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há mar em mim

há mar em mim

Fui renovar o meu passaporte e...

22.01.20 | C.S.

De todas as burocracias que temos de tratar ao longo das nossas vidas esta é a que menos me custa fazer, para ser sincera, quase que a faço com alegria. Porquê? A resposta é óbvia, não é? 

O passaporte representa liberdade, a oportunidade para descobrir todo um mundo novo. Traz-nos também uma certa independência. Muitas vezes olho para o passaporte e penso: És livre de ir onde quiseres, não é este um sentimento libertador? 

Ir. Conhecer novas culturas e novas pessoas. Ir e seres tu própria fora da tua zona de conforto. Ir e lidar com o imprevisto. Ir e descobrir mais, mais sobre ti e mais sobre tudo o que te rodeia. Viajar é isto. 

Viajar é das coisas que mais felicidade me traz, só de pensar no assunto já fico com um sorriso indisfarçável no rosto, e 2020 será o ano em que vou viajar para um dos destinos que consta na minha bucket list. E não, ainda não vos vou dizer qual é. Mas vai ser incrível! 

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(Imagem aqui)

O amor está nos detalhes

21.01.20 | C.S.

O tempo voa. Não tarda fará 5 anos que me casei. 5. A mim ainda me parece que foi ontem que fui escolher o vestido. Por outro lado, assim que sou invadida por este pensamento, os meus botões dizem-me imediatamente: A sério? Ontem? Parece que foi há uma eternidade. 

É engraçado o tempo. A noção que temos dele. Brinca connosco, faz de nós gato-sapato. 

A verdade é que comecei a namorar com o meu marido tinha 21 anos, eu, ele tinha 23. Casei aos 28. E agora já vou com 33. Vivemos juntos há 7. 

A nossa vida traduzida em números. Mas não é nos números que reside a fórmula para isto durar. É nos gestos de ternura. Na sensação de namoro que se mantém. É no bilhete que ele me deixa escrito em cima da mesa da cozinha quando sai para trabalhar mais cedo. É no bolo preferido dele, que lhe compro às vezes, para o surpreender. É nos planos de viagem que fazemos em conjunto. É no entrelaçar dos pés, debaixo da manta do sofá, enquanto vemos as nossas séries. É nos jantares que fazemos fora. É nas mensagens que vamos enviando ao longo do dia. É no olharmos um para o outro antes de adormecer. E, às vezes, também é nas discussões, que rapidamente atiramos para trás das costas. 

O amor está todo nos detalhes. No dia a dia a dois. No cuidar. No querer. Querer muito a outra pessoa e querer muito que o casamento dure, porque enquanto quisermos faremos o que for preciso para o alimentar. E como veem, às vezes, tudo o que é preciso é vermo-nos antes de adormecer. 

(imagem aqui)

Qual é o segredo?

20.01.20 | C.S.

Ontem publiquei na minha conta de instagram exatamente as mesmas linhas que publiquei aqui. E alguém me fez a pergunta que eu também já fiz tantas vezes: Qual é o segredo?.

Eu tentei responder da forma mais honesta possível, ainda assim, não fiquei contente. E aqui estou, porque o blog permite-me dar uma resposta mais extensa.

 

Afinal, qual é o segredo para se conseguir perder 20kg? 

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A verdade é que não há segredo. Não há fórmulas mágicas. Não há truques. Lamento mas é a mais pura verdade. Vou-vos dizer o que o meu treinador do ginásio me disse: É simples. Difícil, mas simples. Para perder peso temos que queimar mais calorias do que aquelas que consumimos. 

Antes de iniciar a dieta eu já treinava, de forma regular, há cerca de um ano, e nesse ano não perdi peso nenhum. Zero. Porquê? Porque eu comia normalmente. E normalmente para mim era só comer porcarias? Não, longe disso, até porque eu já tinha tentado algumas dietas e já tinha consciência de que devia preferir leite magro ao meio gordo, por exemplo. Já sabia que o pão escuro é mais interessante a nível nutricional que o pão branco. Raramente comia fritos e nunca bebia sumos ou refrigerantes. 

E não emagrecia. Porquê? Em primeiro lugar porque o meu metabolismo era suuuper lento. E depois porque consumia muitos mais hidratos de carbono do que aqueles que preciso (pão, massa, arroz, batata...). 

