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há mar em mim

23
Dez17

As minhas respostas ao desafio EndlessXmas

C.S.

A convite da Happy aqui estou eu para responder a este desafio natalício.

- Vamos lá... (digo eu, enquanto olho para a minha árvore de Natal e para o meu presépio para me inspirar...)

20790952_6wCPb.png

 

Qual é o teu filme de Natal favorito?

Queridíssimos leitores aqui do estaminé, creio que respondi a essa pergunta aqui. Ora vão lá espreitar... E desculpem qualquer coisinha, sim? 

Tens tradições de Natal?

Creio que todos temos algumas, não? Para além do facto de o Natal não ser Natal sem a belíssima da árvore, posso dizer-vos que ao nível da doçaria não podem faltar as farófias da minha querida mãe, não há outras iguais. 

Farórias não é doce de Natal?! Para mim é, não quero saber. 

Agora a parte pior... Aquela tradição que envergonha um pouco a minha família, mas que é a mais pura verdade... Nós não conseguimos chegar à meia-noite com as prendas embrulhadas. A coisa processa-se mais ou menos assim: jantamos, com muita alegria, conversa e risos; depois a malta ataca forte e feio nos doces; em seguida jogamos a qualquer coisinha, isto se não nos der para cantar e/ou dançar, mas já estamos com um olho nas prendas; até que alguém diz "as crianças têm que se deitar cedo, se calhar, damos já as prendas dos pequeninos...". E pronto, está dado o mote, todos libertamos o Pai Natal que há em nós. Quando isto acaba, normalmente são umas 23:30h e a malta diverte-se o resto do tempo até que o sono chegue...

Doces de Natal favoritos?

Gosto muito dos sonhos, mas como são fritos nunca fazemos.  Para mim o doce de Natal que mais gosto é o tronco de Natal. 

Vela perfumada favorita de inverno?

Maçã e canela, sem dúvida. E muitas vezes não é só no Natal...

Luvas ou cachecol?

Se fosse para a neve seria tudo isso e em mais que uma camada, como não vou fico-me pelo cachecol. 

Lembranças favoritas de Natal?

Mais uma resposta à qual me antecipei. Mais uma vez peço-vos que tenham muita paciência e que vão aqui, sim? Isto se quiserem descobrir a resposta...

Ficas de pijama ou estás a preparar-te para a manhã de Natal?

Querem que eu seja sincera, não é? É esse o objetivo?

Ok. O que eu gosto mesmo é de ficar de pijama, se não for pijama que seja uma roupa confortável e quentinha. Isto, claro está, se tiver em minha casa. 

A tua música de Natal favorita?

Não estraguem a surpresa...

É que eu ando a revelar as minhas músicas de Natal favoritas ao longo dos dias...até ao dia 25. 

Quem é a pessoa, da tua lista, que é mais difícil para fazer as compras de Natal?

Decididamente as prendas dos homens da minha vida: A. e pai. Os homens são uns esquisitos e só gostam de coisas estranhas ou super caras... 

Podes dar os nome de todas as renas do Pai Natal?

Elas são muitas, certo? E a malta só fala na rena Rudolfo... 

Qual o presente mais estranho que tu já fizeste?

Que fiz? Pois...se fosse eu a fazer qualquer coisa ficaria estranha porque não tenho jeitinho nenhum...

Fazes resoluções de Ano Novo e cumpres essas mesmas resoluções?

Faço, claro, no calor do momento e depois, como 99,9% das pessoas, esqueço-me delas... 

O que está no topo da tua lista de Natal?

Viajar está no topo das minhas prioridades, seja em que lista for (depois da família, dos amigos, da saúde e dessas coisas...). 

A tua árvore é verdadeira ou falsa?

É falsa. Gostava que fosse maior do que é, mas pronto...

Tu compras presentes antecipadamente ou esperas pela última hora?

Esqueçam a última hora, é um stress tremendo... 

Onde tu moras cai neve?

