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há mar em mim

04
Fev20

"Trabalhar no Interior" ou A nova Propaganda do Governo

C.S.

Governo dá até 4800 euros a quem for viver para o interior

 

Este era o título de uma notícia de ontem, do Jornal Público. 

O anuncio foi feito pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e tratam-se de uma série de medidas que visam incentivar as pessoas a fixar-se no interior do país. 

Mas eu tenho algumas questões, porque não me parece que sejam os 2000€  a 4000€ (e resta saber que tipo de condições têm de ser reunidas para os receber...) que vão resolver esta problemática, que é real, bem real. 

Por exemplo:

- E a falta de médicos?

- E a falta de meios nos hospitais e/ou centros de saúde?

- E a falta de lares?

- E a falta de creches?

- E a falta de transportes públicos? (A rede de comboios no interior do país é uma anedota.)

- E a falta de infraestruturas (do desporto à cultura, é escolher)?

- E as pessoas que, como eu, são do interior do país, trabalhadores do estado, e mandam-nos para o litoral (Lisboa e Algarve, essencialmente)?

 

Fica bonito dizer que se criaram incentivos. Fica bem, nas "gordas" dos diversos jornais, anunciado um incentivo monetário do governo, mas a mim parece-me que isto é, uma vez mais, tapar o sol com a peneira. Na prática ficaremos na mesma. 

(Imagem aqui)

 

 

15
Nov19

Reflexão outonal

C.S.

Troveja lá fora e faz frio. E eu apercebo-me que tinha saudades de um outono a sério. Só tenho pena do pouco tempo que tenho tido para o apreciar.

Sim, que o outono requer tempo e uma caneca de café quentinho. Requer mantas e livros, mas também passeios a pé, sem destino certo e o frio a colar-se-nos à cara. 

 

Quando vivia em Évora adorava passear pelas ruas nesta altura do ano, sozinha, percorria ruas e ruelas e visitava as lojas do comércio local a pensar já nas prendas de Natal. Gostava de ver a noite cair, sentir a temperatura a descer e o cheiro das castanhas assadas a invadir-me mesmo que eu não quisesse. Eram tranquilas estas tarde e onde eu passava mais tempo era na livraria Nazaré, perdida entre os livros e, antes de regressar a casa, ainda visitava o Templo Romano, só para passar por ele e certificar-me de que tudo estava certo. 

 

Tem graça como, por vezes e sem esperarmos, as coisas se tornam evidentes. Apercebo-me agora que não é só o tempo que me falta. Falta-me também uma cidade que tenha o encanto certo para um agradável passeio de outono. Portimão tem alguns atributos, mas não é uma cidade pitoresca. Longe disso. É incrível, na verdade. Vivo nesta cidade há cinco anos, já fiz alguns amigos aqui, tenho locais que visito com frequência e, ainda assim, apercebo-me que gosto pouco deste local. Faltam-lhe árvores e sobram-lhe prédios e mais prédios. Existe nesta urbe uma total desordenação e a beleza do mar não chega para esconder todos os seus defeitos. E no outono ainda menos...

(Imagem aqui)

11
Abr17

Ainda sobre o fim de semana

C.S.

Como vos contei ontem, passei o fim de semana em Évora, a minha cidade, onde é sempre bom regressar. O fim de semana trouxe-nos temperaturas agradáveis e muito convidativas ao passeio e calhou estar a decorrer uma pequena feira medieval, na Praça 1.º de Maio, que é conhecida por ser a localização da Igreja de São Francisco, onde se encontra a Capela dos Ossos.

Eu adoro o Alentejo nesta altura do ano, com as suas temperaturas amenas, céu azul e flores em cada canto.

Deixo-vos algumas fotos, talvez vos inspirem a visitar terras de Além Tejo.

 

Se vos interessar saber locais bons para dormir em Évora ou arredores façam-me saber, pois posso fazer um post dedicado ao tema.

20
Fev17

Fui ali visitar a minha cidade...

C.S.

Este fim de semana que passou levou-me até à minha cidade. A que me viu nascer, crescer, cair, levantar, namorar, licenciar, partir e casar. A cidade onde me sinto em casa, por mais tempo que passe. Conheço-lhe as ruas e os recantos, sinto-a em mim, mesmo não estando.

Eu, que adoro sair, gosto sempre da sensação de voltar a casa. Por isso, ir a Évora é como ir a casa. Caminhar pelo seu centro histórico é um reavivar memórias.

Évora permitiu-me crescer com o conforto de uma cidade, mas vivenciando o que de melhor a vida rural tem para oferecer. Gosto muito do sítio onde vivo atualmente, não sei se algum dia sairei daqui, mas Évora será para sempre a minha cidade. O Alentejo corre-me, inevitavelmente, nas veias. Conheço-lhe a silhueta, o calor e o frio, as cores e os sabores.

 

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Há uma canção que a Tuna Académica da Universidade de Évora costuma interpretar muito bem e da qual sempre gostei muito, que fala, precisamente, sobre a saudade desta bela cidade:

 

«Eu não sei o que tenho em Évora
Que de Évora me estou lembrando
Quando chego ao rio Tejo
As ondas me vão levando

Abalei do Alentejo
Olhei para trás chorando
Alentejo da minh'alma
Tão longe me vais ficando (...)»

 

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