 

Então o que é que eu fiz para começar a perder peso? 

Cheguei a um peso com o qual não me identificava-me minamente e com o qual não estava confortável. Compreendi que tinha de mudar. Que era urgente fazê-lo. Deixei de fazer pesquisas na internet e de ler sobre as mais variadas dietas. Tinha de agir. 

E assim foi. Parei de me lamentar e decidi que tinha de por um ponto final nisto. Procurei uma nutricionista, que me foi recomendada por algumas pessoas que conheço e em quem confio. Conversei com ela, contei-lhe a minha história e como cheguei àquele peso. Traçámos um plano adequado a mim, com o qual me comprometi a 100%. 

Isto foi antes da minha viagem a Marraquexe. Combinámos que após a viagem voltaria lá e daria início à minha mudança. Dito e feito. 

Se custou? Claro que custou. Os primeiros dias são os piores, é verdade, mas depois habituamo-nos e começamos a sentir-nos bem. Começamos a gostar mais do espelho.

Óbvio que durante todo o percurso há sempre dias em que nos apetece muito comer. Comer um pastel de nata. Comer uma empada. Comer uma pizza. E o segredo, aqui, é falarem com a pessoa que vos está a acompanhar. Não guardem as angustias para vocês. Digam o que sentem. Contem-lhe o que vos apetece. De certeza que do outro lado vos darão uma solução. Faz toda a diferença.

E garantam que a(s) pessoa(s) que partilha o dia a dia convosco está 100% dedicada em ajudar-vos. É essencial. Ter quem vos mime e diga que são capazes. Ter alguém que acredita em nós, porque há momentos em que achamos que não somos capazes. Mas somos, claro que somos. E devemos ter alguém que nos lembre disto.

Eu sou uma sortuda. Tenho um super marido. Sempre presente e incansável. 

 

Inicialmente eu queria perder 15kg. Foi o peso que eu e a minha nutricionista achámos ser realista. Depois cheguei aos -15kg e naturalmente continuei o meu percurso, até atingir os -20kg, que é onde me encontro hoje. Se quero ficar por aqui? Não, porque ainda não estou onde quero. Mas estou tranquila. Estou orgulhosa de mim mesma e ciente daquilo que consegui. Isto tem sido um processo de aprendizagem. E descobri que as dietas não dão resultados a todas as pessoas porque todos somos diferentes e cada corpo tem necessidades diferentes, daí a importância de estarmos acompanhados de alguém que estudou para saber como é que isto funciona. Temos de confiar em quem é profissional e menos no Google ou nas redes sociais ou na vizinha... Temos de confiar em nós, também. Sempre. 

 

E o exercício? Continuei a fazer, naturalmente passei de duas vezes por semana para três e só vos posso dizer que gosto cada vez mais de treinar, porque me sinto cada vez melhor e tenho consciência que agora faço tanto que antes não era capaz. Gosto de vir amassada para casa. Essencialmente, gosto da sensação de estar a superar-me. 

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O post ficou enorme, mas tinha de vir aqui dizer-vos que o segredo é querer mudar e trabalhar muito para que isso aconteça. É deixar as calças 48 e passar para umas 42 com o nosso esforço.

O segredo somos nós próprios. 

 

Sobre o que não é

19.01.20 | C.S.

Quando decidi perder peso meti na cabeça que compraria umas jardineiras de ganga e um biquíni novo. 15kg. 15kg e compro as jardineiras. 
Perdi 7kg, 10kg, 14kg, 20kg. 20kg desde abril de 2019. E ainda não comprei as jardineiras. Nem o biquíni. 
Mas há dias fui mostrar umas análises à minha ginecologista e ela disse: "neste momento há zero risco de ter diabetes, na verdade está muito saudável". E eu sorri. Sorri para mim mesma.
Afinal isto não é sobre roupa. 

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As primeiras horas de 2020

17.01.20 | C.S.

No primeiro dia do ano, a praia estava cheia, apesar do frio. Havia sol também, que servia para disfarçar a loucura de quem insistiu que no primeiro de janeiro havia de tomar o primeiro banho de mar. 

