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há mar em mim

28
Nov17

O problema deve ser meu

C.S.

O A. já me disse por diversas vezes que eu me impressiono com facilidade. 

Não, impressiono não é a palavra. Se vou falar-vos disto tenho de dizer as coisas tal como elas são. Eu enojo-me com facilidade. Pelo menos é o que ele acha. E eu acho que ele tem um pouco de razão, mas também acho que há por aí muita gente que precisava de fazer um curso intensivo em higiene e limpeza pessoal. Não existe? Pois deveria existir. 

 

Vamos a factos.

- Vou no carro, olho para o lado e vejo uma senhora a tirar macacos do nariz e a comer. A comê-los. Pisco os olhos, não acredito no que vejo. Mas para que não restem dúvidas a senhora repete os mesmos gestos uma e outra vez, uma e outra vez... (Aconteceu há dias.)

- Há uns anos tive uma colega de trabalho que tinha tanto tártaro nos dentes que eu era incapaz de falar com ela a encará-la, sentia-me mal com a minha atitude, mas sempre que olhava para a cara dela só via dentes num estado lastimável. Um verdadeiro horror...

- Num transporte público coletivo vai sentado à minha frente um senhor cuja cabeça é composta de caspa com cabelo e não o contrário. E não, não estou a exagerar, até fazia crosta. Fico mal-disposta só de pensar... (Aconteceu há muito pouco tempo.)

- Gente a mascar pastilha elástica de boca aberta é motivo para eu desejar falecer...

- Tenho uma vizinha que deve comprar os sacos do lixo mais baratos que há no mercado, porque não há uma semana em que ela não suje todo o prédio, (a senhora vive no último andar), com aquilo que eu chamo de sopa de lixo. O saco rompe-se sempre e ela vai espalhando sopa de lixo e, consequentemente, deixando um cheiro hediondo. O elevador torna-se um local insuportável. 

- Pessoas que cospem para o chão. Não é preciso dizer mais nada, pois não?!

 

Acham que o problema é meu ou que há por aí muita gente que precisava de ajuda?

(Imagem aqui)

 

Com esta conversa vou já tomar um banho e desinfetar-me três vezes...

 

Tenham um bom dia. 

 

 

 

19
Nov17

Uma agradável surpresa

C.S.

Olá! Olá!

 

Como estão?

Eu ainda não estou a 100% e por isso não me tem apetecido passar por cá. Mas hoje tive uma pequena surpresa e venho partilhá-la convosco.

 

Como já vos contei, adquiri uma máquina fotográfica na semana passada e ando a adaptar-me a ela. Tem sido ótimo tirar fotos com a minha nova Canon e estou cada vez mais contente com esta prenda de Natal anticipada que proporcionei a mim própria. 

 

Tenho colocado algumas fotos no meu instagram e comecei a usar uma hastag relacionada com o instagram oficial da Canon Portugal e, para meu espanto, uma foto minha foi eleita para ser o destaque deles esta semana. Uau! Fiquei mesmo contente com esta surpresa. 

 

A foto escolhida foi esta: 

IMG_20171116_090155_520.jpg

Que tal?

Tirei-a na semana passada, em Ferragudo, num pequeno passeio que eu é o A. fizemos depois do trabalho. 

 

Beijinhos e tenham uma ótima tarde de domingo. 

31
Out17

O Halloween veio mesmo para ficar...

C.S.

É verdade... Hoje o Halloween está por todo o lado e é incrível o quanto esta festa cresceu por cá, pois há 15/18 anos, quando eu ainda andava na escola, na condição de aluna, não havia comemorações desta data. Apenas os professores de inglês se referiam a ela. 

Hoje temos miúdos que vêm para a escola, por sua iniciativa, maquilhados de forma assustadora, temos meninas a usar bandoletes de corninhos, de morcegos e de sei lá mais o quê, temos abóboras e esqueletos por todo o lado e o preto é a cor dominante... 

E eu, para que possa sentir que isto se instalou mesmo à séria, tive direito a uma aluna a vomitar na sala de aula. Hoje. Logo pela manhã. Numa sala apertadinha para trinta alunos... E ela que parecia uma torneira. E os outros que gritavam entre o espanto, a preocupação e a coincidência com a data. 

É a loucura!

Não tive direito a escolher treat, calhou-me logo  trick e ainda o dia não vai a meio... Desejem-me sorte. 

