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há mar em mim

01
Jul17

2. Coisas parvas (que eu penso)

C.S.

O mundo, tal como o conhecemos, acabou oficialmente ontem. Pelo menos não foi doloroso, mas foi custoso de ver...

Eu explico. Ontem tive de me dirigir a uma superfície comercial, precisava de uns iogurtes, azeite e mais uma ou duas coisa... Andava eu por ali, a ver se despachava as compras e... Eis que se deu! Ali, mesmo à minha frente! O mundo acabou!...enquanto uma mãe orgulhosa tirava uma foto aos seus amores (marido e filho) que pousavam junto a isto:

(Imagem aqui)

 

E eu perguntei-me se aquela família (que era de nacionalidade estrangeira) terá entrado no supermercado a pensar que iriam visitar alguma espécie de jardim botânico à moda portuguesa.

 

21
Mai17

1,7 milhões de euros e a receber ajudas do Estado... Que tal?

C.S.

Que Portugal é um país lindíssimo, com muito para oferecer, incluindo um clima belíssimo e uma ótima gastronomia, todos nós sabemos.

Que Portugal está cheio de vigaristas que gostas de burlar quem podem, também sabemos. Não é novidade, temos alguns até bastante bem posicionados na nossa sociedade, que é como quem diz, a ocupar grandes cargos.

 

Por isso, esta notícia que vos trago não me surpreende, na medida em que não é novidade que haja gente vigarista no nosso país.

Todavia, custa-me encarar com casos destes por três motivos:

1.º porque pago os meus impostos, com bastante esforço, e todos os dias saio da caminha, de que tanto gosto, para não falhar os meus compromissos e viver uma vida honesta.

2.º porque estes sujeitos andaram a usufruir de dinheiro que poderia servir para ajudar alguém que, de facto, necessitasse.

3.º porque não consigo deixar de sentir que me foram ao bolso. Ao nosso bolso. Ao bolso de todos os portugueses que contribuem para que este país avance.

 (Imagem aqui)

É isto. E é triste. Eles que tenham, nada mais, nada menos, do que aquilo que merecem.

 

 

 

08
Mai17

Há coisas que eu não consigo compreender...

C.S.

Ontem à tarde eu e o A. fomos dar um passeio, a tarde estava convidativa, fazia sol e muitas famílias tiveram a mesma ideia que nós, claro, ainda por cima era dia da mãe. Às tantas, nós passeávamos de mãos dadas, conversando, sobre tudo e nada, alegremente, quando nos deparámos com duas mães, conversando também elas entre si, que seguravam, cada uma, a sua trela. E o que tinham as trelas na ponta? Os respetivos filhos. Eu e o A. calámo-nos e entreolhámo-nos. Cada um pensando no absurdo daquela cena.

Nós ainda não temos filhos. Podem acusar-me de não saber do que falo, mas não vos parece que estas senhoras ao optarem por este sistema, mais do que serem cautelosas, estão, de certa forma, a desresponsabilizar-se de transmitir regras às crianças? Não lhes estão a explicar porque não se podem afastar, estão a impor-lhes limites físicos, estão a priva-las da sua liberdade. Ou sou eu que estou a ver isto mal?

Pareceu-me uma cena triste.

 

26
Abr17

Ainda falta libertar algumas mentes

C.S.

Ontem, dia 25 de abril, dia dedicado à Liberdade, eu e o A. aproveitámos para ficar até (muito) tarde na cama, fizemos uma espécie de brunch e namorámos muito (tão bom!). Queríamos ter ido à praia, mas soprava um vento de norte que não era nada convidativo.

Assim, ele decidiu ir dedicar-se à pesca, ao final da tarde, enquanto eu dei um salto ao centro comercial para comprar duas coisas que me faziam falta.

Quando cheguei ao centro comercial dirigi-me à zona de comes e bebes, porque queria um café. Enquanto esperava, passou por mim um casal de mão dada, que passeava por ali, como tantos outros. Nisto, reparo que estão dois senhores, a rondar os 60's, de braços cruzados, a observar o dito casal. Observavam, riam e ia comentando, (não sei o quê, porque não os conseguia ouvir), mas garanto-vos que eles viram tudo o que puderam, porque quando estavam a perder o campo de visão inclinaram-se os dois para a direita, espreitando.

Porque é que estes senhores se comportaram desta forma? Porque o referido casal era constituído por dois rapazes, era um casal homossexual, por isso despertaram tanto interesse naqueles senhores.

E eu dei por mim a pensar: no dia da Liberdade, ainda há muitas mentes por libertar. Quando é que os casais de homossexuais poderão passear tranquilamente sem se sentirem o centro das atenções? Sem que sejam olhados de soslaio? Sem que sejam motivo de comentários?

 (Imagem aqui)

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