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há mar em mim

15
Nov17

Já sentiram empatia hoje?

C.S.

2017-11-14.png

 (Imagem aqui)

 

Ontem, a propósito de uma situação muita chata que aconteceu, tentei explicar aos meus alunos de 7.º ano o significado da palavra empatia, já que todos afirmaram desconhecer o significado da mesma quando os questionei. 

 

Desconhecer esta palavra e toda a conotação que tem pode ser um dos problemas dos adolescentes de hoje em dia, mais, pode ser um problema da sociedade em que vivemos. 

 

Se pensarem um pouco, tenho a certeza que conseguem lembrar-se de pelo menos duas ou três situações que ocorreram, talvez já no decorrer desta semana, onde testemunharam uma clara demonstração de egoísmo e/ou incapacidade de alguém se colocar no lugar do outro. 

 

E em que medida é que isto pode afetar o ambiente em que vivemos? De muitas formas, mas essencialmente a falta de empatia é, do meu ponto de vista, a responsável por muitos comportamentos agressivos que presenciamos, quer estes sejam presenciais ou através do mundo virtual.

 

A falta desta faculdade torna-nos menos humanos, pois não apresentando capacidade empática estamos mais despidos de sentimentos e emoções.

 

A aptidão para conseguirmo-nos colocar no lugar do outro é extraordinária e deve ser incutida no ser humano em tenra idade ou corremos o risco de tornarmo-nos completamente egoístas, egocêntricos e com tendências altamente ditatoriais, pois o que mais iremos almejar é que os nossos caprichos sejam satisfeitos e de forma célere, sem olhar a meios. 

 

Se tivéssemos maior capacidade empática talvez tivéssemos conseguido lidar com a questão dos refugiados de outra forma, talvez não tivéssemos políticos corruptos, talvez não usássemos as redes sociais para atacar tudo e todos, talvez não abandonássemos animais para ir de férias, talvez não se deixassem idosos "esquecidos" em camas de hospitais, talvez valorizássemos as profissões de quem nos defende, ensina, cuida... E talvez eu não tivesse lido, ontem, nas notícias que uma recém-nascida foi deixada na beira da estrada. E talvez essa bebé não tivesse morrido ainda antes de compreender sequer que alguém a colocou no mundo unicamente para sofrer. 

 

Quem sabe...

07
Nov17

Eu tinha razão em não querer saber

C.S.

Ouvi e vi na tv e na internet, durante todo o fim-de-semana, referências a acontecimentos violentos que ocorreram numa discoteca em Lisboa. E sempre que o tema veio ter comigo eu evitei-o.

 

Porquê? É simples. Estou cansada de violência. É algo que aumentou exponencialmente nos últimos anos, pelo menos é assim que eu o sinto. E não, não me refiro só aos atentados, que por enquanto ainda vão acontecendo além fronteiras. Se bem que eu sinto-os já aqui, mas adiante... Refiro-me também ao nosso país, à nossa cidade, à nossa rua... A violência está a tornar-se banal e isso é assustador.

 

Assusta-me que estejamos a habituarmo-nos a um nível tão grande de violência ao ponto de deixarmos de sentir compaixão. Vejo-o por aí... Vejo-o nos mais novos. E é aterrador.

 

Evitei as notícias sobre a discoteca Lisboeta, porque me é fácil imaginar o que terá acontecido, pois já não foi a primeira vez. Todavia, ontem ao jantar eu e o A. conversávamos despreocupadamente, sobre tudo e nada, até que ele diz:

- Vi imagens sobre aquilo que aconteceu no Urban.

Ainda não tínhamos mencionado o assunto cá em casa e eu deveria ter ficado caladinha, mas disparei:

- Ah sim?! E então?

Estava a jantar e não estava preparada para o breve relato que veio a seguir. Ainda que ele não tenha aprofundado grande coisa, porque já sabe como eu sou. Ainda assim, um arrepio percorreu-me o corpo ao ouvi-lo e, imediatamente, lembrei-me de um filme que jamais esquecerei devido à violência nele contida: América Proibida. Esta lembrança e o saber que há gente aqui tão perto disposta a tamanhas barbaridades deixou-me com os olhos rasos de água.

