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há mar em mim

09
Out17

Mas o que vem a ser isto?!

C.S.

Andava eu a passear pelo youtube, como quem passeia pelo jardim da cidade, quando decido clicar na opção "Tendências", (sim, às vezes dá-me para isto, apesar de já saber de antemão da quantidade de lixo que se pode encontrar nestas "tendências"),  e deparo-me com um vídeo que jamais deveria ter sido aberto. (Mas eu estava entediada, tentem compreender.)

 

Abro o dito cujo e era, nada mais, nada menos, que um excerto de um dos programas da tarde, que como todos sabemos, são dotados de conteúdos magnífico...

 

E o que é que temos? Temos um senhor a tentar provar que andou a comer a irmã da mulher. APLAUSOS!!! 

 

Vocês têm de assistir a isto se querem começar a vossa semana a exercitar a zona abdominal, vão por mim, que eu não vos minto.

 

Posto isto, vamos a alguns factos:

- a Fatinha está a fazer um trabalho notável ao manter-se séria;

- a TVI agora passa reality shows a qualquer hora do dia;

- o machão parece o Sherek;

- a senhora traída sorri, portanto, parece estar bem com a situação;

- esta máquina é tão boa que deveria ser usada em todos os tribunais;

- o senhor espanhol tem mais ar de serial killer que de professor;

- podemos respirar de alívio, porque a televisão portuguesa está bem de saúde e recomenda-se, não é fácil fazer tal número de comédia e, ainda por cima, a esta hora do dia. Ufa...

 

(É por estas e por outras que eu só vejo séries e pouco mais...)

 

Tenham uma ótima semana.

 

 

16
Jun17

"Somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não." Saramago

C.S.

Andava eu a passear pela página da Wook, (site que visito com frequência e que julgo que todos conhecerão...), quando me deparei com o livro Enquanto Acreditar em Ti, de Raquel Strada. Da Raquel Strada? Da Strada da tv? Daquela que está sempre irrepreensivelmente vestida?

Olha...a Strada, agora, também escreve. Pensei eu. Porreiro. Gira, bem vestida e escritora. O que se pode querer mais?!

E imediatamente a minha memória foi buscar um artigo que li no Expresso o ano passado (2016), que me deixou de boca aberta, por ser uma absoluta surpresa para mim. Na altura ainda não tinha o blog, não comentei com ninguém o que tinha lido e passados uns dias já nem me lembrava do assunto, mas hoje a minha memória ressuscitou-o.

"C.S., és tão naif", estarão alguns a pensar. E eu terei de concordar, porque durante anos esta realidade passou-me ao lado, imaginando que quem vê o seu nome na capa de um livro é porque realmente o merecia, mas parece que isto não é assim tão linear.

 

(Atenção! Esclareço, antes de prosseguir, que não faço a mínima ideia de quais as capacidades de escrita da Raquel Strada e acredito que ela possa, realmente, ser a autora do livro, não é isso que está aqui em causa, de todo. Não me interpretem mal.)

 

O artigo do Expresso intitula-se: Os fantasmas que escrevem os livros dos famosos. E agora perguntam aqueles que, como eu, desconheciam esta realidade: "O quê?".

É verdade, parece que ao nível internacional isto é "o pão nosso de cada dia" e que por cá, na nossa santa terrinha, já se começa a fazer o mesmo. Passo a explicar de forma sintética: as editoras querem vender, certo? Os famosos, por serem quem são, vendem. Portanto, não importa a destreza que tenham ou não nas artes da escrita, porque as editoras contratam alguém anónimo que a possua. E não sou eu que o afirmo, é o jornalista do Expresso, atentem:

 

«As editoras querem associar um rosto mediático a um título que venda. E todas as partes saem a ganhar. Talvez aqui o leitor seja o único defraudado. Espantado? São as regras do jogo no mercado das editoras.

E como o segredo é a alma do negócio, o nome destes fantasmas da escrita nem aparece na ficha técnica (ou se aparece é de forma discreta na qualidade de ‘colaborador’) para que a ilusão da proximidade do leitor com a figura pública visada não saia beliscada e as vendas sejam um sucesso.»

 

Que acham disto? Era clara para vocês esta realidade?

Eu não consigo deixar de achar que é feita uma espécie de jogo sujo com os leitores, pois pensam que estão a comprar algo que não o é, ou que pelo menos, que não corresponde inteiramente à realidade.

As biografias, por exemplo, talvez sejam os textos que mais sentido fazem, para mim, socorrerem-se desta técnica, porque uma pessoa pode ter uma vida extraordinária para contar, mas não dominar as palavras e aí, sim, necessita de alguém que conte as suas vivências por si. Todavia, acham correto o uso de escritores fantasma quando se trata, por exemplo, de um romance?

Deixo-vos com esta interrogação, reflitam e partilhem comigo, talvez seja eu que esteja a ver este negócio com maus olhos, quando na verdade é algo, ao que parece, banal. Talvez com os vossos comentários me façam mudar de opinião...

Parece que Saramago nunca fez tanto sentido:

«Somos todos escritores, só que uns escreve e outros não.»

(Imagem aqui)

 

 

 

05
Jun17

O que preferem?

C.S.

Isto?

