, aquelas coisas que só a inocência dos primeiros anos nos leva a acreditar, e eu fiquei com vontade de vir aqui partilhar este tema convosco. 

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(Imagem aqui)

Cá vai...

Quando eu era criança acreditava que se o ecrã da TV se partisse do outro lado estariam as pessoas a representar aquilo que era transmitido. (Ahahahah...) 

 

Também acreditava no Pai Natal, acreditei até que o professor de E.M.R.C. (vulgo moral), na escola primária, decidiu acabar com a minha fantasia e de uma forma algo cruel. Mas sabem que mais? Não resultou como ele queria. De certa forma, continuo a acreditar no Pai Natal, na magia desta quadra que, para mim, é a mais especial das festas, pois é a que aproxima as pessoas e aquece os corações. 

 

Acreditei também na Cuca, uma espécie de Bicho Papão que a minha mãe inventou. Não fiquei traumatizada com a Cuca, até porque não me lembro de me aterrorizarem com esta figura, mas sei que às vezes se fazia referência a ela. Na minha cabeça era uma velha malvada que levava as crianças que se comportavam mal. 

 

A minha irmã, que é mais nova que eu, acreditava que, quando a TV era a preto e branco, as pessoas, no mundo real, também se viam a preto e branco. Quando ela me disse isto foi uma delícia. O que eu ri... 

 

E vocês? Tiveram crenças engraçadas? 

Partilhem comigo a vossa inocência. 

Boa quarta-feira!

"A lei hoje permite..." ou coisas estúpidas que ouço logo pela manhã

12.11.18 | C.S.

Sou benfiquista. Já liguei muito ao futebol, mas hoje não sei praticamente nada do que se passa. E não, não é por o Benfica andar a perder uns jogos. Não é de agora que me desliguei desta realidade que movimenta milhões de pessoas. 

Faz mais de 10 anos que a minha paixão pelo futebol foi esmorecendo. Deixei de acompanhar aos poucos e hoje pouco ou nada sei. 

E o que sei é isto:

- Sei quando o Benfica é campeão e sei que o ano passado não o conseguiu ser.

- Sei que o Portimonense está na 1ª liga.

- Sei que o Sporting há uma data de anos que não ganha um campeonato.

- Sei que o Porto foi campeão o ano passado.

- Sei que o Sporting teve um presidente fanático. Obcecado com o Benfica e que quase afundou o Sporting. E sei que este presidente é suspeito de engendrar e/ou colaborar com um plano de violência gratuita que visou os jogadores do Sporting e o seu treinador. 

- Sei que o futebol movimenta paixões, na mesma medida que movimenta milhões e milhões de euros.

- Sei que se dá demasiada importância a este desporto. 

E hoje, quando ia no carro, a caminho do meu local de trabalho ouço que Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, foi detido e, em seguida, ouvem-se declarações do seu advogado: 

A lei hoje permite detenções à noite, o que não era sequer possível no Salazarismo. E permite, portanto, estes abusos extraordinários de pretensas diligências, que são objetivamente atuações infamantes, aviltantes e vexatórias. 

 

(ver a partir do segundo 29)

 

Ora, porque estou eu aqui com este palavreado todo? Porque estas declarações não me saíram da cabeça todo o dia. Incomoda-me que o Sr. Advogado ache que não podem ser feitas detenções à noite e tenha invocado o regime ditatorial como exemplo de defesa desta sua ideia. 

Os crimes podem ser praticados à noite, mas as detenções não? 

O suspeito estava a celebrar o S. Martinho e por isso deveriam ter-lhe ligado a questionar quando lhe dava mais jeito a detenção?

Deverá a GNR e a PSP fechar os postos durante a noite, uma vez que os hipotéticos criminosos não devem ser incomodados entre as 18h e as 7h? 

Estou cansada do futebol e dos disparates que associados a ele surgem, mas sobretudo estou farta de que neste país ganhe destaque, que é como quem diz cargos com poder, gente sem princípios e com valores e ideais duvidosos.

Por isso, sim, eu fico mais descansada se continuarem a fazer detenções à noite, ao pequeno-almoço, na Páscoa ou Noite de Consoada...

O que não queremos é que continue a haver impunidade para gente que tem dinheiro para a pagar. Que haja justiça! Que sejam detidos, bem julgados e que se cumpram as penas, caso sejam confirmados como culpados. 

É o tempo que nos faz

12.11.18 | C.S.

O tempo é, para mim, um dos grandes mistérios do universo. 

Não é palpável. Muitas vezes não o sentimos e, no entanto, se olharmos com atenção conseguimos vê-lo.

Este fim-de-semana que passou vi O Tempo.

Vi-O.

Vi-o claramente. 

Pude observar a forma como ele passa por nós. Impiedoso. Acutilante. 

Vi-o nas rugas da minha mãe. 

Estava nos cabelos brancos do meu pai.

Transformou a minha irmã. Já não é a menina de quem tenho de cuidar. É agora outra coisa. Quase adulta, acho. Feliz, espero. 

Estava em casa dos meus sogros. Quase disfarçado. Mergulhando tudo numa espécie de decadência. 

Mostrou-se evidente nos meus primos... Nos de 5, 11, 21 e 40 anos. 

E quando o vi na minha sobrinha quase lhe implorei que andasse devagarinho. Que a deixe ser menina, inocente e feliz sempre. 

Muitas vezes não sei o que o tempo fez comigo. 

Sei que me moldou. 

Porque não para. 

Não volta.

Não se arrepende. 

O tempo que nos trespassa e repassa.

E corre. A um ritmo perfeito e só seu, que ninguém consegue acompanhar. 

O tempo que se ri de nós. 