 

Sou tola, eu sei. Mas sempre que puder vou evitar a violência o mais que possa. Não é que queira viver num mundo ilusório, é que a realidade dói-me.

(Imagem aqui)

04
Out17

Uma notícia que devia agradar a todos

C.S.

«O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, anunciou hoje no parlamento que o Governo vai aprovar até ao final do ano uma proposta de lei no âmbito da promoção da igualdade salarial entre mulheres e homens.» (Notícia aqui)

 

"Já não era sem tempo!", apetece-me dizer. Creio que esta é uma notícia da qual todos nos devíamos congratular, pois numa sociedade que se quer desenvolvida não faz qualquer sentido haver distinção de salários por género.

As mulheres, nos dias de hoje, caracterizam-se por serem pró-ativas e assumirem qualquer profissão inteiramente.

 

Fico feliz por se dar mais um passo em prol da igualdade.

 

Algo que não suporto são injustiças. E as mulheres são alvo de injustiças há demasiado tempo.

 

 

 

 

12
Set17

Estamos realmente mais livres?

C.S.

Há algum tempo que esta pergunta paira na minha mente e explico-vos já a sua razão de ser: as redes sociais.

Estou convicta de que as redes sociais nos aprisionaram mais do que nos libertaram, isto porque hoje em dia é muito fácil ser-se julgado.

Creio que hoje, antes de se opinar sobre o que quer que seja, há uma maior preocupação com o impacto que terá a nossa forma de ver determinada questão. E é triste, pois o debate é algo saudável e que nos faz crescer e aprender em todas as idades.

 

Veja-se os miúdos em idade escolar que pautam os seus comportamentos em função daquilo que acham que terá mais "likes" e assim se vai perdendo a genuinidade e, também, a criatividade.

Há uns tempos li ou ouvi um pediatra a defender que os pais não deveriam ter medo que os filhos se aborrecessem nas férias ou sentissem que não tinham nada para fazer, pois seria a partir desse ponto que eles iriam estimular a sua capacidade de imaginação e engendrar um plano para se manterem ocupados. E ainda que não me lembre o nome da pessoa que defendeu esta teoria, dou por mim a concordar com ela. Uma vez que me parece que os pais têm mesmo algum receio de que as suas crias sintam uma pontada de tédio.

 

Infelizmente, não me parece que estejamos mais livres, pelo menos deste ponto de vista que vos apresento. Mais do que nunca teme-se a exclusão, seja do facebook ou do grupo "x" do whatsapp, faz-se o que for preciso para se estar na moda e corresponder aos desafios que as redes nos propõem. Só dessa forma se explica o sucesso de desafios com baldes de gelo, ingestão de colheradas de canela, traquitanas que giram nas pontas dos dedos ou levantar os braços à frente da testa.

 

Veja-se a quantidade de pais que colocam fotos dos filhos na rede, contudo, muitos tapam-lhes a cara com emojis. Havia necessidade disto? Não! Mas sentem que têm de demonstrar o amor que têm aos filhos via facebook ou algo semelhante, como se, caso não o fizessem, temessem que alguém os acusasse de má parentalidade.

 

Ainda assim, considero que as redes sociais são mais positivas que negativas, todavia, acabam por constituir uma espécie de ditadura dos tempos modernos. E isso não deixa de ser preocupante e alarmante.

(Imagem aqui)

 

06
Mai17

Sobre a última semana...

C.S.

Bom dia! Bom sábado!

 

Sim, é sábado, a semana já lá vai e hoje é dia de aproveitar, mas antes de sair para a rua, antes de ir explorar as oportunidades que este dia me trará, existem algumas coisinhas sobre as quais gostaria de refletir, esperando depois ter feedback da vossa parte, pois preciso de ajuda para compreender algumas questões...

