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há mar em mim

há mar em mim

Aí está o outono

24.09.19 | C.S.

Aí está o outono. Gosto desta estação. Mas eu sou rapariga para encontrar beleza em todas elas. 

Mas gosto do outono, dizia eu. Gosto das manhãs frescas, de fazer uma pausa à porta do prédio e inspirar aquele ar frio. Gosto das cores que se vão alterando quase sem notarmos e quando damos por isso já se instalaram. E que bonitas que são. Gosto dos pijamas de manga comprida e das chávenas de chá esquecidas até então. Gosto dos finais dos dias e da luz que nos trazem. 

Gosto da decadência que o outono nos traz. Não triste, mas poética.

 

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E só um post rapidinho e egocêntrico antes dos 33

09.09.19 | C.S.

Hoje é o último dia em que tenho 32 anos e apercebo-me que, neste momento, estou totalmente em paz com a minha idade e também com aquilo que sou. Que sorte, não é? Sinto-me grata por isso. Sei o caminho que fiz até aqui e estou orgulhosa dele. 

 

Oxalá chegue aos 50 a achar o mesmo.

 

(O que vos direi em seguida é sobre algo que aconteceu nos últimos meses, contudo, quero deixar claro que, quando digo que estou feliz por estar onde estou não me refiro ao que vou descrever a seguir, mas sim à minha existência. )

 

Em abril, como eu vos contei, comecei a fazer dieta. Podia ser mais uma, mas não é, porque esta é a que está a resultar para mim. Muito. Já perdi 16kg. Estou focada. E já percebi que isto é todo um processo. Estou a ser acompanhada por uma pessoa que é extremamente profissional e dedicada e isso dá-nos força e vontade de continuar nos dias mais cinzentos. 

 

Agora estou na fase em que ando a fazer uma espécie de reeducação alimentar e acho que era mesmo disso que eu precisava. Chegar aqui para compreender. Porque temos de saber o que funciona para nós. Uma das minhas frustrações, no que toca a dietas, era que elas funcionavam nos outros, mas não em mim. Nós temos de conhecer o nosso corpo, compreendê-lo e identificar o que ele precisa, saber que o é de facto essencial. 

 

Falando em essencial... Acho que é fulcral, a bem da nossa sanidade mental, aceitar aquilo que somos e compreender o que nunca seremos. Por mais peso que eu perca eu nunca serei o tipo de pessoa a quem se diz "Que magra que está! Olha para aquelas pernas tão magras!". Não. Porque o meu corpo não é assim. Tenho a estrutura óssea larga. E um metabolismo que parece estar a acordar agora. Mas está tudo bem. Estou a perder peso para me sentir bem e ser mais saudável, mas estou em paz com as minhas formas roliças. Eu tenho uma meta. Chegarei lá. Mas essa meta não é ser magra. A minha meta é ser feliz comigo mesma. 

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Agora deixem-me ir que tenho pouco tempo e muito para fazer. 

 

Em setembro recomeço!

03.09.19 | C.S.

Setembro. Acabaram-se as férias. E digo-o sem qualquer mágoa. Que hoje é dia de recomeçar! E para recomeçar quer-se alegria e entusiasmo, que uma pessoa não deve enfrentar a vida de outra forma. 

Em breve farei um post sobre a viagem que fiz do sul ao Douro e Centro de Portugal. No meu Instagram fui colocando fotos e fazendo alguns stories, podem - e devem! - ir lá espreitar. Mas será aqui que deixarei as minhas emoções e dicas. 

E para vos colocar na expectativa do que aí vem, deixo-vos esta pequena reflexão, que escrevi ontem, acompanhada de foto. 

 

O ser humano nunca será perfeito. E daí? O imperfeito é mais atrativo, no sentido em que não é previsível e a luta pela perfeição mantém-nos atentos.

Não podemos baixar a guarda porque todos os dias recebemos notícias das atrocidades que nós, humanos, somos capazes de fazer. Por isso continuamos a lutar contra os nossos instintos, a lutar por melhores valores, a lutar pelo que acreditamos... A lutar pela perfeição. Que é inatingível. Mas que nos mantém focados. 

O segredo estará em saber que nunca seremos perfeitos, mas que a beleza da vida reside no caminho que traçamos em busca do melhor de nós. 

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As Galerias Imperfeitas foram o que mais me impressionou no Mosteiro da Batalha. Inacabadas, é certo. Mas completamente perfeitas na sua imperfeição. 

 

E agora que já me vieram visitar, vão lá ter um ótimo dia, gente gira!

Eu vou agora para a minha escola nova. O meu novo local de trabalho durante os próximos onze meses. E sinto receio e entusiasmo na mesma medida. Não é tão bela a vida?! Vamos lá!...