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há mar em mim

Porque hoje é dia do Pai...

Há uns tempos escrevi um texto para o blog do Triptofano . Um texto que fala de futebol e que, assim sendo, fala inevitavelmente do meu pai. 

Sendo hoje o dia do Pai decidi recuperar aqui esse texto:

 

Algures entre 1997 e 1998 a adolescente que havia em mim compreendeu que o desporto que o meu pai gostava de acompanhar, fervorosamente, era feito por jovens jeitosos, entre eles havia um que se destacava: Nuno Gomes. Foi para o ver durante 90 minutos que eu comecei a ver os jogos do Benfica. E a verdade é que após uma meia dúzia de perguntas ao meu pai eu já sabia o que era um fora-de-jogo e para que servia o quarto árbitro. Inacreditável! O que faz ter a motivação certa...
 
Quando dei por mim, eu já estava completamente embrenhada no futebol. Já não era só a carinha laroca do n.º 21 do Benfica. Era o Benfica em si, com toda a sua história, (que eu fiz questão de descobrir), e era a emoção que o futebol nos é capaz de transmitir.
 
Passei a ver religiosamente todos os jogos com o meu pai, comentava os lances e sabia bem do que falava e um dia fui à Luz. Ele levou-me à Luz. Perdemos, mas valeu a pena.
 
Caramba! Foi deslumbrante. O antigo estádio do Benfica fascinou-me e eu fiquei ainda mais envolvida. Benfiquista para sempre.
 
Depois da primeira ida à Luz seguiram-se muitas outras. Eu e o meu pai. Sempre. Bela dupla que nós fazíamos! Tenho recordações maravilhosas desses tempos. Vi, ao vivo, o último jogo do antigo estádio e tive a sorte de estar na inauguração do atual.
 
Há muitos anos que não vou à bola. A certa altura afastei-me, mas às vezes tenho muitas saudades.
 
Já disse ao meu pai que temos de repetir, como nos velhos tempos. Eu e ele. 
 
Talvez em 2018 vá à bola...
 

62017.jpg

(Imagem aqui)

 
 
 

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