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há mar em mim

12
Nov18

É o tempo que nos faz

C.S.

O tempo é, para mim, um dos grandes mistérios do universo. 

Não é palpável. Muitas vezes não o sentimos e, no entanto, se olharmos com atenção conseguimos vê-lo.

Este fim-de-semana que passou vi O Tempo.

Vi-O.

Vi-o claramente. 

Pude observar a forma como ele passa por nós. Impiedoso. Acutilante. 

Vi-o nas rugas da minha mãe. 

Estava nos cabelos brancos do meu pai.

Transformou a minha irmã. Já não é a menina de quem tenho de cuidar. É agora outra coisa. Quase adulta, acho. Feliz, espero. 

Estava em casa dos meus sogros. Quase disfarçado. Mergulhando tudo numa espécie de decadência. 

Mostrou-se evidente nos meus primos... Nos de 5, 11, 21 e 40 anos. 

E quando o vi na minha sobrinha quase lhe implorei que andasse devagarinho. Que a deixe ser menina, inocente e feliz sempre. 

Muitas vezes não sei o que o tempo fez comigo. 

Sei que me moldou. 

Porque não para. 

Não volta.

Não se arrepende. 

O tempo que nos trespassa e repassa.

E corre. A um ritmo perfeito e só seu, que ninguém consegue acompanhar. 

O tempo que se ri de nós. 

Ano, após ano, na sua eternidade. 

Ri. Brinca. Faz o que quer. 

Deixa-nos viver.

Mas de vez em quando exibe-se.

Olha-nos nos olhos, só para nos lembrar que anda por aqui. 

Lembra-nos que, ao contrário de nós, é imortal. 

Que nós não temos tempo a perder.

(Imagem aqui)

 

28
Nov17

O problema deve ser meu

C.S.

O A. já me disse por diversas vezes que eu me impressiono com facilidade. 

Não, impressiono não é a palavra. Se vou falar-vos disto tenho de dizer as coisas tal como elas são. Eu enojo-me com facilidade. Pelo menos é o que ele acha. E eu acho que ele tem um pouco de razão, mas também acho que há por aí muita gente que precisava de fazer um curso intensivo em higiene e limpeza pessoal. Não existe? Pois deveria existir. 

 

Vamos a factos.

- Vou no carro, olho para o lado e vejo uma senhora a tirar macacos do nariz e a comer. A comê-los. Pisco os olhos, não acredito no que vejo. Mas para que não restem dúvidas a senhora repete os mesmos gestos uma e outra vez, uma e outra vez... (Aconteceu há dias.)

- Há uns anos tive uma colega de trabalho que tinha tanto tártaro nos dentes que eu era incapaz de falar com ela a encará-la, sentia-me mal com a minha atitude, mas sempre que olhava para a cara dela só via dentes num estado lastimável. Um verdadeiro horror...

- Num transporte público coletivo vai sentado à minha frente um senhor cuja cabeça é composta de caspa com cabelo e não o contrário. E não, não estou a exagerar, até fazia crosta. Fico mal-disposta só de pensar... (Aconteceu há muito pouco tempo.)

- Gente a mascar pastilha elástica de boca aberta é motivo para eu desejar falecer...

- Tenho uma vizinha que deve comprar os sacos do lixo mais baratos que há no mercado, porque não há uma semana em que ela não suje todo o prédio, (a senhora vive no último andar), com aquilo que eu chamo de sopa de lixo. O saco rompe-se sempre e ela vai espalhando sopa de lixo e, consequentemente, deixando um cheiro hediondo. O elevador torna-se um local insuportável. 

- Pessoas que cospem para o chão. Não é preciso dizer mais nada, pois não?!

 

Acham que o problema é meu ou que há por aí muita gente que precisava de ajuda?

(Imagem aqui)

 

Com esta conversa vou já tomar um banho e desinfetar-me três vezes...

 

Tenham um bom dia. 

 

 

 

27
Jun17

Que família exemplar!

C.S.

No fim de semana, como sabem, andei a viajar de carro e na estrada vê-se muita coisa. Boa e má. Vou-vos contar uma a que assistimos e vocês depois classificam-na, pode ser?

