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há mar em mim

11
Nov19

Dançar como se ninguém nos visse

C.S.

Hoje o Miguel Araújo foi às manhãs da rádio Comercial estrear a sua música nova e tentar pôr o país a dançar. Sem vergonha. Sem preconceitos. Sem autocríticas destrutivas. 

Eu gosto muito das músicas do Miguel. As suas letras cheias de conteúdo cativam-me sempre. E esta não foi exceção. Até porque identifico-me imenso com a mensagem da canção. 

Quem me dera poder ir aos anos 90 e mostrá-la à miúda que fui. Dizer-lhe "ouve com atenção, não te julgues tanto, não te acanhes, nem tenhas medo". Podia ser que a miúda não se sentisse um bicho tão raro e solitário durante a adolescência. Ou então não faria diferença nenhuma, que os adolescentes são uma espécie muito difícil de compreender, pior que as mulheres. Nunca saberemos...

Porém, compreendo hoje que uma das enormes vantagens de que o tempo passe por nós é relativizar. Entender que há preocupações muito maiores do que a nossa forma desengonçada de dançar. E por isso não faz sentido deixar de fazer algo que gostamos ou que nos apetece fazer apenas porque temos vergonha ou porque achamos que os outros nos vão julgar. Não! Chega de dizer que não somos capazes, que não temos jeito ou que não é para nós. É, se quisermos. 

Não vamos virar experts, mas seremos pessoas mais divertidas e felizes. 

Crescer é livrarmo-nos das amarras da nossa consciência. E é tão libertador! 

 

Como se ninguém nos visse...

 

 

02
Mai19

E se te apetecer dançar no meio da rua?

C.S.

E se te apetecer dançar no meio da rua? Dança!

Não é por acaso que dançar e/ou beijar à chuva é um dos clichés de Hollywood. Pois, representa algo que todos temos convencionado que não se deverá fazer, (andar à chuva sem proteção, não é?). Para mim, uma cena dessas sempre representou os pequenos prazeres da vida, que tanta satisfação nos dão. Um momento de felicidade genuína. Quando os dois amantes correm para os braços um do outro sem que importem as condições climatéricas ou os olhos que os observam. Todos adoramos estas cenas, certo?

(Imagem aqui)

 

Então, porque não o fazemos mais na nossa vida? Quantas coisas deixamos de fazer por vergonha ou medo do julgamento alheio?

Acho que quantas mais vezes formos desafiando esses receios mais livres nos sentiremos. 

Desde pequenos que somos formatados para nos comportarmos de determinada forma, mas quem diz que não podemos usar a nossa criatividade e, de vez em quando, soltar o nosso lado mais selvagem/infantil/livre?

(Imagem aqui)

Pessoalmente, penso que me agarro muito ao comportamento convencionado, mas gosto quando tenho a capacidade de fazer algo fora da caixa e saber aproveitar esse momento. Não estou a dizer que o faça frequentemente, mas gosto quando acontece. 

 

E vocês?

Com que frequência dançam onde vos apetecer?

Que atividades fazem fora do comum/convencional?

Já deixaram de fazer determinada coisa por vos estarem a observar?

 

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