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há mar em mim

12
Nov18

É o tempo que nos faz

C.S.

O tempo é, para mim, um dos grandes mistérios do universo. 

Não é palpável. Muitas vezes não o sentimos e, no entanto, se olharmos com atenção conseguimos vê-lo.

Este fim-de-semana que passou vi O Tempo.

Vi-O.

Vi-o claramente. 

Pude observar a forma como ele passa por nós. Impiedoso. Acutilante. 

Vi-o nas rugas da minha mãe. 

Estava nos cabelos brancos do meu pai.

Transformou a minha irmã. Já não é a menina de quem tenho de cuidar. É agora outra coisa. Quase adulta, acho. Feliz, espero. 

Estava em casa dos meus sogros. Quase disfarçado. Mergulhando tudo numa espécie de decadência. 

Mostrou-se evidente nos meus primos... Nos de 5, 11, 21 e 40 anos. 

E quando o vi na minha sobrinha quase lhe implorei que andasse devagarinho. Que a deixe ser menina, inocente e feliz sempre. 

Muitas vezes não sei o que o tempo fez comigo. 

Sei que me moldou. 

Porque não para. 

Não volta.

Não se arrepende. 

O tempo que nos trespassa e repassa.

E corre. A um ritmo perfeito e só seu, que ninguém consegue acompanhar. 

O tempo que se ri de nós. 

Ano, após ano, na sua eternidade. 

Ri. Brinca. Faz o que quer. 

Deixa-nos viver.

Mas de vez em quando exibe-se.

Olha-nos nos olhos, só para nos lembrar que anda por aqui. 

Lembra-nos que, ao contrário de nós, é imortal. 

Que nós não temos tempo a perder.

(Imagem aqui)

 

21
Dez17

Gente estúpida deveria pagar um imposto elevado, muito elevado mesmo...

C.S.

Há pessoas que podem nadar em rios de dinheiro, mas não é isso que fará com que deixem de ser uns pobres de espírito. Pelo contrário...

Gente que não interessa a ninguém, mas que pela fortuna que possui dasse-lhes tempo de antena.
É o que acontece com a Sô Dona Bobone, que é, na verdade, uma aberração, mas que volta e meia dá sinais de vida.
Leiam este artigo da Sábado e constatem como ainda há mentes tão retrógradas e dementes.

Não suporto gente que julga estar acima dos outros...

O artigo está excelente.

11
Dez17

Portugal foi eleito o Melhor destino turístico do Mundo e eu esboço um sorriso amarelo

C.S.

Temos a melhor praia do mundo.

Temos o melhor hostel do mundo.

Temos a melhor city break do mundo.

Temos o melhor destino insular do mundo.

 

E agora temos o melhor destino turístico do Mundo!

 

Temos tanto para os turistas e tão pouco para quem cá passa todo o ano.

Não temos um SNS eficaz.

Não temos escolas públicas com condições (e esta frase pode ser interpretada de todas as formas que quiserem).

Não temos um preço justo, tendo em conta o poder de compra dos portugueses, no que toca ao arrendamento de imóveis.

Não temos cidades organizadas e com espaços verdes e de lazer adequados às necessidades da população.

Não temos capacidade de pôr fim à corrupção.

Não temos um sistema judicial isento, cumpridor e pontual.

Não temos florestas limpas.

Não temos estradas em condições não sujeitas a portagens. 

Não temos um ordenado mínimo nacional digno.

Não temos apoios efetivos que façam a taxa de natalidade crescer.

Não temos onde pôr os idosos que são abandonados nos hospitais.

Não temos tanto...

Mas somos fantásticos. 

Caramba! Somos os melhores.

Somos os melhores para os que vêm para cá com o seu imenso poder de compra e que nos acham baratos. Ficam tão deliciados com a nossa gastronomia e o nosso sol que não veem mais nada. Ou não querem ver. 

 

(Imagem aqui)

Portugal é o melhor destino turístico do Mundo e eu sorrio, como quem sorri da pior piada que o colega chato conta no jantar de Natal.

 

 

 

03
Jul17

Antes de vos deixar

C.S.

(Imagem aqui)

Ontem tropecei neste filme e ainda bem.