Pairava no ar uma sensação de euforia, resquícios da festa que havia terminado há um par de horas. A manhã ia-se construindo entre risos infantis e gritos de guerra, que ficavam subitamente agudos assim que a pele quente entrava em contacto com os 13° graus a que a água do mar se encontrava.

A contrastar com a ânsia humana, que quer sempre mais e melhor todos os anos, os pardais andavam por ali, na sua liberdade inata e roubavam restos de comida da esplanada sobre o mar. 

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Agora sim

14.01.20 | C.S.

Tenho tanto para vos contar e tão pouco tempo.

O mundo explode à nossa volta. Em tarefas e contratempos.

Queria libertar-me das amarras, mas elas teimam em prender-me.

Queria poder ter a liberdade para fazer somente o que me apetecer.

Sonho infantil. 

Ilusão amarga.

Cresce que já é hora.

Baixa os braços. Curva-te.

És nossa agora.

Não vais. Não irás.

Que não te deixam. 

Não te iludas. 

Fica. Senta.

Linda menina. 

Agora obedece. 

Faz como te mandam.

Não te sintas vencida.

Não sintas de todo. 

Existe, simplesmente. 

Agora sim. Agora sim estás onde te queremos.

Agora sim, acabaram-se os devaneios.

Agora sim. 

(Imagem aqui)

#1 Sugestão para o fim de semana: Atypical

10.01.20 | C.S.

Atypical foi a primeira série que comecei a ver em 2020 e gostei tanto que já vi as 3 temporadas. 

(Imagem aqui)

É uma série que todos deveriam ver, na minha opinião, porque aborda a diferença, mostrando-nos que o ser humano é capaz de se superar, com apoio e perseverança. 

Adoro séries que são, efetivamente, sobre pessoas, com problemas reais, com dúvidas, com erros e com vontade de mudar e fazer melhor. Atypical é sobre tudo isso e também sobre um adolescente que está no espectro autista. Mas o que me agrada nesta série é que o foco não está apenas no transtorno de que Sam padece, pois vemos os restantes elementos da sua família a lidar com os mais variados problemas pessoais, que são desde a infidelidade à descoberta da homossexualidade. 

Espero que a Netflix faça uma quarta temporada, uma vez que acredito que ainda há muito por contar sobre a vida destes personagens que me fizeram rir e emocionar na mesma medida. 

 

Fica o trailer.

 

 

 

Tina a Presidenta!

09.01.20 | C.S.

O Instagram está louco. Parece que anda tudo nervoso por lá, parece que todos têm qualquer coisa a dizer, parece que, de repente, já não é o Instagram, mas sim o Facebook. Cruzes, credo, canhoto.

 

Uns são a favor, outros são contra e eu acho que já se devem ter gerado mais reações em torno deste assunto, em Portugal, do que comentários ao conflito E.U.A. - Irão. É o que temos. Já sabem que por cá não é qualquer assuntozinho que cai nas boas graças. 

(Imagem aqui)

 

Ficaram genuinamente admirados com a notícia? Seus ingénuos. Se a Tininha já se havia comparado à Lady Di, porque não haveria de querer o poiso do Ti Marcelo? Eu até acho que ela está a sonhar pequeno, uma vez que um dos príncipes de Inglaterra acaba de deixar um lugar vago. 

 

Uma coisa é certa, não duvido que se a Tina um dia avançar com isto a taxa de abstenção diminui. Disso não duvido. 

 

Mas antes de ir, digam-me cá... Sou só eu que vejo traços da loucura de Daenerys Targaryen nesta hipótese? 

(Imagem aqui)

O há mar em mim faz 3 anos!

09.01.20 | C.S.

1...

2...

3!

(Imagem aqui)

 

E faz hoje 3 anos que eu escrevi o primeiro post no há mar em mim. E, ainda que neste último ano não tenha sido muito consistente na minha vinda cá, não queria deixar de assinalar a data. 

Este espaço é um lugar feliz. Desde o seu início. Compreendo-o agora. 

Criei-o para isso. Porque escrever faz-me mais feliz.

Obrigada a quem anda desse lado. 

Obrigada por virem cá e por acharem que aquilo que escrevo merece uns minutos da vossa atenção e do vosso tempo, esse bem tão precioso. 