Com muito pena minha, não. No Natal queria mesmo que caísse. E depois passava e voltávamos ao verão...

 

OH, OH, OH... FELIZ NATAL!

 

 

Quem quiser participar, esteja à vontade. Sintam-se todos convidados por mim. 

22
Dez17

#4 Uma música de Natal por noite (até dia 25)

C.S.

A música que vos trago hoje é mesmo uma das que mais gosto. Adoro, na verdade!

E porque hoje é sexta-feira e porque acredito que entre hoje e amanhã muita gente andará nas estradas, aqui fica:

 Driving in my car

Driving home for Christmas...

 

Conduzam com cuidado, não se esqueçam. É sempre melhor chegar. 

22
Dez17

Natal cá em casa (e uma ideia de presépio)

C.S.

O ano passado reuni a família, no Natal, em minha casa.

Foi a primeira vez. E foi muito bom.

Tão bom que a minha irmã disse que "foi um dos melhores natais de sempre". 

Este ano repetimos. E já falta pouco...

 

Por isso, venho mostrar-vos uma ideia muito simples e gira (acho eu...) que tive, há dias, para um presépio.

Queria um presépio simples e original e acho que foi isso mesmo que consegui. 

 

Só para o caso de vos faltar alguma decoração de última hora, aqui fica...

 

Precisam de:

- um recipiente de vidro transparente (parecido a um aquário);

- musgo;

- pequenas figurinhas;

- pedrinhas;

- luzes.

 

E combinam tudo, para que fique com este aspeto:

P_20171209_164703.jpg

 

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Gostaram? Acharam boa ideia? Contem-me tudo...

 

(As fotos foram tiradas com o telemóvel, não tem uma qualidade muito boa, desculpem.)

 

19
Dez17

#1 Uma música de Natal por noite (até dia 25)

C.S.

Ontem, mais ou menos a esta hora, partilhei convosco a música de Natal d' Os Azeitonas e gostei de fazê-lo, por isso decidi que até dia 25 de dezembro virei partilhar convosco algumas das minhas músicas de Natal preferidas. Mais ou menos a esta hora...

 

Esta é a de hoje...

 

 

18
Dez17

Uma prenda de Natal antecipada

C.S.

1998

5.º e 6.º anos passados numa escola. Agora o 3.º ciclo. Nova fase. Decido mudar de escola, com a bênção dos pais, já que a nova seria mais próxima de casa. Mas na adolescência, sobretudo nos anos 90, os verões eram longos e davam que pensar. Arrependi-me.

 

- Mãe, afinal já não quero ir para a escola nova.

- Mas porquê, C.S.?

- Porque todos os meus amigos ficaram na escola antiga. Podemos ir mudar a matrícula outra vez?

- Se é o que queres... Seja.

 

E foi. Mas em setembro uma triste surpresa. Escola antiga e já bem conhecida, mas turma nova. 

Fiquei triste. Andei triste uma semana. Passava os intervalos sozinha e as horas de almoço também. 

Foi numa hora de almoço que a minha professora de matemática do 5.º e 6.º anos reparou na minha tristeza. Perguntou-me o que se passava e eu expliquei-lhe. Tive a sorte de ela ser a vice-presidente do conselho executivo da escola, (creio que na altura chamava assim), e de simpatizar comigo. Nessa mesma tarde voltei para a turma que conhecia e onde estavam os meus amigos.

Mas as aulas já tinham arrancado. Os colegas de mesa já tinham sido escolhidos. Nada nem ninguém tinha esperado por mim. Mas não fazia mal, era ali que queria estar.

No dia seguinte, na aula de Português, aquela que duraria cinco horas se fosse eu a mandar, chega a aluna n.º 1, a miúda que ainda ninguém conhecia porque tinha andado a faltar, e senta-se ao meu lado, pois era o único lugar disponível na sala. 