Não é que a história seja completamente surpreendente ou que nunca se tenha feito nada parecido, mas vale a nossa atenção, mais que não seja, porque nos leva a pensar "E se o dia de amanhã não existisse?".

Começa por ser um típico filme de adolescentes, tendo a escola como cenário principal e os problemas que por lá se passam como principal argumento. Mas cedo compreendemos que Sam, personagem principal desta ação terá de passar por uma transformação. E a história desenrola-se em torno dessa metamorfose, que não sendo surpreendente, é cativante e, em certas nuances, até inspiradora.

 

E vocês? Teriam algo para mudar se o dia de amanhã não existisse?

Eu suponho que sim, que se acabássemos por ter consciência do nosso dia final que alguma coisa mudaria, mais que não fosse, suponho que quereria aproveitar esse dia ao máximo, dando o melhor de mim e fazendo o que me faz feliz, com quem mais amo.

 

(Descobri que este filme é adaptado de um livro, suponho que as persongens do livro sejam mais densas e envolventes, fiquei curiosa...)

29
Jun17

A coragem de Carolina Deslandes

C.S.

pic-683x1024.jpg

                            (Imagem aqui)

 

Carolina Deslandes é cantora, mais uma miúda que foi descoberta há já uns bons anos pela sic e que tem conseguido vingar no panorama musical nacional.

Acontece que ela também é mãe de dois miúdos giríssimos e pequeninos ainda, um deles tem um mês, ou seja, a Carolina encontra-se em período pós-parto e o seu corpo, como é óbvio, ainda está a recuperar.

Por não se sentir perfeitamente contente com a sua imagem, neste momento, e lutando contra a vontade de se esconder, decidiu partilhar no seu blog a imagem que aqui vos apresento. Uma imagem real, sem floreados, sem tentativas de camuflagem, apenas a realidade da Carolina e de tantas e tantas mulheres que após o parto não conseguem regressar imediatamente ao que eram antes de engravidar. 

E agora pergunto-vos, vêem na imagem algo de estranho? Anormal? 

É que a Maya, essa mesmo que adivinha qualquer coisa e organiza umas festarolas, veio tecer comentário sobre a imagem alheia. E o que disse a senhora? Disse que ninguém devia estar assim um mês após o parto, que não é normal, que não promove a boa saúde física e que necessita de ajuda.

Sabem o que eu acho? Acho que esta abelha quis dar uma de Maria Vieira e deseja voltar a ser falada, mas nem sabia bem como e aproveitou aquilo que lhe apareceu.

Abelhinha, não se incomode, volte para a sua colmeia que ainda ninguém sentiu a sua falta, sim?

22
Jun17

Desabafos

C.S.

Sinto-me estranha. Há vários dias que me sinto assim.

Os últimos dias têm sido ricos em acontecimentos, alguns que jamais serão esquecidos e outros que daqui a uns tempos talvez já ninguém se lembre que aconteceram. E, no entanto, não me tem apetecido vir aqui opinar sobre nada disto. Eu que tenho sempre uma opinião, tenho andado bastante calada.

Tenho evitado as notícias, mas hoje em dia elas chegam-nos sem qualquer aviso, até

no telemóvel recebemos "as últimas".

Sou incapaz de compreender o fascínio que há em escrutinar as histórias dos infelizes que perderam a vida naquele impiedoso incêndio.

Não tenho capacidade para assimilar que Judite de Sousa, que passou por uma tragédia pessoal, vá fazer notícias junto de cadáveres, apontando para eles, numa frieza incompreensível. Também me deixa atónita que a tvi, entre tantos jornalistas que tem, tenha decidido escolher, para descer aos infernos, uma pessoa que psicologicamente não está a 100%, lutando ainda com os seus dramas pessoais.

Fico literalmente de boca aberta, pasmada, quando ao fazer zapping me deparo com uma outra senhora jornalista, esta da sic notícias, que em direto vai contando os passos que separam a igreja onde estão a decorrer as cerimónias fúnebres, de uma das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, da entrada do cemitério e durante a curta caminhada vai lamentando que esteja do lado de fora da igreja, por a cerimónia ser privada.