Ano, após ano, na sua eternidade. 

Ri. Brinca. Faz o que quer. 

Deixa-nos viver.

Mas de vez em quando exibe-se.

Olha-nos nos olhos, só para nos lembrar que anda por aqui. 

Lembra-nos que, ao contrário de nós, é imortal. 

Que nós não temos tempo a perder.

(Imagem aqui)

 

Uma nova funcionalidade do SapoBlogs

09.11.18 | C.S.

O há mar em mim está a testar uma nova funcionalidade que o SapoBlogs poderá vir a disponibilizar em todos os blogs em breve, por isso queria pedir a vossa colaboração. 

Associei-me a este novo experimento porque me parece uma funcionalidade divertida e que poderá vir a permitir maior feedback para nos nossos posts. Porquê? Porque não necessita de nenhum tipo de login e não consome quase tempo nenhum ao leitor, trata-se de classificar com um emoji-sapinho o post

 

O que acham? 

Parece-vos útil? Divertido? 

Escolhiam outros emojis para se expressarem?

Não se acanhem e contem-me tudo! 

 

Deixo-vos uma imagem do post de quarta-feira, foi o primeiro dia em que a opção esteve ativa. 

 

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A feira

08.11.18 | C.S.

Ardem-me os olhos. Estão cansados. 

É quase hora de ir para a cama. 

Mas há ruído. 

Ouço o barulho da feira daqui. 

Parece-me estranho uma feira em novembro. 

Cresci num local onde só há feira quando vem o bom tempo. Final de junho.

Vivo aqui há 3 anos e ainda não me habituei a esta. 

Nunca a vi, só a oiço. 

O barulho parece não combinar com o anoitecer às 18h ou o frio. 

Na feira da minha infância havia luz do dia até às 21h. Havia a leveza das mangas curtas e o fresco da noite que sucede ao calor das tardes de junho no alentejo. Havia os gelados e a certeza de que na manhã seguinte não era dia de escola, porque a feira chegava na altura certa, como uma celebração perfeita do fim das aulas e do início das férias grandes. 

A feira que se chama de S. João, mas que dura para lá do S. Pedro, aquele que confere o feriado do município, era local de encontros garantidos, poucos inesperados, uma vez que toda a cidade converge para o mesmo ponto. 

Havia alegria, música, gargalhadas, carroceis, farturas, luzes, cheiro a cerveja, a frango e a polvo assado na brasa.

Ia-se à feira em família. Encontravam-se os amigos. Ponha-se a conversa em dia.

Éramos felizes ali. Na feira. Em junho. Era simples ser feliz.

Esta não me faz feliz. 

Esta não é minha.

Esta é só um barulho chato que me atrasa o sono.

E nada mais. 

(Imagem aqui)

Espreitar o futuro? Não, obrigada.

07.11.18 | C.S.

Se te deixassem espreitar o futuro querias saber o que ele tem guardado para ti?

 

Um dia destes eu e o A. debatíamos esta questão. Ele foi perentório ao afirmar que não queria saber. Eu ponderei. Acabei por dizer que provavelmente também não espreitaria, mas ponderei. É que eu sou tremendamente curiosa, mas a verdade é que um vislumbre do futuro poderia fazer com que deixássemos de ter um propósito. Um motivo para sairmos da cama. 

E se o que descobríssemos não nos agradasse? 

Ou se nos agradasse por inteiro? 

Se nos mostrasse algo que não queríamos ver, com certeza que o quereríamos alterar. E se não fosse possível? Como encararíamos a vida sabendo que o que nos espera no futuro é uma tremenda desilusão?

Por outro lado, se o que vislumbrássemos fosse uma espécie de sonho tornado realidade não poderíamos cair no erro de dá-lo como garantido? Não deixaríamos de nos esforçar? Que implicações teria tal comportamento?

 

Pensando bem, o desconhecimento acaba por nos dar mais motivação, torna-nos a vida mais leve.

Fernando Pessoa tinha razão:

Ah, poder ser tu, sendo eu!

Ter a tua alegre inconsciência,

E a consciência disso! Ó céu!

Ó campo! Ó canção! A ciência

 

Pesa tanto e a vida é tão breve!

Entrai por mim dentro! Tornai

Minha alma a vossa sombra leve!

Depois, levando-me, passai!

 

 (Imagem aqui)

 

 

Concordam?

Qual é a vossa opinião? 

Espreitavam?

Atualização de sexta-feira

02.11.18 | C.S.

Estou aqui na hora de almoço e lembrei-me de passar por cá. 

Como estão? 

 

Esta semana não fui muito presente. 

A inspiração tem andado nublada. Como o tempo.

As palavras têm ficado presas nas pontas dos dedos e não tenho conseguido soltá-las. 

Os dias têm-se passado entre os afazeres obrigatórios e uma ou outra atividade mais prazerosa. Para dar brilho à vida. 

Sinto o Natal a aproximar-se lentamente. Sorrio-lhe. Gosto sempre de sentí-lo por perto. 

Ainda não comi castanhas, mas já ouvi dizer que não estão grande coisa. Não sei se é verdade. 

Já fiz a mudança das roupas. Tarefa enfadonha que chega sempre com as novas estações, mas que nos ajuda a filtrar. 

Compreendi que tenho de fazer um investimento em blusas de inverno. Veremos...

E tenho sonhado com um fim-de-semana em que me vou escapar... Que emoção!

Não tenho planos para novembro. Gosto de ir ao sabor da corrente. 

Quero fazer duas ou três coisas este mês e ser maioritariamente feliz. 

Como sempre quero. 

Acho que é essa a meta da minha vida:

ser maioritariamente feliz!

(Imagem aqui)