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há mar em mim

há mar em mim

Conversas à hora de almoço...

25.05.17 | C.S.

Ontem, como todos os dias da semana, almoçava em mesa redonda com as pessoas habituais e, a dada altura, uma colega que eu acho que é o oposto de mim e que às vezes mexe com o meu sistema nervoso disse o seguinte:

- Eu adoro visitar cemitérios. É que adoro mesmo a arquitetura dos cemitérios, creio que as sepulturas contam as histórias das pessoas que ali estão.

- Como? O quê? O que é que disseste? - interroguei eu, enquanto lutava para que não me saísse frango pelo nariz.

 

(Imagem aqui)

Não sou a única a achar isto estranho certo? Quando dei por mim já estava a dizer: Não contam nada. O que ali está é uma pedra, escolhida pelos vivos que ficam e paga com as possibilidades que têm, achar que isso conta uma história é um perfeito absurdo, até porque nas lápides ficam escritas frases feitas, normalmente a engrandecer a pessoa que faleceu.

Escusado será dizer que a minha colega amuou e disse: "É a minha opinião.".

Certo. Opiniões não se discutem. Fica lá com a tua...

3 comentários

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    C.S.

    27.05.17

    Acima de tudo o que me espantou foi o entusiasmo na voz dela. Ahahah... E pelo que deixou transparecer ela gosta de visitar todos, mesmo aqueles das terrinhas pequenas.
    Eu, por exemplo, acho que os cemitérios deveriam ser como aqueles dos EUA que parecem jardins, todos relvados e com árvores.
  • Sim, esse conceito é giro :) Mas há cemitérios monumentais espectaculares. Em Buenos Aires, o cemitério da Recoletta é de visita obrigatória. É impressionante arquitectonicamente, mas também há sempre um misto de sentimentos ao visitar um sítios desses... Tanto que nem publiquei nenhuma dessas fotos.
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