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há mar em mim

22
Mai20

Unidos pelo presente e futuro da Cultura em Portugal

C.S.

Não, não sou artista. Infelizmente. Mas sou leitora, espectadora, ouvinte, faço parte do público. Gosto de olhar para quadros, mesmo que não os saiba interpretar. E adoro fotografia.
Aplaudo. Rio. Choro. Às vezes grito. Outras vezes fico sem palavras.
Já me arrepiei. Já fiquei frustrada. Já ri até às lágrimas.
Mas nunca fiquei indiferente.
A Cultura é capaz de nos proporcionar tudo isto e ainda mais. Fica em nós. Transforma-nos. Identifica-nos. Se a genética nos explica a nossa origem, a cultura faz de nós quem somos, porque somos altamente influenciados pelos livros que lemos, os filmes que vimos, as séries/programas de tv que consumimos, as músicas que ouvimos em loop, a peça de teatro que vimos e não esquecemos...
Não tenho qualquer dúvida de que eu não seria a pessoa que sou hoje se não tivesse aprendido a apreciar a leitura aos 10 anos. Ou se não tivesse ido ao teatro sempre que podia, na adolescência, na companhia da minha melhor amiga, que hoje é atriz. Ou se não tivesse crescido a ouvir Rui Veloso e os Da Weasel nos anos 90. Ou se não tivesse visto todos os filmes que vi. 

Eu não sei o que seria. Mas não seria a mesma coisa, porque a cultura molda-nos. E nós precisamos dela para crescer.
É altura de retribuir.
É altura do país retribuir.

20200521_180948_0000.png

      (Imagem criada com a APP Canva)

17
Abr19

Diz que o fim está perto, não é?

C.S.

Bom dia.

Já se prepararam para o fim dos tempos? 

Não?

Como não?!

Parece que quem não atestou o carro ontem, (eu!, por exemplo), está condenado. Vivem-se tempos apocalípticos. Ontem, o cenário nas ruas da minha cidade assemelhava-se a isto:

(Imagem aqui)

 

Pergunto-me... Quantas pessoas que fazem diariamente meia dúzia de km terão ido abastecer os carros? 

Porquê? Porquê, gente? 

Já pensaram que se todos continuássemos com as nossas vidinhas mundanas e insignificantes, muito provavelmente, o combustível não teria acabado? 

Imaginem quanto terão faturado as gasolineiras ontem...

Eu não abasteci, tenho autonomia no carro para cerca de 150km e tenho uma viagem que vai exigir o dobro do combustível dentro de dias. E sabem que mais? Não estou nem aí. Era só o que faltava ter passado horas numa fila para fazer uma coisa que, por acaso, até não gosto nada de fazer e me deixa as mãos a cheirar mal.

Sim, eu sei. É o meu fim. Pois que seja. 

Foi bom partilhar este espaço convosco. Guardar-vos-ei para sempre no meu coração. 

(Imagem aqui)

 

 

16
Abr19

A minha opinião é melhor que a tua!

C.S.

Como foi que o ser humano se tornou tão arrogante? Sempre fomos assim ou a internet, através da segurança de uma comunicação à distância, indireta, está a fazer com que esta nossa faceta se acentue? 

Vivemos num tempo em que a lamentação pela destruição de um monumento histórico e icónico é considerada estúpida por uma fatia da população, que vê a sua voz ganhar ainda mais força quando se recorre à violência verbal para a contestar. Não há lugar a debates de ideias, não se ouvem e contrapõem opiniões. Não. Neste nosso tempo não há lugar para interrogações. Ditam-se certezas. Aponta-se o dedo. Todos querem ter razão, mas ninguém se ouve.

Parece que deixou de haver respeito por uma opinião contrária à nossa. Estamos tão centrados nos nossos próprios umbigos que não queremos admitir que alguém possa discordar de nós. 

(Imagem aqui)

Eu nunca fui a Paris, infelizmente. É uma cidade que está nos meus planos desde sempre, mas essa viagem ainda não se proporcionou, no entanto, ontem, quando vi em direto a Torre da Catedral de Notre-Dame cair arrepiei-me.

Arrepiei-me porque estava a ver um dos monumentos mais importantes da Europa a cair.

Arrepiei-me porque me lembrei de ver em direto as Torres Gémeas, de Nova Iorque, a cair.

Arrepiei-me porque nunca vi a Catedral de Notre-Dame e temi que não pudesse vir a fazê-lo.

