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há mar em mim

25
Out18

Sobre o programa da sic (que eu não vi!)

C.S.

É verdade. Vou emitir opinião sem ter visto o programa. Shame on me!

 (Imagem aqui)

Não vi o programa da sic, mas já havia esbarrado, há uns tempos, com a versão australiana, (creio...), na sic mulher. Vi uns 10/15 minutos e percebi que se tratava de um programa onde duas pessoas casavam, vamos dizer de livre vontade, sem se conhecerem. Bonito...

Há quem fale do casamento como um contrato celebrado entre duas pessoas, pois na minha opinião este programa é uma Ode a isso mesmo. Duas pessoas, a troco de dinheiro e exposição, celebram um contrato, tendo por testemunhas todo e qualquer espetador que não tenha nada melhor para fazer num domingo à noite.

Tenho de dizer-vos que, como romântica que sou, acho este programa uma aberração, uma vulgarização do casamento e um total descrédito de algo tão bonito e puro como é o amor. 

Não é só o facto de eu ter assistido a todas as comédias românticas com a Julia Roberts que me levam a abominar que o serviço televisivo dos nossos dias ache por bem reavivar o conceito dos casamentos arranjados, é também a ideia de que este programa será mais um mau exemplo para os jovens, que cada vez dão menos crédito a valores essenciais como o respeito, o companheirismo, a empatia... 

O casamento, (quem diz o casamento, diz união de facto ou o que lhe queiram chamar...), deveria ser um passo ponderado e assente na ideia de que a pessoa que escolhemos para partilhar a nossa vida é a certa, é aquela com quem queremos partilhar as coisas boas, mas também as más. Alguém em quem devemos confiar sem hesitações. A pessoa com quem ansiamos falar após um dia de trabalho esgotante. A pessoa com quem queremos partilhar os nossos sonhos. 

Eu acredito que a paixão à primeira vista existe, mas o amor necessita de trabalho, de conhecimento, de namoro. Este programa salta a fase do namoro e saltar a fase do namoro é saltar uma fase essencial e tão bonita das nossas vidas. O namoro é feito de descoberta e de entrega, porque amar dá trabalho, requer paciência e muito carinho, dedicação e mimo. Já escrevia o Camões:

Tu só, tu, puro Amor, com força crua

Que os corações humanos tanto obriga,

(...)

 

 

 

 

20
Mar18

O que mais me comove no mundo

C.S.

O que mais me comove no mundo é o amor.

Em todas as suas formas. 

Por mais ingénuo e banal que possa ser este pensamento, é genuíno. 

O amor não se gasta. 

É absolutamente intemporal.

Pensem nos romances que sobre ele já se escreveram.

Nos filmes que o retrataram. 

Nas canções que o imortalizaram. 

O amor é o combustível do ser humano.

O que nos move.

Cada dia. Todos os dias.

Vivemos para amar, porque não sobrevivemos sem amor. 

Somos dependentes de amor desde o primeiro momento em que começamos a existir. 

E à medida em que nos vamos desenvolvendo, também a nossa capacidade de amar vai sendo aumentada. 

Moldada.

Até que começa a ser expressada.

Sem amor só restaria atrocidade no mundo. 

Se não amasse, a raça humana já teria sido extinta há muito. 

E o mais maravilhoso e assombroso, tudo de uma só rajada, é que nós conseguimos ensinar a amar. 

O ser humano, que é capaz das mais pavorosas ações, possuí a grandiosa capacidade de instruir para o amor. 

Nós conseguimos curar-nos.

Assim o desejemos.

Amando. 

Tão simples amar!

Tão complexo como amar...

Amando!

Curando.

Amando em nós. 

Amando por nós.

Amando para nós.

 

O que mais me comove no mundo é, sem dúvida, o amor...

 

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(Imagem aqui)

 

14
Dez17

A magia do Pai Natal (memórias da minha infância)

C.S.

