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há mar em mim

25
Jan18

Lucky, o filme que me fez comprar um livro

C.S.

Lucky é um filme tocante. Oferece-nos como personagem principal um homem de 90 anos, que vive na sua pacata cidadezinha desértica, dos E.U.A.. Todos os dias cumpre a sua rotina, sem grandes inquietações. Contudo, uma inesperada queda na sua cozinha fá-lo refletir sobre a sua vida e o que o rodeia. São as inquietações de quem sente que está a chegar ao fim da linha. 

Creio que é impossível ver este filme e não refletir sobre a nossa própria existência. De onde vimos e para onde vamos. Como queremos chegar. 

Lucky é um filme sobre uma pessoa comum, que encontra prazer nas pequenas coisas do seu quotidiano. E a certeza de que o fim está próximo deixa-nos uma angústia latente, que compartilhamos com Harry Dean Stanton, o ator que dá vida a este filme, que serviu para Stanton se despedir do público. 

Lucky é ateu, mas alguns fragmentos do filme remetem-nos para a cultura Budista. Por isso, fiquei uns dias a digerir o filme e depois fui comprar este livro:

P_20180119_163942.jpg

 Já o comecei a ler. Creio que é um livro que me deixará mais perguntas que respostas, mas refletir é preciso. Certo? 

 

Tenham uma ótima quinta-feira! 

30
Dez17

Ladrões com muito estilo

C.S.

 (Imagem aqui)

 

Antes das festividades próprias do final do ano, venho aqui deixar-vos uma sugestão. Ladrões com muito estilo é uma comédia que conta a história de três amigos que veem as suas pensões serem-lhes retiradas de um momento para o outro deixando-os num aperto. 

Entretanto, um dos três presencia um aparatoso assalto e é assim que lhes surge uma ideia que poderá mudar o rumo das suas vidas. Isto se forem bem sucedidos, claro está.

O filme divertiu-me imenso. Apresenta-nos como personagens principais três idosos pró-ativos e que se recusam a dar-se por vencidos. É uma comédia capaz de entreter bastante sem cair em clichés. 

Aconselho vivamente. 

27
Dez17

Fugiram de Casa de Seus Pais, na RTP1

C.S.

Fugiram de Casa de Seus Pais é o mais recente projeto de Bruno Nogueira que se une a Miguel Esteves Cardoso numa conversa informal.

(Imagem aqui)

Deparei-me com este programa ontem, por acaso, quando fazia zapping e como são duas personalidades que admiro puxei a conversa para trás, dado que já ia a meio, e fiquei a assistir. Em boa hora o fiz. 

Ficamos com a sensação que estamos a assistir a uma conversa entre amigos, que às fazes poderá parecer absurda, mas que é sempre divertida. Bruno e Miguel falam de "temas", sem guião, e não têm qualquer receio em abordar assuntos que, à primeira vista, possam parecer completamente desprovidos de interesse, sobretudo, se pensarmos que estão a ser abordados na televisão. 

A conversa vai-se desenrolando numa sala, da casa de Miguel Esteves Cardoso, e a certa altura aparece um convidado, sem qualquer anúncio prévio, que se introduz naturalmente no tema que esteja a ser falado. Sem preâmbulos ou agradecimentos.

No primeiro programa que vi, que era o 4.º a ser transmitido pela RTP, a convidada era Capicua, que se entrosou bastante bem com os dois anfitriões. 

Quando o programa terminou estava rendida ao formato e fui ao YouTube ver se estavam por lá os três primeiros programas. E estavam! Os convidados foram, por esta ordem, Gisela João, Nuno Markl e Rodrigo Guedes de Carvalho.

Dos quatro convidados, o que menos gostei foi Gisela João, que foi lamentar-se junto de Bruno Nogueira e Miguel E. Cardoso sobre o facto de estar solteira, os homens não a convidarem para sair ou não ter um homem no sofá para alimentar com os seus cozinhados. Achei a posição da fadista pouco interessante e com ideias, aqui e ali, algo machistas. 

Quantos aos outros convidados, gostei muito de vê-los, mas na minha opinião o programa nem precisava de uma terceira pessoa, pois Bruno e Miguel são capazes de produzir diálogos suficientemente criativos e atrativos para captarem a nossa atenção e nos fazerem soltar uma gargalhada de vez em quando. 

 (Imagem aqui)

Se tiverem oportunidade vejam, garanto-vos que valerá o tempo despendido. 

 

19
Nov17

Sapos do Ano de 2017 - Que grande ideia! Vamos lá votar...

C.S.

Através do blog do João Farinha fiquei a saber desta iniciativa da autora do blog StoneArt Portugal - a Magda Pais . O que vem confirmar que uma pessoa não se pode afastar muito daqui ou corre o risco de perder excelentes iniciativas/ideias. Vá lá que ainda cheguei a tempo...

 

Aquando dos prémios Blogs do Ano pensei que seria giro se alguém do SapoBlogs lançasse uma votação aqui para a malta do bairro. Mas giro, giro foi descobrir que a Magda passou à ação e está a organizar esta excelente iniciativa. Vão ao post dela e digam quem são os vossos nomeados. AQUI.