Arrepiei-me porque achei simbólico aquele monumento estar a arder num momento em que a Europa parece tão fragilizada. 

A estudante de humanidades que há em mim reagiu àquelas imagens. Contudo, aceito que para outras pessoas aquele momento nada tenha significado. Mas têm essas pessoas direito a ofender-me pelo que senti? Tenho eu motivos para desprezá-las? Não. Não. E não. 

Se há valores que temos de passar às gerações mais novas são o respeito e a empatia, por isso temos a responsabilidade de trabalhá-los diariamente. Não se esqueçam que os miúdos aprendem o que lhes é ensinado, mas também aquilo que veem fazer. Se calhar, está na hora de começarmos todos a olhar para os nossos comportamentos e os comportamentos daqueles que nos são mais próximos e, tentar, começar a corrigir o que está mal. A bem de todos. 

Falemos cara a cara, ouçamos, argumentemos, ripostemos, mas acima de tudo, respeitemo-nos. 

 

 

 

08
Fev19

#7 Traçados dos dias

C.S.

Bom dia. 

Neste que é o último dia útil da semana venho cá fazer-vos um resumo da montanha-russa de emoções que tenho vivido por estes dias. 

 

O ponto alto da semana aconteceu na terça-feira com os 8 anos da B. e, ainda que eu não tenha estado fisicamente com ela, fui acompanhado o seu dia, falámos várias vezes e consegui sentir, novamente, a alegria genuína de cumprir mais um ano. Lembram-se de como os aniversários eram excitantes na nossa infância?

 

ponto baixo da semana está relacionado com o trabalho, que por estes dias me tem sugado a energia. Acho que nunca tive tantos papéis para entregar num tão curto espaço de tempo. Na quarta-feira estava tãooo cansada que me deitei às 22:30h. Não me lembro da última vez que isto tinha acontecido. 

A boa notícia? É que por esta altura já tenho tudo minimamente controlado e posso ir de fim-de-semana mais ou menos descansada. 

 

O ponto mais engraçado da semana foi um vídeo de Ricardo Araújo Pereira , no seu programa Gente que não sabe estar, onde faz uma caricatura da reação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao facto de em 2022 as Jornadas Mundiais da Juventude se realizarem em Portugal. 

Vejam o vídeo, vele mesmo a pena. Eu fartei-me de rir e já o vi várias vezes. 

 

ponto mais triste da semana foi constatar que, num país da dimensão de Portugal, já morreram 10 pessoas, vítimas de violência doméstica, desde o início do ano. São mais pessoas que semanas. Quando é que se começa a proteger realmente quem precisa? 

(Imagem aqui)

 

Tenham um ótimo fim-de-semana. Eu não devo andar muito por cá, porque vou de passeio até à capital. Logo vos conto como foi...

 

Beijinhos

 

29
Jan19

Um assunto que me preocupa realmente

C.S.

Quem me visita com regularidade sabe a minha profissão, mas também sabe que eu não falo muito dela. Lá me queixo da instabilidade que lhe é inerente , dos concursos, de uma ou outra conversa tola à hora de almoço, mas pouco mais. 

 

Porquê? Por várias razões, desde o facto de este ser um espaço onde gasto algum (muito?) do meu tempo livre e, como tal, julgo que seja normal que me queira afastar dos assuntos profissionais, por outro lado, tenho bem definida na minha cabeça a ideia de que trabalho com menores e que o que acontece na escola não deve ser exposto, (ao contrário daquilo que muita gente faz, não é verdade? Sim, refiro-me, por exemplo, às fotos de respostas absurdas que os alunos dão nos testes e que volta e meia são colocadas nas redes sociais.). Sou completamente contra esse tipo de exposição, ainda que os alunos não sejam identificados. Acho um ato desses uma grande falta de ética. Mas cada um sabe da sua própria consciência. 

 

Mas esta conversa toda para quê? Para vos dizer que vou abrir uma exceção. Eu dou aulas há cerca de 10 anos e, neste momento, há algo que me assusta verdadeiramente nas escolas. Nada mais, nada menos, que o comportamento dos alunos. (Atenção! Aquilo que vou escrever a seguir prende-se com a minha experiência. Não quero com isto dizer que o mesmo está a acontecer em todas as escolas do país. Até porque em 10 anos eu passei apenas por 12 escolas.)