 

Eu e o A. vimos uma família a quem, na minha opinião, deveria ser entregue o primeiro prémio do euromilhões, pois eles próprios constituem um verdadeiro jackpot.

Vamos primeiro ao senhor: está-se completamente a borrifar para tudo o que sejam regras, qual Bart Simpson, qual carapuça. Este senhor ignorou um sinal vertical de proibição de ultrapassagem, a linha contínua separadora, a aproximação a uma curva e um carro que vinha em sentido contrário. Sim, é verdade e tudo de uma só vez!

A senhora: fazia a viagem no lugar do pendura e em plena cidade, aproveitando um semáforo que se encontrava vermelho, (que por acaso este o marido até respeitou), abriu o vidro e atirou com um lenço de papel para o chão.

E numa família tão extremosa não havia uma criança? Havia, claro que havia!

A criança: já fora da dita cidade que a mãe decidiu poluir, a criança abre o vidro, (atenção, importa referir que o carro circulava a uma velocidade dita normal, cerca de 80/90 km/h), e segura numa mão um papel verde e na outra uma tesoura. E o que faz? Conseguem adivinhar? Recortes, pois claro, recortes de papel, com as mãozinhas de fora, que o papá não deveria querer o carrinho sujo.

 

Que tal? É ou não uma família jackpot?

 

(Imagem aqui)

05
Jun17

14. Coisinhas que me irritam

C.S.

Bom dia! Eu sei, é segunda feira e ainda no post anterior apelei ao amor, ao sorriso, enfim, às coisas belas da vida, mas eu ando aqui com uma irritação atravessada na garganta e de hoje não passa.

Tenho de partilhar isto convosco!

Todos sabemos o que é uma rotunda, certo? Sabemos que é de forma, normalmente, circular, que o trânsito nela se faz no sentindo inverso ao dos ponteiros do relógio e que existe para facilitar a circulação. Concordam?

(Imagem aqui)

 Então alguém me explica o porquê de 99% das rotundas em Portugal terem uma passadeira imediatamente antes da entrada e/ou saída da rotunda? Porquê???

É que se a rotunda serve para ajudar o tráfego automóvel e ciclomotor, as passadeiras colocadas estrategicamente nesses sítios servem para quê? Para atrapalhar, claro está!

Ora uma pessoa quer sair da rotunda rapidamente e prosseguir com a sua marcha, nisto aparece um peão que nos obriga a uma travagem e se quem está atrás de nós não tiver a devida distância de segurança é bem capaz de nos dar um beijinho na parte traseira do carro.

Isto, meus caros, é de uma irresponsabilidade tremenda e eu acho que nos devíamos unir contra este flagelo!

 

O que me dizem?

 

11
Mai17

Sobre o Salvador Sobral e a sua (canção) atitude

C.S.

Bom dia! Como estão? :)

 

O Salvador Sobral e a sua, (e da Luísa), música têm sido tão noticiados, tão destacados que eu tenho achado que nada mais há acrescentar sobre o tema. A música é uma delícia, fofinha, fofinha e a interpretação completamente única e incomparável, mas nada disto é novidade. Já foi dito e redito uma pouco por todo o lado e ainda bem.

O que vos venho dizer é que ontem espreitei os vídeos que circulam pelo youtube com as entrevistas feitas ao Salvador e, realmente, são fantásticos de assistir, porque ele é completamente o oposto do estrelato e da vertente comercial do festival. A sua blusa a dizer "SOS Refugees" é mais um exemplo disso. É o Salvador a dizer que está ali para cumprir a sua função, representar Portugal da melhor forma possível, mas que não se esquece do que se vai passando à sua volta. Usa o mediatismo que lhe é concedido em prol de algo maior e isso é completamente louvável. Que bom que é ver o nosso país representado por pessoas de valor. Obrigada!

 

Entretanto, vi este vídeo e fiquei rendida. Uma turma de alunos espanhóis a cantar em português, a cantar Amar pelos dois, que maravilha! Assistam aqui.

 

(Hoje é quinta, é dia de Às quintas viajamos..., por isso até já.)

 

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