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há mar em mim

02
Mai19

E se te apetecer dançar no meio da rua?

C.S.

E se te apetecer dançar no meio da rua? Dança!

Não é por acaso que dançar e/ou beijar à chuva é um dos clichés de Hollywood. Pois, representa algo que todos temos convencionado que não se deverá fazer, (andar à chuva sem proteção, não é?). Para mim, uma cena dessas sempre representou os pequenos prazeres da vida, que tanta satisfação nos dão. Um momento de felicidade genuína. Quando os dois amantes correm para os braços um do outro sem que importem as condições climatéricas ou os olhos que os observam. Todos adoramos estas cenas, certo?

(Imagem aqui)

 

Então, porque não o fazemos mais na nossa vida? Quantas coisas deixamos de fazer por vergonha ou medo do julgamento alheio?

Acho que quantas mais vezes formos desafiando esses receios mais livres nos sentiremos. 

Desde pequenos que somos formatados para nos comportarmos de determinada forma, mas quem diz que não podemos usar a nossa criatividade e, de vez em quando, soltar o nosso lado mais selvagem/infantil/livre?

(Imagem aqui)

Pessoalmente, penso que me agarro muito ao comportamento convencionado, mas gosto quando tenho a capacidade de fazer algo fora da caixa e saber aproveitar esse momento. Não estou a dizer que o faça frequentemente, mas gosto quando acontece. 

 

E vocês?

Com que frequência dançam onde vos apetecer?

Que atividades fazem fora do comum/convencional?

Já deixaram de fazer determinada coisa por vos estarem a observar?

 

29
Jan19

Um assunto que me preocupa realmente

C.S.

Quem me visita com regularidade sabe a minha profissão, mas também sabe que eu não falo muito dela. Lá me queixo da instabilidade que lhe é inerente , dos concursos, de uma ou outra conversa tola à hora de almoço, mas pouco mais. 

 

Porquê? Por várias razões, desde o facto de este ser um espaço onde gasto algum (muito?) do meu tempo livre e, como tal, julgo que seja normal que me queira afastar dos assuntos profissionais, por outro lado, tenho bem definida na minha cabeça a ideia de que trabalho com menores e que o que acontece na escola não deve ser exposto, (ao contrário daquilo que muita gente faz, não é verdade? Sim, refiro-me, por exemplo, às fotos de respostas absurdas que os alunos dão nos testes e que volta e meia são colocadas nas redes sociais.). Sou completamente contra esse tipo de exposição, ainda que os alunos não sejam identificados. Acho um ato desses uma grande falta de ética. Mas cada um sabe da sua própria consciência. 

 

Mas esta conversa toda para quê? Para vos dizer que vou abrir uma exceção. Eu dou aulas há cerca de 10 anos e, neste momento, há algo que me assusta verdadeiramente nas escolas. Nada mais, nada menos, que o comportamento dos alunos. (Atenção! Aquilo que vou escrever a seguir prende-se com a minha experiência. Não quero com isto dizer que o mesmo está a acontecer em todas as escolas do país. Até porque em 10 anos eu passei apenas por 12 escolas.)

 

Nestes últimos dez anos tenho verificado que o comportamento dos miúdos, de um modo geral,  se tem alterado neste sentido: têm aumentado os comportamentos de ansiedade, depressão e agressividade e diminuído a capacidade de tolerância, de procurar superar problemas e reagir perante uma dificuldade. Os meninos dizem com extrema facilidade "não sou capaz" e "não sei", mas raramente pronunciam as palavras "vou tentar", "eu ajudo-te" ou "vou conseguir". 

 

O que é isto me demonstra? Que apesar de vivermos numa sociedade onde existe o culto da beleza física, estamos a esquecer de cultivar os egos e isto é preocupante. Estaremos perante uma geração de desistentes, desinteressados e incapazes? Não me parece. Pelo menos recuso-me a acreditar em tal facto. Mas a verdade é que vejo diariamente crianças derrotadas. 

 

Faço muitas vezes uso do reforço positivo, talvez não tantas como deveria, mas é uma preocupação que tenho, porque efetivamente sou levada a crer que muitas das crianças com quem convivo deixaram de ser estimuladas nesse sentido. 