E eu sinto-me estranha com tudo isto.

Depois temos uma Ministra da Administração Interna que gosta de recusar ajudas em tempos de verdadeira crise e caos. Temos gente que aponta o dedo aos GNR, por não cortarem todas as estradas, aos bombeiros, por não serem tão céleres quanto deviam, à meteorologia, porque não previu a queda do raio...

Há gente que fala na tv e que diz que o que faz falta ao país são engenheiros florestais, num discurso oportunista para vender uma profissão do seu interesse.

E eu fico mal disposta com tudo isto.

E são as greves de professores que são verdadeiros tiros no pé e são as fugas de informação sobre os exames nacionais e são os jornalistas que confundem publicidade com notícias e são prazos para cumprir e é um calor dos diabos...

E a mim apetece-me fugir. Dói-me a atualidade e a realidade.

 (Imagem aqui)

 

Desculpem-me, mas hoje não haverá Às quintas viajamos..., voltará na próxima semana.

05
Jun17

14. Coisinhas que me irritam

C.S.

Bom dia! Eu sei, é segunda feira e ainda no post anterior apelei ao amor, ao sorriso, enfim, às coisas belas da vida, mas eu ando aqui com uma irritação atravessada na garganta e de hoje não passa.

Tenho de partilhar isto convosco!

Todos sabemos o que é uma rotunda, certo? Sabemos que é de forma, normalmente, circular, que o trânsito nela se faz no sentindo inverso ao dos ponteiros do relógio e que existe para facilitar a circulação. Concordam?

(Imagem aqui)

 Então alguém me explica o porquê de 99% das rotundas em Portugal terem uma passadeira imediatamente antes da entrada e/ou saída da rotunda? Porquê???

É que se a rotunda serve para ajudar o tráfego automóvel e ciclomotor, as passadeiras colocadas estrategicamente nesses sítios servem para quê? Para atrapalhar, claro está!

Ora uma pessoa quer sair da rotunda rapidamente e prosseguir com a sua marcha, nisto aparece um peão que nos obriga a uma travagem e se quem está atrás de nós não tiver a devida distância de segurança é bem capaz de nos dar um beijinho na parte traseira do carro.

Isto, meus caros, é de uma irresponsabilidade tremenda e eu acho que nos devíamos unir contra este flagelo!

 

O que me dizem?

 

03
Jun17

1. Coisas parvas (que eu penso)

C.S.

 

(Imagem aqui)

 

Digam-me se acontece o mesmo convosco ou se é só a mim (caso seja, tenho de marcar consulta no psicólogo)...

Quando estou aflita para ir à casa de banho, quando o xixi aperta muito, assim que chego perto da sanita é uma aflição que só visto. Vejo a sanita e tenho de começar a despir-me já quase aos saltinhos, tal não é a vontade e a sensação de urgência que se apodera de mim.

 

 

21
Mai17

1,7 milhões de euros e a receber ajudas do Estado... Que tal?

C.S.

Que Portugal é um país lindíssimo, com muito para oferecer, incluindo um clima belíssimo e uma ótima gastronomia, todos nós sabemos.

Que Portugal está cheio de vigaristas que gostas de burlar quem podem, também sabemos. Não é novidade, temos alguns até bastante bem posicionados na nossa sociedade, que é como quem diz, a ocupar grandes cargos.

 

Por isso, esta notícia que vos trago não me surpreende, na medida em que não é novidade que haja gente vigarista no nosso país.

Todavia, custa-me encarar com casos destes por três motivos:

1.º porque pago os meus impostos, com bastante esforço, e todos os dias saio da caminha, de que tanto gosto, para não falhar os meus compromissos e viver uma vida honesta.

2.º porque estes sujeitos andaram a usufruir de dinheiro que poderia servir para ajudar alguém que, de facto, necessitasse.

3.º porque não consigo deixar de sentir que me foram ao bolso. Ao nosso bolso. Ao bolso de todos os portugueses que contribuem para que este país avance.

 (Imagem aqui)

É isto. E é triste. Eles que tenham, nada mais, nada menos, do que aquilo que merecem.

 

 

 

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