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há mar em mim

28
Mar20

Eventualmente ficará tudo bem

C.S.

"Vamos ficar todos bem."
É uma frase que adoptámos para nos dar conforto e esperança. Um frase que pedimos às crianças que pintassem, chutando, dessa forma, o medo para longe.
Uma frase que nos agarra à vida quando morte anda à solta, mais acutilante que nunca.


Mas os números estão aí. Todos os dias, com hora marcada. A cada dia mais assustadores.


Eventualmente ficará tudo bem, exceto para os que partem. Exceto para os que foram para o hospital e não conseguiram sair de lá com vida. Sem oportunidade de ver familiares e amigos, ainda que por uma última vez.


Ficará tudo bem, sim. Mas não esqueceremos quem já cá não estará para os abraços apertados e os jantares demorados.


Estes dias lembram-nos que Pessoa tinha a razão do seu lado quando, sob o heterónimo de Alberto Caeiro escreveu: Quando chegar a Primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira.

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01
Fev17

Notícias que nos entristecem

C.S.

Portugal, país do Sul da Europa, pode gabar-se de ter mais sol que a maioria dos países europeus. Certo? Concordam comigo?

 

Agora preparem-se para a parte trágica, digo eu, de um país que tem tanto de belo quanto de capacidade para nós deixar de boca aberta pelos piores motivos. Parece que Portugal ocupa o segundo lugar no que toca a mortes por frio. Leram bem, por frio. E a que se deve isto se temos tanto sol e são poucas as regiões onde neva? Deve-se, essencialmente, a dois factores: má construção das casas e o preço da eletricidade e do gás.

 

Em Portugal as casas não estão pensadas para temperaturas extremas, quer sejam altas, quer sejam baixas, o isolamento é insuficiente ou inexistente e, para aquecer uma casa, gastamos tanto em eletricidade e gás quanto um país do Norte da Europa, onde, como todos sabemos, os salários em nada se podem comparar aos portugueses.

 

Estas notícias deixam-me sempre com um nó no estômago e uma tristeza vai-se apoderando de mim. Como pode isto acontecer? Em plena segunda década do século XXI, como podem os nossos governantes permitir que sejamos destacados, constantemente, por situações tão negativas, tão desajustadas deste tempo global e tecnológico em que vivemos.

 

Apetece-me perguntar, de que adianta ser campeão europeu de futebol e entregar condecorações se os portugueses andam a morrer de frio e fome?! Podem ver a reportagem aqui

aqui

 

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