 

Serei eu que tenho andado só por escolas onde este fenómeno é mais visível? Pode ser. Mas a verdade é que as escolas estão cada vez mais heterogéneas, havendo de tudo um pouco. O melhor, o pior e o médio. Por isso, se existe de tudo um pouco, não me parece que seja um problema único e exclusivo da região do país em que trabalho. 

 

E pensam vocês: "Mas, C.S., não há bons alunos? Não há os que ainda demonstram entusiasmo com a aprendizagem?". Há claro que há. Mas a verdade é que são cada vez menos. Cada vez mais raros. 

 

A resolução deste assunto passará apenas pelas escolas? Não me parece... Creio que este problema terá que começar a ser resolvido em casa e até acho que este problema deveria ser assumido, também, pelas entidades governamentais. Mas isso... Isso é tema para outra conversa. 

(Imagem aqui)

E para terminar deixo-vos este link e este

26
Abr17

Ainda falta libertar algumas mentes

C.S.

Ontem, dia 25 de abril, dia dedicado à Liberdade, eu e o A. aproveitámos para ficar até (muito) tarde na cama, fizemos uma espécie de brunch e namorámos muito (tão bom!). Queríamos ter ido à praia, mas soprava um vento de norte que não era nada convidativo.

Assim, ele decidiu ir dedicar-se à pesca, ao final da tarde, enquanto eu dei um salto ao centro comercial para comprar duas coisas que me faziam falta.

Quando cheguei ao centro comercial dirigi-me à zona de comes e bebes, porque queria um café. Enquanto esperava, passou por mim um casal de mão dada, que passeava por ali, como tantos outros. Nisto, reparo que estão dois senhores, a rondar os 60's, de braços cruzados, a observar o dito casal. Observavam, riam e ia comentando, (não sei o quê, porque não os conseguia ouvir), mas garanto-vos que eles viram tudo o que puderam, porque quando estavam a perder o campo de visão inclinaram-se os dois para a direita, espreitando.

Porque é que estes senhores se comportaram desta forma? Porque o referido casal era constituído por dois rapazes, era um casal homossexual, por isso despertaram tanto interesse naqueles senhores.

E eu dei por mim a pensar: no dia da Liberdade, ainda há muitas mentes por libertar. Quando é que os casais de homossexuais poderão passear tranquilamente sem se sentirem o centro das atenções? Sem que sejam olhados de soslaio? Sem que sejam motivo de comentários?

 (Imagem aqui)

11
Mar17

5. Coisinhas que me irritam

C.S.

Ontem, tal como vos havia confidenciado, fui ver um espetáculo de stand up comedy, de Bruno Nogueira. Não, não foi a performance do Bruno que me irritou, pelo contrário, ri bastante, do principio ao fim e se ele tivesse evitado as fáceis piadas sobre gordos ainda tinha gostado mais, porque ele já provou que sabe fazer humor do bom, do inteligente, não precisa de recorrer ao que é mais fácil. Mas é mesmo assim, nesta vida nada é perfeito.

Adiante, nos primeiros minutos do espetáculo recordei-me, ou melhor, recordaram-me de algo que me irrita muito, mas mesmo muito, algo que me deixa o sangue a fervilhar nas veias, imaginem! É uma ação que se prende com o comportamento do público e, diria eu, um grande defeito que muitos portugueses têm.

Eu, que não gosto de me atrasar, (talvez porque não gosto de esperar), nunca me lembro de ter chegado atrasada a um espetáculo, seja teatro, cinema, concerto, stand up, o que for... Em trinta anos ainda nunca cheguei tarde a compromisso deste tipo. E porquê? Primeiro, porque se vou ver aquela atuação, seja ela de que natureza for, é porque me interessa por algum motivo, facto que me leva a respeitar todos os seus intervenientes. Em segundo, porque nunca, mas nunca quero ser aquela pessoa que chega já o espetáculo decorre há dez minutos, está escuro, por isso entra de telemóvel na mão para procurar bem o seu lugar e quando finalmente descobre onde é lá decide pedir desculpas e com licenças e fazer levantar uma fila inteira por causa da sua falta se civismo.

Eu sabia como resolver isto. Imaginam como? Era fechar as portas à hora marcada, no bilhete, para início da atuação. Não entrava mais ninguém. Assunto resolvido, porque quem é acha que chegar atrasado a um evento destes é chique, desengane-se, é só parvo e de mau gosto.

 

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