3 coisas sobre as quais vos queria ter falado em 2019

08.01.20 | C.S.

 

1. Viagem a Marraquexe

Fui a Marraquexe em abril e nunca vos falei convenientemente dessa viagem. É uma cidade que aconselho a todos, sobretudo, aqueles que, tal como acontecia comigo, ainda não tenham saído da Europa. É um destino que está aqui tão próximo, mas que culturalmente é tão diferente do nosso. 

Marraquexe é cor, é calor, é confusão, mas também tranquilidade. Encontramos um contraste muito grande entre as ruas cheias de comércio e gente e os jardins, que parecem retiros. 

 

Há coisas que vi em Marraquexe e que jamais esquecerei: as cores; a diversidade cultural das pessoas que por lá passeiam; o trânsito meio caótico; o sumo de laranja; uma bicicleta carregada de cabeças de carneiro a pingarem sangue; um grupo de senhoras a almoçar de cócoras no meio da rua (comiam à mão os seus couscous); um mercado de frutas e legumes às portas da Medina onde a fruta cheirava deliciosamente; as chamadas para a oração (que se ouvem por toda a cidade); a Jemaa el Fna, onde me senti desconfortável com as cobras e os macacos acorrentados, e por onde, provavelmente, terei passeado menos do que deveria; as compras, Marraquexe é uma cidade onde apetece gastar dinheiro e onde querem muito que vocês gastem dinheiro e, por isso, é preciso cuidado, sob pena de regressarem com muito mais do que aquilo que haviam planeado. 

Se vale a pena? Vale. Muito. 

 

2. O final de Game of Thrones

Game of Thrones continua a ser, para mim, a melhor série. Posto isto, devo dizer-vos que vivi a última temporada de forma muito intensa. Vi os seis episódios finais à hora que estreavam, ou seja, nas madrugadas de segunda, entre abril e maio. Se isto não é amor, não sei o que será, até porque segunda, às 9h, eu já tinha de estar numa sala de aulas a pregar às criancinhas. 

Voltava a ver o episódio na segunda à noite, mais calma. Todos os episódios tiveram coisas de que gostei e o segundo foi mesmo o meu preferido, acho que nesse não mexia em nada.

Durante os seis episódios, emocionei-me, temi pela vida dos meus personagens preferidos, assustei-me e surpreendi-me e, no entanto, a 8ª temporada de Game of Thrones foi uma desilusão. Porque era uma grande história e uma história assim precisa de ser tratada com cuidado no final, não deveria ter incongruências, nem mesmo copos. Entristece-me, de certa forma, que a melhor série de todas tenha terminado de forma tão cinzenta, com tanta crítica negativa. E mesmo isso demonstrou a dimensão que esta história ganhou, se fosse apenas mais uma não teria gerado a onda de críticas de que foi alvo. 

Eu custei a superar o fim, confesso. Não assinei nenhuma petição - a ideia pareceu-me bastante parva - mas andei uns meses em que não vi nada em concreto, parecia que estava ali um vazio. Provavelmente vocês também o sentiram... Não? Digam-me que sim, por favor. 

Para quem se sentir nostálgico, fica aqui um vídeo. 

 

3. O concerto de Ed Sheeran na Luz

No dia 1 de junho de 2019 eu estive na Luz com a minha irmã. Cantámos e dançámos muito. Fomos felizes. Assim que entrámos no estádio rapidamente esquecemos que escolhemos a pior porta para entrar, que esperámos mais de uma hora e meia, sob um sol abrasador, sem ser possível movermo-nos para a frente ou para trás, enquanto noutros pontos as pessoas entravam sem qualquer tipo de problema. 

Lembro-me que Ed Sheeran começou o concerto obedecendo à sua pontualidade britânica e sozinho, com a sua guitarra, conseguiu deslumbrar cerca de 60000 pessoas. Foi extraordinário. 

A tour Divide teve o poder de multiplicar a alegria de todos os que foram a este concerto. Sem dúvida, uma noite para recordar.

(Deixo-vos duas fotos que tirei com o meu telemóvel, não tenho muitas, porque eu prefiro passar os concertos a vivê-los realmente e não a gravá-los.)