Era dezembro. Início talvez. E eu fui com a minha mãe espreitar uma pequena loja de brinquedos que havia no meu bairro. 

 

Nunca compreendi como é que aquela loja surgiu ali. Quem foi o iluminado que achou que uma loja de brinquedos poderia ter futuro num bairro como o meu (um dia falo-vos do meu bairro). Não sei quanto tempo de vida teve essa loja, mas sei que foi um tempo feliz para mim. Podia entrar e ver, se a minha mãe me levasse. E ver já era sonhar.

 

Era dezembro e fomos lá. Eu e a minha mãe. Teria uns 6 anos, talvez. Como qualquer criança, vi tudo e gostei de tudo, mas gostei mais ainda de algo que se assemelhava a um computador, daqueles para crianças. O visor tinha uma ranhura onde se colocavam os imensos cartões de jogos que trazia. Era didático e diferente de tudo o que eu tinha visto até então. Era mesmo o que eu queria para o Natal. Mostrei à minha mãe. Ela olhou e disse-me que era muito caro. Demasiado caro. E os meus sonhos caíram por terra. 

 

Sempre soubemos, eu e a minha irmã, que contra o "muito caro" não havia nada a fazer. Fomos acostumadas a saber, desde tenra idade, que a nossa família vivia com as economia contadas. E fomos acostumadas a não tentar argumentar contra o "muito caro". Acho que os meus pais fizeram um ótimo trabalho nesta área. 

 

O tempo passou. Chegou o Natal. A noite de Natal foi boa, em família, como deve ser. Jantámos, rimos, trocámos as prendas e, claro, o computadorzinho não chegou.

 

Fui para a cama feliz, como ia sempre no Natal. Mas antes fui deixar o meu sapatinho na cozinha, porque o Pai Natal passava sempre na minha casa. 

 

No dia 25 de dezembro eu acordava sempre muito cedo, por dois motivos: ver se o Pai Natal tinha passado e ver os desenhos animados que davam na tv. No Natal davam desenhos animados alusivos ao Natal e isso era uma alegria tremenda para mim. 

 

Era 25 de dezembro de um ano do início dos anos 90 e eu jamais esquecerei. Na cozinha, em cima do meu minúsculo sapato, estava uma caixa grande. Linda. Bem embrulhada, com um grande laço. 

 

Não sei bem como, mas lá a consegui tirar sozinha, os meus pais ainda dormiam. O meu coração batia descompassadamente, porque o Pai Natal nunca me tinha trazido algo tão grande.

 

Abri sem cuidado, rasguei o papel o mais rápido que pude e ali estava ele. Diante dos meus olhos. O computador da loja de brinquedos! Acho que me faltou o ar... Fui a correr até ao quarto dos meus pais, acordei-os dizendo: 

- Venham ver. Não vão acreditar!!! O Pai Natal deu-me o computador que eu queria!!! Aquele muito caro!!! Mas como é que ele sabia?! Como?! Como é que ele sabia se eu o vi na loja do bairro?!

(Imagem aqui)

E foi assim que eu ia tendo um ataque cardíaco numa manhã fria de Natal. Acho que foi a prenda que mais emoção me causou. E foi incrível! 

 

22
Nov17

Para mim, o Natal começa hoje!

C.S.

Para uns o Natal já começou. Por esta altura já muita gente foi buscar a sua árvore e tratou de enfeitá-la. Há gente que já tem presentes embrulhados e tudo, que eu bem os vejo quando vou às compras, numa luta louca com o papel e a fita-cola naquelas bancadas DIY. 

Outros haverá que nem querem ouvir falar de Natal antes de dia 20 de dezembro, são as pessoas que fazem as compras à última da hora, que amaldiçoam as filas, mas que todos os anos cometem os mesmos erros. 

Temos ainda aquele grupo onde eu penso que a maioria se insere, que é os que começam a pensar no Natal no início de dezembro. Normalmente tratam da decoração da casa no primeiro fim-se-semana do último mês do ano. Pessoalmente, creio que é o que faz mais sentido, ainda que, por uma questão de organização e economias, às vezes, no início do mês doze já tenha algumas prendinhas compradas. 

