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há mar em mim

14
Ago18

Conversas de uma tarde de verão

C.S.

Há dias calhou perguntar a alguém o que preferia:

- A casa dos teus sonhos ou fazeres uma volta ao mundo?

A pessoa em questão ouvia-me com atenção, sorriu e respondeu sem hesitar: 

- A casa, claro.

 

Eu já sabia que a resposta seria essa. Conheço a pessoa a quem dirigi a pergunta demasiado bem. Educou-me. Transmitiu-me valores. Sei o que a faria feliz. E sei que na minha família a maioria, se não todos, daria a mesma resposta. 

 

- Eu escolheria viajar, sem dúvida. Sem qualquer tipo de hesitação. Já viste como o mundo é grande e ao mesmo tempo tão pequeno que nos é acessível? Quem me dera poder conhecer o maior número de pessoas e culturas... 

(Imagem aqui)

 

E entretanto calei-me. Fiquei por aqui. O que eu estava a dizer, o que eu pudesse argumentar não iria fazer sentido para o meu interlocutor.

Respirei fundo... Fechei os olhos e pensei: não há nada que me ensine tanto quanto viajar. Ir a outros lugares proporciona-nos a oportunidade de nos tornarmos mais humildes e tolerantes, permite-nos relativizar e ajuda-nos a ter cada vez mais empatia e compaixão. 

O que nos ensina uma casa grande? O que nos faz enquanto pessoas um carro da marca X, Y ou Z? Muito pouco ou nada. 

Por outro lado, compreendo muito bem a escolha da casa. Vinda daquela pessoa, conhecendo o contexto em que cresceu e a forma como foi educada, sabendo as privações por que passou, sei que a resposta não poderia ser outra. A casa seria para si um sinónimo de estabilidade, uma forma de deixar de contar tostões, a realização de que havia alcançado algo, visível e palpável.

Compreendo-o. Compreendo-te, pai. Quem me dera poder dar-te a tua estabilidade e segurança. Sei que achas que a resposta que eu te dei é uma perfeita loucura. Mas de alguma forma, quando eu comecei a entender a dimensão daquilo que nos rodeia e a compreender que não temos de nascer, viver e morrer no mesmo sítio, um mundo novo abriu-se para mim e jamais quero que ele se feche. 

Apercebo-me agora que as últimas três ou quatro gerações da nossa família têm vivido confinadas entre quatro paredes. E sabes o que eu sinto? Uma enorme vontade de parti-las todas. A primeira já foi e já consegui rachar a segunda. 

Não há nada como a sensação de sentirmo-nos livres. 

Eu posso ir onde eu quiser. 

(Imagem aqui)

 

 

 

11
Jan18

Os Globos de Ouro à hora de almoço

C.S.

Ontem, à hora de almoço, éramos quatro à mesa, eu e mais três colegas minhas, todas mulheres. E eu e uma delas comentávamos, entre garfadas, o discurso feito por Oprah Winfrey nos Golden Globes.

Dizia eu:

- Foi um discurso poderoso, importante e ao qual ninguém deveria ficar indiferente.

- Queria que a minha filha ouvisse e visse com atenção, mas ela não está para aí virada. - responde ela.

- Sim, é um discurso que poderá ser mostrado aos alunos, nas aulas de cidadania, usando-o para debater as questões da igualdade de género. - concluo eu.

E nisto, uma terceira mulher junta-se à conversa:

- Sinceramente, aquilo foi bonito, mas senti pena dos homens. Ela estar ali a dizer que o tempo deles acabou, coitadinhos. 

 

Ia-me saindo alface pelo nariz...

09
Nov17

Número da vida

C.S.

Ontem, à hora de almoço, entre garfadas e conversa, fiada alguém se lembrou de perguntar a um dos presentes o significado da tatuagem que tinha no pulso e ele lá explicou que era um mantra e o seu número da vida. 

"Número da vida?" - perguntámos nós e ele lá explicou que é o resultado da soma de todos os número que constituem a nossa data de nascimento. 

Vocês sabem como são estas coisas, podemos não acreditar, mas a nossa curiosidade fica aguçada, pelo menos a minha fica. Talvez isto seja uma coisa minha, por todos os testes que fiz nas revistas Bravo e SuperPop (quem se lembra? Abençoados anos 90). Mas a verdade é que quando cheguei a casa fui procurar saber qual seria o meu número da vida. 

E eis que descubro que é o 7

Talvez isto seja como o horóscopo, que faz sempre previsões suficientemente ambíguas para que todos nos possamos identificar com elas de alguma forma, mas a verdade é que foi engraçado de descobrir. E alguma (muita?) da informação que li fez-me sentido. 

 

E o que sou segundo o meu número da vida? (Vou tentar fazer um apanhado do que li...)

 

Segundo a numerologia, o 7 é o número da espiritualidade e uma pessoa que esteja sob a alçada deste número, digamos assim, caracteriza-se por ser justa, analítica, cumpridora e com um grande sentido de responsabilidade. Gosta de estar com as pessoas que seleciona para o seu grupo restrito de amigos, mas precisa muito de ter o seu espaço e gosta de estar sozinha. Ler e refletir são atividades que lhe são prazerosas e ao longo da vida procurará sempre respostas. Tem tendência a ser perfeccionista e poderá parecer algo alheada aos olhos dos outros. Gosta de trabalhar em ambientes arrumados e serenos. 

 

Como vos disse, revejo-me em muitas destas características. Quanto a vocês, se tiverem curiosidade em descobrir qual é o vosso número da vida façam o seguinte: somem todos os números, individualmente, que compõe a vossa data de nascimento.

 

Por exemplo, alguém que nasceu a 10/08/1985 deverá fazer o seguinte:

 

1+8+1+9+8+5 = 32 

3+2 = 5 

 

5 seria o seu número da vida.

 

Agora é só googlar sobre o significado do número que obterem o vosso perfil (que foi o que eu fiz... Ahahaha...)

 

Divirtam-se!

 

(Imagem aqui)

 

Quem vai procurar o seu número?

07
Jul17

Adivinha de final de semana

C.S.

Quem é que se mete num autocarro apinhado de gente, durante três horas, para ir a uma festa de finalistas...do pré-escolar? 

Eu, claro! E tudo por causa desta miúda irresistível...

 

WP_20170413_10_47_59_Pro.jpg

 A minha B. Isto aconteceu:

B: Tia, tenho muito boas notícias para ti.

Eu: Ah sim?! Então, conta lá à tia.

B: Nem vais acreditar... Vai haver uma festa de finalistas na minha escola... EU SOU FINALISTA! E tu estás convidada, és minha convidada. 

 

Como é que se resiste a isto?! Não resiste. ❤❤❤

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