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há mar em mim

há mar em mim

A ideia que não larga

20.02.20 | C.S.

Em janeiro fiquei doente. Nada de especial. Uma constipação. Fui ao médico porque tenho de ter cuidado quando fico com tosse, uma vez que já tive pneumonia e uma lesão num pulmão. Fiz a medicação e a coisa foi passando. Mas volta e meia lá vinha a dor de garganta, o pingo. Mal-estar no trabalho, que exige constantemente que fale. Uma moinha no ouvido. Andei assim o mês de janeiro e parte de fevereiro. 

Não estava propriamente doente, mas também não me sentia a 100%. Voltei ao médico. Uma inflamação chatinha e o sistema imunitário em baixo. Quatro dias de atestado médico em casa, para recuperar, para descansar. Uma pausa inoportuna mas necessária. 

É o que estou a fazer. 

Mas...

O que é que acontece?

É uma história que se repete, na verdade. 

Sempre que estou em casa, de férias ou por estar doente, há uma ideia que me persegue. Persegue é a palavra certa, porque ela parece que está hibernada, escondida quando eu ando embrenhada na rotina dos meus dias, mas basta que a rotina abrande e ela atinge-me. Sempre certeira. Ora de forma mais abrupta, ora de mansinho, às vezes até parece que através de sinais. E eu fico sempre meio perdida. Meio atrapalhada. Meio sem saber o que fazer.

A ideia é esta: o trabalho que estás a fazer não é para sempre. Pelo menos não é o que te realizará completamente. 

E é isto. 

Ano após ano. 

A puta da ideia não me larga. Dá-me um intervalo, mas parece que está colada a mim. 

(Imagem aqui)

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