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há mar em mim

20
Nov19

As revistas da minha adolescência

C.S.

Aviso já, se querem culpar alguém por este post, falem com Nuno Markl, que ontem publicou no seu Instagram umas imagens da revista Bravo.

E aí a minha memória disparou, lançou-se num forte regresso ao passado e eu voltei a sentir-me com 13 anos.

(Imagem aqui)

                    (Imagem aqui)

Ainda se pagava em escudos e eu pedia dinheiro à minha mãe, (200 esc. - uma verdadeira fortuna!), para a Super Pop e para a Bravo. Porquê? Porque eu tinha uma forte crush por Leonardo DiCaprio e Nick Carter, dos Brackstreet Boys.

Era comum sonhar com o dia em que me casaria com o Leo, não sei bem em que universo alternativo as nossas vidas se cruzariam, mas pode ser que ainda aconteça...  (Why not?)

Se anda por aqui alguém mais novo que eu, têm de entender que em 1998 ninguém tinha internet, muito menos telemóvel. Se queríamos ser stalkers fãs de uma celebridade e saber a vida toda dela, tínhamos de comprar revistas, até porque a Super Pop e a Bravo traziam sempre brindes inúteis giros (), mas mais que isso, traziam posters! Posters que serviam para nós colarmos na parede e ficarmos a babar enquanto olhávamos para eles. Sim, é verdade, apenas serviam para contemplar e decorar os nossos maravilhosos quartos. Entendam que não haviam apps e para além dos T.P.C., dos livros e dos filmes de domingo à tarde não havia muito mais a fazer. 

Digam o que disserem, os anos 90 foram o máximo!

14
Nov18

Coisas em que acreditávamos na infância

C.S.

Bom dia!...

Como estão? 

Hoje, nas Manhãs da Rádio Comercial, estavam a pedir para recordar coisas em que acreditávamos em crianças, aquelas coisas que só a inocência dos primeiros anos nos leva a acreditar, e eu fiquei com vontade de vir aqui partilhar este tema convosco. 

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(Imagem aqui)

Cá vai...

Quando eu era criança acreditava que se o ecrã da TV se partisse do outro lado estariam as pessoas a representar aquilo que era transmitido. (Ahahahah...) 

 

Também acreditava no Pai Natal, acreditei até que o professor de E.M.R.C. (vulgo moral), na escola primária, decidiu acabar com a minha fantasia e de uma forma algo cruel. Mas sabem que mais? Não resultou como ele queria. De certa forma, continuo a acreditar no Pai Natal, na magia desta quadra que, para mim, é a mais especial das festas, pois é a que aproxima as pessoas e aquece os corações. 

 

Acreditei também na Cuca, uma espécie de Bicho Papão que a minha mãe inventou. Não fiquei traumatizada com a Cuca, até porque não me lembro de me aterrorizarem com esta figura, mas sei que às vezes se fazia referência a ela. Na minha cabeça era uma velha malvada que levava as crianças que se comportavam mal. 

 

A minha irmã, que é mais nova que eu, acreditava que, quando a TV era a preto e branco, as pessoas, no mundo real, também se viam a preto e branco. Quando ela me disse isto foi uma delícia. O que eu ri... 

 

E vocês? Tiveram crenças engraçadas? 

Partilhem comigo a vossa inocência. 

Boa quarta-feira!

08
Nov18

A feira

C.S.

Ardem-me os olhos. Estão cansados. 

É quase hora de ir para a cama. 

Mas há ruído. 

Ouço o barulho da feira daqui. 

Parece-me estranho uma feira em novembro. 

Cresci num local onde só há feira quando vem o bom tempo. Final de junho.

Vivo aqui há 3 anos e ainda não me habituei a esta. 

Nunca a vi, só a oiço. 

O barulho parece não combinar com o anoitecer às 18h ou o frio. 

Na feira da minha infância havia luz do dia até às 21h. Havia a leveza das mangas curtas e o fresco da noite que sucede ao calor das tardes de junho no alentejo. Havia os gelados e a certeza de que na manhã seguinte não era dia de escola, porque a feira chegava na altura certa, como uma celebração perfeita do fim das aulas e do início das férias grandes. 

A feira que se chama de S. João, mas que dura para lá do S. Pedro, aquele que confere o feriado do município, era local de encontros garantidos, poucos inesperados, uma vez que toda a cidade converge para o mesmo ponto. 

Havia alegria, música, gargalhadas, carroceis, farturas, luzes, cheiro a cerveja, a frango e a polvo assado na brasa.

Ia-se à feira em família. Encontravam-se os amigos. Ponha-se a conversa em dia.

Éramos felizes ali. Na feira. Em junho. Era simples ser feliz.

Esta não me faz feliz. 

Esta não é minha.

Esta é só um barulho chato que me atrasa o sono.

E nada mais. 

(Imagem aqui)

29
Mai18

Revenge of the 90's - a minha experiência

C.S.

Na passada sexta-feira, apesar do cansaço acumulado de uma louca e longa semana de trabalho, fui a uma Revenge of the 90's. Foi em Évora e foi inesquecível. E hoje vou explicar-vos o porquê. 

E afinal o que é uma Revenge? É uma festa, sim, mas também é muito mais que isso.

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Eu já tinha ouvido falar destas festas, cuja localização só é revelada no próprio dia e apenas a quem tem bilhete para entrar. Posso dizer-vos que ia com as expectativas altas, afinal os anos 90 foram o palco da minha infância e de parte da minha adolescência e, como todos sabemos, essa é uma época da nossa vida que não esquecemos. 