 

O que se passou a seguir não me lembro. Mas sei que desde esse dia não parámos de falar. De nos entregar. De nos conhecer mais e melhor. Ela ensinou-me a gostar de Hip-Hop e eu ensinei-lhe que um pouco de lamechice não faz mal a ninguém.

 

Crescemos juntas.

 

Ficámos juntas até ao 12.º ano. Depois cada uma foi atrás do seu sonho. Ela mudou-se para Lisboa e eu para o Algarve. Mas nunca nos perdemos.

 

Em 2018 faz vinte anos que nos conhecemos e na semana passada ela convidou-me para ser madrinha do bebé dela. E eu não podia ter ficado mais feliz. 

Que bela prenda de Natal!

 

 (Imagem aqui)

14
Dez17

A magia do Pai Natal (memórias da minha infância)

C.S.

Era dezembro. Início talvez. E eu fui com a minha mãe espreitar uma pequena loja de brinquedos que havia no meu bairro. 

 

Nunca compreendi como é que aquela loja surgiu ali. Quem foi o iluminado que achou que uma loja de brinquedos poderia ter futuro num bairro como o meu (um dia falo-vos do meu bairro). Não sei quanto tempo de vida teve essa loja, mas sei que foi um tempo feliz para mim. Podia entrar e ver, se a minha mãe me levasse. E ver já era sonhar.

 

Era dezembro e fomos lá. Eu e a minha mãe. Teria uns 6 anos, talvez. Como qualquer criança, vi tudo e gostei de tudo, mas gostei mais ainda de algo que se assemelhava a um computador, daqueles para crianças. O visor tinha uma ranhura onde se colocavam os imensos cartões de jogos que trazia. Era didático e diferente de tudo o que eu tinha visto até então. Era mesmo o que eu queria para o Natal. Mostrei à minha mãe. Ela olhou e disse-me que era muito caro. Demasiado caro. E os meus sonhos caíram por terra. 

 

Sempre soubemos, eu e a minha irmã, que contra o "muito caro" não havia nada a fazer. Fomos acostumadas a saber, desde tenra idade, que a nossa família vivia com as economia contadas. E fomos acostumadas a não tentar argumentar contra o "muito caro". Acho que os meus pais fizeram um ótimo trabalho nesta área. 

 

O tempo passou. Chegou o Natal. A noite de Natal foi boa, em família, como deve ser. Jantámos, rimos, trocámos as prendas e, claro, o computadorzinho não chegou.

 

Fui para a cama feliz, como ia sempre no Natal. Mas antes fui deixar o meu sapatinho na cozinha, porque o Pai Natal passava sempre na minha casa. 

 

No dia 25 de dezembro eu acordava sempre muito cedo, por dois motivos: ver se o Pai Natal tinha passado e ver os desenhos animados que davam na tv. No Natal davam desenhos animados alusivos ao Natal e isso era uma alegria tremenda para mim. 

 

Era 25 de dezembro de um ano do início dos anos 90 e eu jamais esquecerei. Na cozinha, em cima do meu minúsculo sapato, estava uma caixa grande. Linda. Bem embrulhada, com um grande laço. 

 

Não sei bem como, mas lá a consegui tirar sozinha, os meus pais ainda dormiam. O meu coração batia descompassadamente, porque o Pai Natal nunca me tinha trazido algo tão grande.

 

Abri sem cuidado, rasguei o papel o mais rápido que pude e ali estava ele. Diante dos meus olhos. O computador da loja de brinquedos! Acho que me faltou o ar... Fui a correr até ao quarto dos meus pais, acordei-os dizendo: 

- Venham ver. Não vão acreditar!!! O Pai Natal deu-me o computador que eu queria!!! Aquele muito caro!!! Mas como é que ele sabia?! Como?! Como é que ele sabia se eu o vi na loja do bairro?!

(Imagem aqui)

E foi assim que eu ia tendo um ataque cardíaco numa manhã fria de Natal. Acho que foi a prenda que mais emoção me causou. E foi incrível! 

 

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