 

(Imagem aqui)

05
Out17

Mais valia ter ficado em casa...

C.S.

Às vezes, vocês funcionam como terapia para mim. Não se sintam mal, é um elogio.

Portanto, cá vai...

(Imagem aqui)

Ontem foi um dia muito cansativo e, para juntar à festa, diga-se que há algumas noites que ando a dormir mal, por isso, quando saí do trabalho sentia-me cansada, de rastos, na verdade. Mas no dia anterior descobri que o António Zambujo iria cantar a 55km da minha casa. Era já ali. E era o Zambujo. E dizia o evento do facebook: entrada livre. E na noite véspera de feriado? Vamos.

Fomos. Tal como havíamos combinado na noite anterior. Apesar do cansaço fomos. Cheguei a casa, banho rápido, troca de vestimentas e lá fomos.

Havia muita gente e foi difícil encontrar lugar para deixar o carro. Ultrapassada esta dificuldade, dirigimo-nos ao local onde o Vasco Palmeirim, da Comercial, já apresentava o evento. Aceleramos o passo, íamos entrar quando nos perguntaram pelo convite. Olhamos um para o outro. Respondemos a uma voz "não temos". "Só podem aceder ao local a partir das 21:30h" disseram-nos com sorriso amarelo. Encolhemos os ombros e fomos procurar um sítio para jantar. 

Comemos, bebemos, demos mais voltas para deixar o carro e quando chegámos ao sítio onde nos fora barrada a entrada eram 21:45h. Naquele momento já entramos sem problemas, porque na verdade já não havia nada para ver, o local estava cheio e o palco estava tão mal posicionado que a única coisa que consegui ver foram os holofotes a mudar de cor e, eventualmente, a girar.

O Zambujo lá ia cantando e encantando, bem ao seu jeito, e o público comportava-se demasiado bem. Ele próprio o referiu.

Aí... Começo a olhar à minha volta e vejo que as pessoas não estão vestidas para um concerto, mas sim para uma festa... Muito vestido, muito blazer, muita clucht e camisa dentro das calças... 

 (Imagem aqui)

E eu amaldiçoei o facebook e as pessoas que consideraram aquele evento de entrada livre. Porque de livre teve muito pouco, já que foi uma festa privada, para a elite algarvia, na qual abriram portas à plebe às horas em que nada mais havia para ver que não fossem os restos da festa.

Amaldiçoei os 55km que me separavam do meu sofá.

Valeu o jantar que, pelo menos, foi bom!

 

24
Set17

Uma chávena de chá, um ritual de passagem

C.S.

Se me perguntarem dir-vos-ei que, habitualmente, sou mais de café do que de chá. Mas...

Mas a verdade é que adoro chá quando o tempo fica mais frio. No inverno é até habitual beber um chá quentinho antes de ir para a cama. Aquece-me e ajuda-me a dormir melhor.

(Imagem aqui)

 

Ontem, à noite, eu e o A. estávamos a ver um filme e fizemos uma pausa para ir fazer um chá, quentinho, adoçado com um pouco de mel. Apeteceu-nos. E que bem que nos soube! Creio que inaugurámos o outono.

É por isso que eu gosto de todas as estações do ano... Cada uma tem a sua particularidade.

(Imagem aqui)

01
Jul17

2. Coisas parvas (que eu penso)

C.S.

O mundo, tal como o conhecemos, acabou oficialmente ontem. Pelo menos não foi doloroso, mas foi custoso de ver...

Eu explico. Ontem tive de me dirigir a uma superfície comercial, precisava de uns iogurtes, azeite e mais uma ou duas coisa... Andava eu por ali, a ver se despachava as compras e... Eis que se deu! Ali, mesmo à minha frente! O mundo acabou!...enquanto uma mãe orgulhosa tirava uma foto aos seus amores (marido e filho) que pousavam junto a isto:

(Imagem aqui)

 

E eu perguntei-me se aquela família (que era de nacionalidade estrangeira) terá entrado no supermercado a pensar que iriam visitar alguma espécie de jardim botânico à moda portuguesa.

 

27
Jun17

Que família exemplar!

C.S.

No fim de semana, como sabem, andei a viajar de carro e na estrada vê-se muita coisa. Boa e má. Vou-vos contar uma a que assistimos e vocês depois classificam-na, pode ser?

 

Eu e o A. vimos uma família a quem, na minha opinião, deveria ser entregue o primeiro prémio do euromilhões, pois eles próprios constituem um verdadeiro jackpot.