 

Cá vai...

- na semana que passou trabalhei demasiado. Ninguém deveria trabalhar demasiado, pois o cansaço acumula-se e os níveis de stress andam em alta;

- a Joana Vasconcelos fez um terço gigante, para colocar em Fátima, pois os portugueses querem receber o Papa com pompa e circunstância, ainda que este Papa dispense excessos;

- ainda sobre o terço, parece-me curioso que um símbolo religioso esteja a ser usado para enxovalhar publicamente (mais uma vez) a Joana Vasconcelos, que é uma artista que não agrada a todos, mas que foi convidada para ser a primeira mulher a expor a sua obra no Palácio de Versalhes;

- neste momento vive-se em Portugal um aceso conflito entre os setores publico e privado, porque este último também queria ser dispensado para ir ver o Papa;

- outro motivo de ódio publico regista-se ao nível das escolas portuguesas, parece que os encarregados de educação querem linchar os professores porque, na sexta feira, dia 12, parece que também não terão de trabalhar, porque as escolas são públicas e, seguindo as diretrizes, do governo irão encerrar portas;

- o Cristiano Ronaldo acabou com o Atlético de Madrid, em três tempos, no entanto, não é suficiente para deixar de ser assobiado;

- por fim, nunca o dia da mãe foi tão importante, nunca houve uma tão grande necessidade de demonstrar afeto, pois os estabelecimentos comerciais andam loucos, fazendo-nos já relembrar a época natalícia, e as marcas fizeram o favor de me inundar o telemóvel com mensagens escritas e e-mails, não vá eu esquecer-me da minha mãezinha.

 

E é isto. Agora sim, sinto que posso ir aproveitar o meu sábado.

02
Mai17

12. Coisinhas que me irritam

C.S.

Uma coisa que me irrita mesmo, mas mesmo muito é a seguinte: pessoas que gostam de urinar em público. Ou se formos mais precisos: pessoas do sexo masculino que gostam de sacar da pilinha e apontá-la a tudo o que é parede ou arbusto. E não é só à beira das estradas que este fenómeno acontece, não, é onde quer que calhe, desde que tenham vontade tudo é válido, porque os senhores não estão para aguentar.

(Imagem aqui)

 

Atenção, tenho perfeita consciência de que nem todos os homens o fazem, mas ainda há muitos a fazê-lo, infelizmente.

28
Abr17

Para onde caminhamos?

C.S.

Quando eu era adolescente e não foi assim há tanto tempo, tendo em conta que tenho 30 anos, as emoções e sentimentos andavam ao rubro. E não só as minhas, também as dos meus amigos e colegas, claro. Alguém não ter correspondido ao nosso olhar ou ao nosso sorriso podia ser o fim do mundo, assim como um aceno de cabeça poderia encher-nos o dia. 

Chorávamos e riamos com imensa facilidade. Zangavamo-nos, gritávamos e, às vezes, existiam discussões que poderiam levar meses a passar. 

A minha geração foi a primeira a levar telemóvel para a escola. Aprendemos a enviar sms com tal destreza que era muito difícil um professor apanhar-nos. Inventámos abreviaturas para tudo e mais alguma coisa, porque as sms pagavam-se ao preço do ouro. 

A minha geração passou por imensas transformações e fomo-nos moldando com o tempo. Mas não me lembro de haver entre nós maldade genuína. Intenção de fazer mal. Gosto em ver o outro mal. Logicamente que pessoas más sempre houve e sempre haverá. Mas parece-me que estas novas gerações estão mais propensas para a maldade. Estão mais à mercê das pessoas más. 

 

Que história vem a ser esta do jogo da baleia? 50 desafios que culminam em suicídio? Como se trava isto? Como podem os pais não ficar histéricos perante estas notícias?

Eu não tenho filhos e quando ouço estas coisas pergunto-me se realmente terei capacidade para ter um filho. Como se sentirá um pai e uma mãe que sabe que o filho se envolveu em tal esquema?

