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há mar em mim

há mar em mim

À segunda recomeçamos...

29.04.19 | C.S.

Hoje foi dia de voltar ao trabalho.

A viagem a Marraquexe terminou na madrugada de domingo e eu hei de falar-vos dela. Mas não hoje, que ainda a estou a processar. Tal como ainda estou a processar o episódio de ontem de Game Of Thrones. Que série... Que genialidade!

Mas hoje é dia de voltar ao trabalho, às rotinas, às obrigações... Espero que este regresso não me consuma todo o tempo e me volte a afastar daqui por tempo indeterminado. Espero. 

Quero tanto ter mais tempo para mim.

Tempo para respirar.

Tempo para sentir que não sou consumida pelo meu trabalho. 

Porque eu sou mais do que a profissão que exerço. 

Somos todos.  

 

Espero que a vossa segunda esteja a ser boa. 

Até breve...

 

Fiquem com esta:

 

Fui...

23.04.19 | C.S.

Bom dia!

Como estão?

À hora que estão a ler isto, (se lerem quando eu publicar), encontro-me a caminho de Marrequexe. É a primeira vez que vou para um destino cuja cultura é tão diferente da nossa, (e aqui tão perto, não é?), que é o mesmo que dizer que é a primeira vez que saio da Europa. 

Levo na bagagem muita expetativa e uma vontade enorme de absorver aquela cultura tão rica. Depois conto-vos tudo...

Entretanto, podem acompanhar um pouco a minha viagem aqui

(Imagem aqui)

 

Sejam felizes, que eu vou procurar fazer o mesmo. 

#8 Traçados dos dias

18.04.19 | C.S.

E parece que mesmo com tanta polémica e desgraça o tempo não cede. Ele corre independentemente das nossas loucuras. Estamos à beira de um feriado. Espero, sinceramente, que as pessoas furiosas, com tudo e todos, usem estes dias para aprenderem a ser um pouco mais relaxadas. A sério. Tanta amargura faz mal. 

 

Eu vou passar a Páscoa em casa, com o A., e depois iremos uns dias a Marraquexe. Estamos a precisar de uma pausa. Vamos para Marraquexe absorver outra cultura, cheiros, cores e sabores. Um caos ordenado, naquela que dizem ser uma das cidades mais autenticas de Marrocos.

Será a nossa primeira vez neste país e aceito qualquer dica que me queiram dar. 

(Imagem aqui)

 

Até lá o meu plano é aproveitar estes dias sem trabalho para descansar bastante, porque este 2019 tem passado a correr e eu não o tenho estado a aproveitar como deve ser. O tempo tem-me fugido. Tenho andado consumida em trabalho e agora quero redimir-me. Dormir. Parar para fazer o que gosto. Inspirar e expirar, simplesmente, sem pressões, sem prazos, sem a sensação da corda ao pescoço ou o tapete que nos pode ser puxado a qualquer momento. Sim, vou aproveitar estes dias para estar presente. Presente para mim própria. 

 

Deixo-vos com esta música que acho contagiante e que me faz sempre subir o volume. 

 

 

Beijinhos, gente gira!

Diz que o fim está perto, não é?

17.04.19 | C.S.

Bom dia.

Já se prepararam para o fim dos tempos? 

Não?

Como não?!

Parece que quem não atestou o carro ontem, (eu!, por exemplo), está condenado. Vivem-se tempos apocalípticos. Ontem, o cenário nas ruas da minha cidade assemelhava-se a isto:

(Imagem aqui)

 

Pergunto-me... Quantas pessoas que fazem diariamente meia dúzia de km terão ido abastecer os carros? 

Porquê? Porquê, gente? 

Já pensaram que se todos continuássemos com as nossas vidinhas mundanas e insignificantes, muito provavelmente, o combustível não teria acabado? 

Imaginem quanto terão faturado as gasolineiras ontem...

Eu não abasteci, tenho autonomia no carro para cerca de 150km e tenho uma viagem que vai exigir o dobro do combustível dentro de dias. E sabem que mais? Não estou nem aí. Era só o que faltava ter passado horas numa fila para fazer uma coisa que, por acaso, até não gosto nada de fazer e me deixa as mãos a cheirar mal.

Sim, eu sei. É o meu fim. Pois que seja. 

Foi bom partilhar este espaço convosco. Guardar-vos-ei para sempre no meu coração. 

(Imagem aqui)

 

 

A minha opinião é melhor que a tua!

16.04.19 | C.S.