(Imagem aqui)

 

Contudo, para mim este ano será diferente. O Natal começa hoje. Dia 22 de novembro. Mas já lá vamos...

Vou-vos confessar mais um pormenor sobre a minha pessoa que vocês ainda não sabem: eu ADORO o Natal.

Adoro mesmo. Julgo que não há época mais feliz no ano. Ainda que esteja frio, ainda que seja uma das épocas do ano em que o pico de gripe dispara, ainda que haja sempre quem resmunga que o Natal já não é o que era, ainda que digam que se tornou consumista, ainda que tanta coisa! 

As luzes, as músicas, a árvore, os filmes, o aconchego da nossa casa, as comidas e a família, claro está, toda reunida. O Natal é tudo isto e mais um pouco. É aquela época em que as pessoas amolecem o coração, desaceleram o stress, apreciam o que se passa à sua volta e pensam verdadeiramente nos outros. 

O Natal é dar e também receber. Se damos amor, recebemos amor. As prendas têm apenas a importância que nós queremos. 

E para mim o Natal de 2017 começa hoje porque sei que vou fazer feliz uma das pessoas que mais adoro. Uma pessoa pequenina, que hoje terá a surpresa de saber que vai fazer uma viagem nos próximos dias, que anda a ser planeada há algum tempo, mas da qual ela nem sonha. A minha pequena B. hoje vai ficar de boca aberta quando me vir à porta da sua escolinha. E é assim que começa o Natal para mim, quando ela me der um abraço apertadinho. 

(Imagem aqui)

07
Jul17

Adivinha de final de semana

C.S.

Quem é que se mete num autocarro apinhado de gente, durante três horas, para ir a uma festa de finalistas...do pré-escolar? 

Eu, claro! E tudo por causa desta miúda irresistível...

 

WP_20170413_10_47_59_Pro.jpg

 A minha B. Isto aconteceu:

B: Tia, tenho muito boas notícias para ti.

Eu: Ah sim?! Então, conta lá à tia.

B: Nem vais acreditar... Vai haver uma festa de finalistas na minha escola... EU SOU FINALISTA! E tu estás convidada, és minha convidada. 

 

Como é que se resiste a isto?! Não resiste. ❤❤❤

24
Jun17

Vou só ali...

C.S.

...desligar-me da realidade, já volto.

 (Imagem aqui)

 

Lembram-se que na terça-feira passada, dia 20, vos disse que celebrava o meu 2.º aniversário de casamento?

Nesse dia eu cheguei a casa por volta das 19h e o A. por volta das 21:30h. Já sabíamos que ia ser assim, por isso adiámos as comemorações para este fim de semana.

Estamos algures, perdidos pelo país, a celebrar o amor, o nosso amor. E é tão bom!

Até já!

01
Jun17

Feliz dia da Criança!

C.S.

 

 

WP_20170411_11_36_59_Pro.jpg

 

Tem os olhos grandes e neles apresenta-nos todo o entusiasmo do mundo.

Dá beijinhos que sabem a gelado de chocolate e abraços bem apertados quando lhe chega a vontade.

Do alto dos seus seis anos já tem mais vocabulário que muitos adultos. Não gosta de injustiças, nem de laranja. Mas adora brilhantes e purpurinas, desenhos animados e dança.

A praia é um dos seus lugares felizes, tal como o parque ou o seu quarto.

Fala pelos cotovelos, tem uma imaginação bastante fértil e os pezinhos sensíveis.

Adora brincar e brinca com qualquer coisa, sobretudo se for de dimensão reduzida.

 

A B. é a criança mais feliz que conheço. Que assim continue durante anos a fio.  

 

(Hoje, dia da criança, a rubrica Às quintas viajamos... vai-nos transportar para a adolescência da nossa convidada. Fiquem por aí...)

 

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