Quero acreditar que muitos dos miúdos que entram neste jogos são aqueles que estão menos acompanhados e, por esse motivo, mais suscetíveis. Mas quem os protege? Quem terá capacidade para controlar esta praga? 

Estas notícias são assustadoras. Hoje em dia os miúdos tem acesso a tudo e é muito fácil serem seduzidos. Mais que não seja para conseguirem aprovação e nós sabemos que há muitos adolescentes que, neste momento, fazem tudo para serem notícia. Para aparecerem. Para terem seguidores. Para serem populares, famosos e virais. E é aqui que reside o grande calcanhar de Aquiles da atualidade. 

Caminhamos para o abismo?

 

 (Imagem aqui)

 

(Não é um bom pensamento para terminar a semana. Mas é a atualidade que temos.)

 

26
Abr17

Ainda falta libertar algumas mentes

C.S.

Ontem, dia 25 de abril, dia dedicado à Liberdade, eu e o A. aproveitámos para ficar até (muito) tarde na cama, fizemos uma espécie de brunch e namorámos muito (tão bom!). Queríamos ter ido à praia, mas soprava um vento de norte que não era nada convidativo.

Assim, ele decidiu ir dedicar-se à pesca, ao final da tarde, enquanto eu dei um salto ao centro comercial para comprar duas coisas que me faziam falta.

Quando cheguei ao centro comercial dirigi-me à zona de comes e bebes, porque queria um café. Enquanto esperava, passou por mim um casal de mão dada, que passeava por ali, como tantos outros. Nisto, reparo que estão dois senhores, a rondar os 60's, de braços cruzados, a observar o dito casal. Observavam, riam e ia comentando, (não sei o quê, porque não os conseguia ouvir), mas garanto-vos que eles viram tudo o que puderam, porque quando estavam a perder o campo de visão inclinaram-se os dois para a direita, espreitando.

Porque é que estes senhores se comportaram desta forma? Porque o referido casal era constituído por dois rapazes, era um casal homossexual, por isso despertaram tanto interesse naqueles senhores.

E eu dei por mim a pensar: no dia da Liberdade, ainda há muitas mentes por libertar. Quando é que os casais de homossexuais poderão passear tranquilamente sem se sentirem o centro das atenções? Sem que sejam olhados de soslaio? Sem que sejam motivo de comentários?

 (Imagem aqui)

19
Abr17

Esta sociedade em que vivemos

C.S.

Arrisco-me a afirmar que a humanidade está mais desenvolvida que nunca, em todas as áreas: ciência, tecnologia, medicina... Temos tudo mais avançado e acessível que há 10, 20, 50, 100 anos atrás. Mas somos humanos e nunca estamos satisfeitos. 

A esperança média de vida não para de aumentar, mas deixámos de beber leite, porque nos pode matar e só os humanos bebem leite depois de adultos, fazemos mil e uma dietas, para vivermos mais tempo, gastamos rios de dinheiro em cremes da moda, para que não vejam os sinais do tempo a passar por nós e questionamos os avanços alcançados, porque temos de duvidar sempre de alguém ou de alguma coisa.

Uma miúda morreu com sarampo. Uma miúda morreu porque contraiu sarampo e não estava vacinada. Uma miúda, com apenas dezassete anos, morreu porque atrás do sarampo veio uma terrível pneumonia. 

E nada disto faz sentido. Os pais desta miúda, que eram anti vacinação, devem estar devastados, arrastando consigo uma culpa enorme, insuportável e destruidora. 

O sarampo, que eu pensava estar erradicado, voltou. Ceifou uma vida. Afinal as doenças só estão controladas enquanto adotamos comportamentos preventivos. 

Uma miúda de dezassete anos morreu devido a sarampo e nada disto faz sentido em pleno ano de 2017, numa Europa que se diz desenvolvida e que todos os dias fecha os olhos aos milhares de pessoas que lhe pedem ajuda. 

 

(Imagem aqui)

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