Vamos primeiro ao senhor: está-se completamente a borrifar para tudo o que sejam regras, qual Bart Simpson, qual carapuça. Este senhor ignorou um sinal vertical de proibição de ultrapassagem, a linha contínua separadora, a aproximação a uma curva e um carro que vinha em sentido contrário. Sim, é verdade e tudo de uma só vez!

A senhora: fazia a viagem no lugar do pendura e em plena cidade, aproveitando um semáforo que se encontrava vermelho, (que por acaso este o marido até respeitou), abriu o vidro e atirou com um lenço de papel para o chão.

E numa família tão extremosa não havia uma criança? Havia, claro que havia!

A criança: já fora da dita cidade que a mãe decidiu poluir, a criança abre o vidro, (atenção, importa referir que o carro circulava a uma velocidade dita normal, cerca de 80/90 km/h), e segura numa mão um papel verde e na outra uma tesoura. E o que faz? Conseguem adivinhar? Recortes, pois claro, recortes de papel, com as mãozinhas de fora, que o papá não deveria querer o carrinho sujo.

 

Que tal? É ou não uma família jackpot?

 

(Imagem aqui)

26
Jun17

Eu estive com a Chic' Ana (para os mais distraídos)

C.S.

É verdade, na passada sexta-feira estive com a Chic'Ana no seu blog, dando o meu contributo para a rubrica mais bem disposta da blogosfera: One smile a day... .

 

Se não tiveram oportunidade de ler, passem por lá e vejam como eu própria consegui humilhar-me sem recorrer à ajuda de ninguém.

 

Era para vos ter encaminhado para o post no próprio dia, mas como andei no passeio não o fiz.

10
Jun17

Preferia não saber...

C.S.

Quinta-feira li uma notícia que mexeu comigo.Triste, real, cruel e desprovida de sentido, num mundo onde se diz que todos estamos ligados e acessíveis.

Preferia não tê-la lido, sem qualquer dúvida que se soubesse minimamente do que se tratava não teria avançado na leitura.

Chamem-me hipócrita, digam que eu prefiro viver numa redoma de vidro, acusem-me de querer fechar os olhos à realidade que me rodeia. Eu aceito tudo isso e admitirei as minhas fraquezas. Sem pestanejar.

A quinta-feira passou e eu falei da notícia com o A., que ficou tão chocado quanto eu.

Veio a sexta e eu não falei da notícia com ninguém, mas também não a esqueci.

E hoje voltou-me à memória. E voltará mais vezes.

Por isso, aqui me têm a usar o blog como se da cadeira de um psicanalista se tratasse, tentando descolar um pouco a imagem que se formou no meu cérebro. A terrível imagem de uma criança de 4 anos, morta de fome e de sede, abraçada à mãe que havia morrido dias antes, deixando-a entregue a si própria entre as paredes do apartamento onde viviam, em Londres.

Solitária, assustada, esfomeada e sedenta. Uma criança de 4 anos que morreu porque ninguém deu pela sua falta, nem pela falta da sua mãe. Contudo, os queixosos vizinhos deram pelo cheiro vindo dos corpos mortos. Calcula-se que a criança terá aguentado entre 10 a 15 dias antes de sucumbir.

E pergunto-me eu... Antes do cheiro, os vizinhos não terão ouvido uma criança desesperada?

Nada disto faz sentido. Nada disto adianta agora. Nada. Desta notícia não fica nada, para além de uma imagem que se cola a nós e de um vazio enorme que sentimos.

 

09
Jun17

Há sestas que vêm por bem!

C.S.

Ontem, pela primeira vez em muitas semanas, tive uma tarde livre!

Uau! Imaginem a minha alegria... Fiz tantos planos! Se calhar vou à praia... Se calhar vou espreitar as novas coleções... Se calhar faço já as compras todas para a próxima semana... Se calhar passo a roupa toda a ferro... Se calhar despacho já os testes todos que ainda me faltam corrigir...

 

Almocei. E o que é que eu fiz? Dormi! Dormi uma bela sesta! Que serviu para me renovar, pois eu ando com cansaço acumulado desde outubro (e acho que isto só vai melhorar a sério lá para agosto...).

 

Desperdicei tempo? Talvez. Mas quando o nosso corpo nos pede tanto para parar, talvez seja melhor ouvi-lo, não?!

 

 (Imagem aqui)

 

 

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