 

Nestes últimos dez anos tenho verificado que o comportamento dos miúdos, de um modo geral,  se tem alterado neste sentido: têm aumentado os comportamentos de ansiedade, depressão e agressividade e diminuído a capacidade de tolerância, de procurar superar problemas e reagir perante uma dificuldade. Os meninos dizem com extrema facilidade "não sou capaz" e "não sei", mas raramente pronunciam as palavras "vou tentar", "eu ajudo-te" ou "vou conseguir". 

 

O que é isto me demonstra? Que apesar de vivermos numa sociedade onde existe o culto da beleza física, estamos a esquecer de cultivar os egos e isto é preocupante. Estaremos perante uma geração de desistentes, desinteressados e incapazes? Não me parece. Pelo menos recuso-me a acreditar em tal facto. Mas a verdade é que vejo diariamente crianças derrotadas. 

 

Faço muitas vezes uso do reforço positivo, talvez não tantas como deveria, mas é uma preocupação que tenho, porque efetivamente sou levada a crer que muitas das crianças com quem convivo deixaram de ser estimuladas nesse sentido. 

 

Serei eu que tenho andado só por escolas onde este fenómeno é mais visível? Pode ser. Mas a verdade é que as escolas estão cada vez mais heterogéneas, havendo de tudo um pouco. O melhor, o pior e o médio. Por isso, se existe de tudo um pouco, não me parece que seja um problema único e exclusivo da região do país em que trabalho. 

 

E pensam vocês: "Mas, C.S., não há bons alunos? Não há os que ainda demonstram entusiasmo com a aprendizagem?". Há claro que há. Mas a verdade é que são cada vez menos. Cada vez mais raros. 

 

A resolução deste assunto passará apenas pelas escolas? Não me parece... Creio que este problema terá que começar a ser resolvido em casa e até acho que este problema deveria ser assumido, também, pelas entidades governamentais. Mas isso... Isso é tema para outra conversa. 

(Imagem aqui)

E para terminar deixo-vos este link e este

23
Jan19

Sabem que cara é esta?

C.S.

(Imagem aqui)

 

É cara de: 

Aqui me queriam, aqui me têm, sem arrependimentos ou culpas, até porque 18 milhões de euros é o que eu pago às minhas irmãs para não as ouvir. 

 

Uma coisa é certa... Acho que nunca vi o CR7 com uma roupa que lhe conferisse tanta pinta. Só pode ser dos ares italianos, porque como todos sabemos, no que toca a moda, eles são uns expert

14
Jan19

Sex Education | A nova série da Netflix que têm de ver

C.S.

No fim-de-semana fiz o trabalho por vocês e servi de cobaia. É verdade. Eu sou assim uma altruísta nata. (Hahaha...)

Entre os afazeres que não podiam ser adiados lá arranjei tempo para ver os 8 episódios da nova série da Netflix, Sex Education, e só me desiludi quando vi que tinha chagado ao final dos conteúdos disponíveis. 

 

Sex Education traz-nos a história de Otis (Asa Butterfield), um adolescente, filho de pais divorciados, cuja mãe (Gillian Anderson) é terapeuta de educação sexual, facto que conferiu a Otis uma série de conhecimentos teóricos, adquiridos ao longo dos anos pelo tipo de educação que a mãe lhe transmitiu, mas também pelas escutas que fez, uma vez que a mãe tem o consultório na sua prórpia casa. Contudo, Otis está longe, muito longe de conseguir colocar em prática os seus conhecimentos, pelo menos no que à sua vida sexual diz respeito, porque na escola a conversa é outra. Incentivado por uma colega do Liceu de Moordale, por quem se apaixona, Otis começa a fazer terapia aos seus colegas. E há imensos necessitados, como devem imaginar, e com as mais variadas problemáticas, que vão desde a falta de autoestima à chantagem com recurso a uma foto (da vagina de uma aluna), ou não se tratasse de um liceu repleto de adolescentes com as hormonas a fervilhar.

 

Sex Education é uma comédia dramática que vai quebrando algumas barreiras, abordando a questão do sexo de forma brilhante, porque nunca se torna vulgar. Nesta série vemos os personagens crescerem a cada episódio e não só a nível emocional. Não tenham dúvidas, somos brindados com excelentes interpretações.

 

Os meus personagens preferidos são Otis, a sua, algo excentrica, mãe e Eric (Ncuti Gatwa), que é gay e é o melhor amigo de Otis. Aliás, o tema da homossexualidade é muito bem trabalhado nesta série. Adoro uma cena entre Otis e Eric no Baile de Finalistas. 