Nos anos 90 não havia preocupação com a alimentação, apareceram novos canais televisivos em Portugal, deu-se um boom de boys e girls bands, foi a época em que o casaco de ganga foi rei, bem como as cores florescentes e o estilo grunge. O Dragon Ball, o Big Show Sic, o Titanic, o anúncio da Telecel, os 6-3 do Benfica ao Sporting, os Tamagotchis que estavam sempre a morrer, os Nirvana, os Pearl Jam, os Oasis, o Super Mario, o Tetris, as VHS, os Walkmans... Quem não se lembra? 

Pois bem, o Revenge of the 90's conduz-nos às profundezas da nossa memória, é uma experiência sensorial, pois leva-nos a sentir, a ver, a ouvir, a saborear e a cheirar novamente os anos 90 e traz-nos coisas que julgávamos para sempre perdidas no tempo, como é o caso das PetaZetas ou dos PegaMonstros. 

E até eu que nem sou de grandes festas e que estava de rastos à hora a que saí do meu local de trabalho, dancei até depois das 05:00h. 

Dancei, saltei, cantei a plenos pulmões, emocionei-me e voltei a sentir-me feliz quando coloquei PetaZetas na boca e elas começaram a saltar descontroladamente. Na sexta-feira à noite e na madrugada de sábado a C.S. voltou a ter 4, 6, 12...anos consoante as músicas que tocavam, as imagens que me mostravam e os brindes que me davam. E foi bom, foi muito bom!...

Eu costumo dizer que sou saudosista, ainda que não viva presa ao passado. Mas é comum ter noção de que há certos momentos que são únicos e que jamais podem ser revisitados. Felizmente, a equipa que leva o Revenge pelo país permitiu-me voltar a viver alguns desses momentos. Estou-lhes grata por isso. 

 

Deixo-vos uma foto com os brindes que nos deram ao longo noite:

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 Ah! Se pensarem em ir a uma festa destas, por favor, entrem no espírito e vistam-se a rigor, foi o que eu fiz e ajudou ainda mais a entrar no ambiente. Infelizmente, em Évora, nem toda a gente pensou da mesma forma e havia gente que parecia ter saído de um batizado. 

 

03
Abr17

Memórias da infância

C.S.

Anda por aqui alguém que tenha dividido a infância entre as décadas de 80/90? Sim?

Então convido-vos a embarcar comigo numa espécie de regresso ao passado através de imagens. Que me dizem?

(O meu objetivo secreto, por detrás deste post, é fazer-vos começar a semana a sorrir).

 

(Todas as imagens retiradas da internet)

 

Conseguem identificar algumas destas imagens?

Posso garantir-vos que tudo o que está por aqui contribuiu para que a minha infância fosse mais cheia e alegre.

Resta-me confessar que o que motivou este post foi o facto de ter passado o fim de semana com a minha sobrinha, que tem seis aninhos e é a miúda mais esperta que eu já conheci. Para além disso é carinhosa e tem um sentido de humor fantástico. Podem imaginar que o fim de semana foi repleto de risos, brincadeiras, gargalhadas, abraços e beijinhos, não é? Tãooo bom!!!

31
Jan17

Pedaços da infância

C.S.

Quando eu era pequenina não haviam muitos livros em minha casa, a explicação é simples, os meus pais nunca foram muito dados à leitura. Lembro-me da minha mãe me comprar uns livros de histórias, da Disney, que mandou vir do Círculo de Leitores, e lembro-me de folhear os livros e adorá-los. Vi-os e li-os muitas vezes, tinha muito cuidado com eles, como aliás tinha com todos os meus brinquedos. Estes livros teriam durado até aos dias de hoje e eu ainda os teria, certamente, se a minha irmã (mais nova) fosse cuidadosa como eu, mas não era, nunca foi. E eu um dia cheguei da escola e vi os meus preciosos livros todos riscados e rasgados. Doeu. Gostava muito deles.

Penso que me encontrei novamente com os livros e com a leitura, com o mesmo entusiasmo e vontade de saber sempre mais sobre o enredo, quando fui para o 5.º ano e a culpada desse facto, não tenho qualquer dúvida, foi a minha querida professora de português, M.J.R.

Tenho a certeza que passei a adorar a língua portuguesa, a leitura e a escrita por causa dela, que nos ensinava e incentivava diariamente. Também transparecia nela uma enorme paixão pela literatura. E foi ela que me desafiou a visitar a biblioteca da escola, a ir buscar livros para ler, para ganhar vocabulário e ir melhorando alguns erros ortográficos que eu teimava em dar.

Aquela biblioteca tornou-se a minha segunda casa, pois eu passava todo o dia na escola e se não estava nas aulas, estava na biblioteca. Li toda a coleção de livros de Uma aventura e a partir daí fui lendo cada vez mais.

A professora M.J.R. foi minha professora até ao 8.º ano e minha diretora de turma também. Gostava de ter oportunidade de voltar a falar com ela, de agradecer-lhe e explicar-lhe a importância que teve na minha vida. Outro dia a minha mãe encontrou-a no supermercado e diz que ela me mandou um beijinho. Achei extraordinário que ela ainda se lembrasse de mim e da minha mãe. Há pessoas que nos marcam e não sabem que o fazem.

Agora fiquei com vontade de contactá-la, talvez ligue para escola e tente saber se ela ainda está por lá.

10-livros-que-podem-te-ajudar-a-ficar-rico-em-2016

 

 

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