 

Ou isto?

 

 

 Se calhar está na hora de começarmos a preocupar-nos com o nosso belíssimo planeta. Até podemos já ir tarde, mas com toda a certeza que se não tentarmos, se continuarmos a fechar os olhos e a assobiar para o lado é que não conseguiremos nada. 

Não digo que tenhamos todos de nos tornar hiper defensores da natureza, porque isso dá muito trabalho (), mas se cada um de nós fizer a sua parte, (reciclar, não usar a natureza como caixote do lixo, evitar poluir as águas, não fazer fogueiras nas florestas...), já estaremos a fazer muito. 

 

Feliz dia do Meio Ambiente!

 

(Todas as imagens foram retiradas daqui)

01
Mai17

Fences (com Denzel Whashington e Viola Davis)

C.S.

No sábado vi finalmente este filme.

Fences é um filme sobre pessoas, emoções e tormentos do passado. Também aborda a temática do racismo, esta é transversal a todo o filme, sem se tornar no epicentro da história. 

 

Não quero revelar demasiado da história para não estragar o filme a quem ainda não o viu, mas tenho de vos dizer que a personagem de Denzel Whashington vos vai provocar sentimentos contraditórios, irão sentir compaixão pela história deste homem, mas ao mesmo tempo vão desprezar muitas atitudes que ele tem. Em certos diálogos que tem com os filhos, sobretudo com o mais novo, Cory, vemos um homem que se deixa levar pelos problemas do seu passado, que não foi fácil, e projeta todo o seu rancor no presente.

 

Este filme demonstra-nos, uma vez mais, a qualidade de Denzel e Viola enquanto atores. Que grandes interpretações! Foi bem merecido o Óscar que Viola Davis levou para casa pelo seu desempenho nesta longa metragem.

 

Contem com um filme de emoções fortes, mas cuja ação se passa praticamente toda no mesmo sitio, a casa e, sobretudo, o quintal do casal. É no quintal que anda a ser construída uma cerca, (que acaba por dar nome ao filme), que assume um papel metafórico e simbólico.

Aconselho-vos a ver este filme, pois faz-nos refletir sobre a forma como vivemos as nossas vida e como deixamos que o passado nos afete.

(Imagem aqui)

04
Abr17

Isto há com cada uma...

C.S.

Ontem, ao final da tarde, tive de ir a uma consulta mostrar uns exames, (estou bem, não se preocupem, nada que umas sessõzinhas de fisioterapia não resolvam...). Até aqui tudo certo, tudo normal.

Estava eu na chata tarefa da espera, olhando para o meu telemóvel, admirando as últimas do Instagram, quando alguém se aproxima de mim e me diz: "desculpe incomodar, será que me pode tirar umas fotos?". E eu levantei os olhos, vi uma senhora sorridente e lá verbalizei a palavra "claro" ao mesmo tempo que pensava: C.S., mas tu não ias ao hospital? Onde raio é que tu entraste?.

A primeira foto ficou totalmente desfocada, porque eu estava a processar informação, a tentar não deixar cair dois telemóveis (o meu e o da senhora), nem a minha mala. E a modelo lá ia dizendo "tire mais que uma, eu depois escolho", enquanto mudava de pose. Tirei umas quatro ou cinco, reparei que realmente estava no hospital, não me tinha enganado, porque o cenário que a senhora escolheu como fundo para a sessão foi uma porta branca, com um extintor ao lado, que dizia: "sala de enfermagem". Concluída a tarefa que me foi pedida, devolvi o telemóvel à sua dona, que me agradeceu novamente e foi feliz à sua vida.

Entretanto, ouço "senha k0050", era a minha e lá vou até ao balcão onde encontro duas raparigas mortas de riso que tinham estado a assistir à minha curta vida como profissional da fotografia e uma delas não se aguentou e lá disse: "isto há com cada uma" e eu fiquei a pensar que só há dois motivos para ela querer tirar fotos no hospital. Ou acabou de saber que estava grávida e quis ficar com recordação do momento ou conseguiu um emprego novo no hospital, de qualquer forma mais valia ter tirado foto no exterior, pois mesmo sendo um parque de estacionamento o céu estava de um azul lindíssimo.

 

 (Imagem aqui)

 

 

18
Mar17

Uma dúvida que tenho...

C.S.

É só impressão minha ou o dia do Pai já se transformou, também, num dia consumista?

O dia do pai não era aquele dia em que os pais recebem desenhos coloridos e desalinhados feitos pelos filhos e sentem que é a melhor prenda do mundo? Não é o dia de receber fotografias colocadas em molduras feitas de papel e brilhantes? Não é aquele dia em que os pais fazem de tudo, mais ainda que o normal, para passar tempo com os filhos e recordarem a si próprios o que é realmente importante?

É que eu não paro de receber publicidade, em tudo quanto em sítio, a relembrar que se gostamos muito do nosso pai, então temos de demonstrá-lo através de uma qualquer compra extravagante.

Mudam-se os tempos (já dizia o poeta), mas não se deviam mudar as vontades, pelo menos neste caso, o dia do pai é, essencialmente, um dia para gastar tempo, não dinheiro, bem gasto e expor os nossos sentimentos, sem vergonha.

 

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