 

Resta-me remeter-vos para o trailer e dizer-vos que se apressem a ver para podermos trocar ideias. 

 

12
Jan19

Amantes de livros? Vão adorar isto!

C.S.

Gostam de livros e bibliotecas? Sim? Então deixem-se estar e continuem a ler. Se não gostam, não faz mal, vemo-nos por cá num outro post qualquer.

 

Nesta tarde fria de janeiro, enquanto recebo o quentinho do meu aquecedor e degusto uma belíssima chávena de chá preto, encontrei uma história que me fez sorrir e por isso decidi vir aqui partilhá-la convosco. 

Sharalee Armitage Howard é uma bibliotecária, que vive nos E.U.A., e que teve a feliz ideia de aproveitar uma árvore centenária morta para fazer uma pequena biblioteca de rua junto à sua casa. Resultado? É capaz de ser das bibliotecas mais caricatas e queridas que vi na vida. Concordam?

(Imagem aqui)

 

A pequena e adorável biblioteca é um projeto incorporado na organização Little Free Library, sem fins lucrativos, que tem como propósito incentivar o amor pela leitura - Take a Book. Share a Book

(Imagem aqui)

 

Eu li a notícia aqui e depois fiz pesquisa e consegui ver um vídeo do local aqui. Não deixem de espreitem os links se quiserem ver mais imagens. 

 

Continuação de um ótimo sábado!

Está um belo final de tarde para pegar num livro. 

03
Dez18

E o artigo 13 não vai afetar os blogs?

C.S.

Esta é, para mim que tenho um blog, A pergunta que tenho em relação ao assunto do momento. 

 

O artigo 13 vai ou não afetar os blogs? 

 

Deixem-me, em primeiro lugar, dizer-vos que não estou esclarecida a 100% sobre este assunto.

Vi parte do vídeo do Wuant, mas não o consegui ver todo porque não tive paciência. A forma como se expressa, a raiva crescente, o tom alarmista... Foram demasiado para mim. 

Vi também o vídeo da Bumba na Fofinha. E aqui comecei a ter algumas luzes sobre o assunto. Acho que os argumentos que ela usou foram bastante pertinentes e a verdade é que concordo com aquilo que ela diz, já se falou muito sobre o tema, mas há muitas questões que não são claras. 

Depois fui pesquisar mais um pouco e li o artigo do Polígrafo (aconselho a que o leiam). Achei que esclarece muitas dúvidas e deixa-nos com a certeza de que, se o Artigo 13 for para a frente, a internet, tal como a conhecemos, irá mudar a partir de 2019. A mesma linha de pensamento segue-se neste texto da Sic Notícias. 

 

Agora pergunto-me...

Fala-se dos gigantes... YouTube, Google, Instagram... Mas as plataformas de blogs também não serão afetadas se esta lei for para a frente? 

 

Por exemplo, quando escrevo sobre um filme (facto que acontece com alguma frequência por aqui) e decido ilustrar o post com uma foto do mesmo, ainda que identificando o link donde retirei a imagem, estou a violar os direitos de autor? Deixo de poder partilhar essas imagens? 

 

Quando ouço uma nova música que gosto e decido vir aqui partilhá-la, com o intuito de dá-la a conhecer, estou a violar os direitos de autor ou estou a publicitar a música em questão? 

 

Ao partilhar a imagem de uma campanha publicitária de uma marca, (roupa, perfume, etc.), estou a violar os direitos de autor ou a divulgar a marca em questão, simplesmente porque me apetece? 

 

Deixo de poder citar?

 

Tantas questões. 

Mas tenho de esclarecer que, segundo o que li, os grandes afetados são, supostamente, os gigantes a que me referi anteriormente. Como? Pagando uma taxa de cada vez que um conteúdo seja publicado.

Agora digam-me? Vão o Youtube, Google, Intagram... pagar de cada vez que nos apetecer partilhar uma imagem dos Simpsons, de Game of Thrones, do SLB, da D&G, do Jamie Oliver... Ou vão, simplesmente, bloquear todos esses conteúdos para que não os possamos partilhar? 

(Imagem aqui)

 

Sabem o que vos digo? O Casal Mistério que se cuide... Parece que vão ter de repensar o conceito do blog.  

 

 

 

 

 

 

 

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