 

Eu enviei por e-mail, mas vou deixar-vos aqui a minha lista dos blogs em quem depositei o meu voto. Não é segredo e muitos já foram alvo de destaque nas follow fridays. São blogs de pessoas que todos os dias dão o seu contributo para que a blogosfera seja um sítio melhor e mais interessante. 

 

Eis os meus nomeados, (sinto que devia estar de vestido até aos pés para isto... ahahah!), nas diferentes categorias: 

 

- Opinião: Não é que não houvesse Língua Afiada

 

- Humor: HeteroDoméstico Oh por favorHipster Chique

 

- Moda: O blog da Kat

 

- Música: Músicas que fazem vibrar a alma

 

- Fotografia: João Freitas Farinha - Fotografia

 

- Comida: Para Jantar e Marmitar

 

- Generalista: Ouiosque da JoanaJust Smile Desabafos da Mula

05
Set17

Gifted - O filme que vi no fim-de-semana

C.S.

 (Imagem aqui)

 

Este filme conta-nos a história de uma menina de sete anos, órfã de mãe e com um  pai completamente ausente, sobredotada e que se encontra aos cuidados do tio. Ele irá disputar a custódia da sobrinha, em tribunal, contra a sua própria mãe, avó da criança.

É um filme de afetos e de ralações familiares complicadas, ao qual é impossível ficar indiferente. O tio da menina vê-se numa tremenda luta, entre fazer o que acha que é melhor para a criança, dadas as suas capacidades, ceder à pressão da sua própria mãe ou seguir o seu coração.

Não sendo o melhor filme do mundo, pois a história não é completamente original, creio que merece ver visto e que o desempenho da pequena Mckenna Grace deve ser apreciado.

 

Se ficarem com interesse em vê-lo, aconselho-vos a ter por perto uns lencinhos, já que eu fui completamente apanhada desprevenida. (Podem dar-me um desconto? É que eu tenho uma sobrinha de idade próxima à pequena estrela do filme...).

 

Tenham uma excelente terça-feira! Dizem que hoje há novidades para os professores deste país, vamos lá ver se é verdade... Torçam por mim!

16
Jul17

23. Coisas maravilhosas que o meu (pouco) dinheiro não pode pagar

C.S.

Bom dia e um ótimo domingo!

 

Como estão?

Ontem não andei por cá, mas hoje vim trazer-vos as coisinhas maravilhosas do costume. Vamos lá a isto...

 

Desejo n.º 1: Mala Fendi

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 Desejo n.º 2: Sapatos Miguel Vieira

miguelV.jpg

 

 

Desejo n.º 3: Jumpsuit Pedro del Hierro

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Pedro del H1.jpg

 

 

Alguma peça preferida? Contem-me tudo!

Se quiserem ver o início desta rubrica vão aqui.  

Aproveitem bem este domingo solarengo.

 

06
Jul17

Antes do amanhecer/pôr-do-sol/meia-noite

C.S.

(Imagem aqui)

 

Quando saiu Antes da Meia-noite ouvi falar desta trilogia pela primeira vez. Fui investigar e constatei que o primeiro filme era de 1995, o segundo de 2004 e o terceiro e último de 2013. Três filmes. Dois atores. Três países europeus como cenário.

Fiquei curiosa e no passado fim de semana quis ver o primeiro. O que é que sucedeu?

Sucedeu que eu estava sozinha em casa e quando terminei de ver o primeiro filme apoderou-se de mim o mesmo impulso que me assola com alguns livros, o impulso de "Eu tenho e preciso de saber como é que isto acaba!".

Conclusão: vi a trilogia de uma assentada. E adorei...

O que é que estes filmes têm de especial? Diálogos envolventes e dois atores que nos cativam. É que não há nada mais. O guarda-roupa é sempre o mesmo, ao longo de cada um dos filmes e mesmo os cenários (Viena, Paris e Grécia), ainda que pudessem ser usados para nos distrair da ação principal, não o são, passando um pouco para segundo plano, facto que nos deixa inteiramente livres para absorver a história de Jess e Céline.

Então sobre o que tratam os filmes?

Amor. Descoberta do eu e do outro. Relações. Convicções. Sonhos. Fantasmas passados. Desgostos. Inseguranças. Confiança. Saber arriscar. A verdade é que trata um pouco sobre tudo e sobre nada, porque a vida é mesmo assim, uma constante busca de sentido.

Jess e Céline, o casal que nos envolve na sua história de amor, leva-nos, no primeiro filme, ao amor mais arrebatador, à descoberta e aventura. À paixão. O filme termina e eles deixam-nos completamente rendidos, tal como eles estavam um pelo outro.

No segundo, que talvez seja mesmo o mais romântico dos três, compreendemos como uma pessoa pode afetar a outra durante anos, mesmo que não se voltem a ver. Há neste filme um consolidar de sentimentos, a confirmação de que, independentemente do resto, devem permanecer juntos, porque não se conseguem separar mais. Há o chocar com a realidade e com os "se's" da vida.

no terceiro, vemos os protagonistas enquanto casal, com filhos e mais maduros, colocando a idealização do amor num plano muito mais terreno, dizendo-nos que o amor perfeito não existe, que qualquer casal, por mais apaixonado que esteja, terá os seus problemas, os seus desafios e a questão central será se são capazes de os resolver juntos ou não.

(Imagem aqui)

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