Como foi que o ser humano se tornou tão arrogante? Sempre fomos assim ou a internet, através da segurança de uma comunicação à distância, indireta, está a fazer com que esta nossa faceta se acentue? 

Vivemos num tempo em que a lamentação pela destruição de um monumento histórico e icónico é considerada estúpida por uma fatia da população, que vê a sua voz ganhar ainda mais força quando se recorre à violência verbal para a contestar. Não há lugar a debates de ideias, não se ouvem e contrapõem opiniões. Não. Neste nosso tempo não há lugar para interrogações. Ditam-se certezas. Aponta-se o dedo. Todos querem ter razão, mas ninguém se ouve.

Parece que deixou de haver respeito por uma opinião contrária à nossa. Estamos tão centrados nos nossos próprios umbigos que não queremos admitir que alguém possa discordar de nós. 

(Imagem aqui)

Eu nunca fui a Paris, infelizmente. É uma cidade que está nos meus planos desde sempre, mas essa viagem ainda não se proporcionou, no entanto, ontem, quando vi em direto a Torre da Catedral de Notre-Dame cair arrepiei-me.

Arrepiei-me porque estava a ver um dos monumentos mais importantes da Europa a cair.

Arrepiei-me porque me lembrei de ver em direto as Torres Gémeas, de Nova Iorque, a cair.

Arrepiei-me porque nunca vi a Catedral de Notre-Dame e temi que não pudesse vir a fazê-lo.

Arrepiei-me porque achei simbólico aquele monumento estar a arder num momento em que a Europa parece tão fragilizada. 

A estudante de humanidades que há em mim reagiu àquelas imagens. Contudo, aceito que para outras pessoas aquele momento nada tenha significado. Mas têm essas pessoas direito a ofender-me pelo que senti? Tenho eu motivos para desprezá-las? Não. Não. E não. 

Se há valores que temos de passar às gerações mais novas são o respeito e a empatia, por isso temos a responsabilidade de trabalhá-los diariamente. Não se esqueçam que os miúdos aprendem o que lhes é ensinado, mas também aquilo que veem fazer. Se calhar, está na hora de começarmos todos a olhar para os nossos comportamentos e os comportamentos daqueles que nos são mais próximos e, tentar, começar a corrigir o que está mal. A bem de todos. 

Falemos cara a cara, ouçamos, argumentemos, ripostemos, mas acima de tudo, respeitemo-nos. 

 

 

 

Há mais de um mês que não vinha cá

13.04.19 | C.S.

Espero que não tenham lido o título como uma exclamação, mas sim como uma constatação. 

Efetivamente há mais de um mês que não vinha cá. E vocês não sabem, mas aconteceu tanta coisa e, ao mesmo tempo, está tudo exatamente na mesma. Acho que não vos consigo traduzir para palavras o que isto quer dizer, até porque nem eu sei bem. 

Mas afinal o que é que aconteceu este mês?

- eu e o A. ponderámos mudar de cidade (Portimão -> Lisboa);

- vendemos um carro e comprámos outro (o nosso carro secundário, digamos assim, que era de 2001 e agora é de 2003);

- estivemos para desistir da viagem a Marraquexe que faremos dentro de uns dias;

- começámos a pensar nas férias de agosto (Malta, Creta, Croácia, Tenerife, Sardenha... ?);

- eu andei com tonturas durante mais de uma semana, resultado de uma inflamação no ouvido interno (e de stress, diria eu...);

- tive um mês de trabalho extenuante;

- abriu o concurso de professores 2019/2010;

- esperei ansiosamente, como boa fã que sou, pela 8ª temporada de GOT;

- comecei a ver Friends (outra vez) na Netflix;

- tive muitas saudades de vir aqui e, ao mesmo tempo, vontade nenhuma. 

 

Quando anda muita coisa a acontecer, estranhamente, diria eu, em vez de sentir necessidade de vir cá partilhar, sinto necessidade de refúgio. A sensação que tenho é que tendo a esconder -me numa carapaça. Enfim... Cada um com as suas. 

(Imagem aqui)

Mas hoje quis vir cá. Quis mesmo. Mas antes apeteceu-me dar uma arrumadela aqui ao blog, abrir as janelas, deixar a luz entrar. Já viram como está mais azul o mar? 

 

Agora... Contem-me coisas. Atualizem-me. Digam-me se já visitaram algum daqueles sítios que referi acima, se sim, falem-me das vossas experiências.

Vamos lá!...

Chegou a vossa vez de partilhar comigo. 

 

Tenham um sábado iluminado.