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há mar em mim

24
Abr17

Este vídeo tem de ser visto por todos!

C.S.

Uma menina de 17 anos, espanhola, a frequentar o ensino secundário decidiu fazer uma curta metragem para entrar num concurso da sua escola, Alicia Ródenas Sánchez, assim se chama ela, utilizou um texto de Ro de la Fuente que fala sobre a violência machista a que todas as mulheres são sujeitas. 

Do alto dos seus 17 anos, Alicia fez uma interpretação poderosa, incapaz de deixar seja quem for indiferente e ainda bem, porque esta temática merece toda a atenção que lhe possamos dar. 

 

Assistam com atenção e digam-me de vossa justiça. 

 Ahora o Nunca

 

 

 Alicia, a câmara e um fundo escuro são quanto baste para nos prender e angustiar ao longo de pouco mais de 5 minutos. 

 

Deixo-vos aqui algumas frases por ela proferidas e livremente traduzidas (agora) por mim:

«Tão engraçados, os miúdos, a levantar as saias, são coisas de miúdos.»

«Não sejas tão bruta a brincar, pareces um menino.»

«As meninas não gritam, cala-te!»

«Se te veem a brincar com os rapazes vão chamar-te Maria-Rapaz.»

«Deixa de queixar-te!»

«Assim vestida pareces uma puta.»

«O que é que se passa? Estás menstruada?»

«Vomitas para emagrecer? Que superficial, a beleza está no interior.»

«Olha, olha a gorda. Vai àquela. São mais fáceis porque estão desesperadas.»

«Fodes com todos. Puta!»

«Não queres ser mãe? És demasiado jovem para saber. Vais perder o mais importante da tua vida.»

«O que há para jantar? O que há para comer? Onde estão as toalhas? Não me passas-te a camisa?»

«Esse tipo trata-te bem, o que é que queres mais?»

«Para de chorar que já! Que já és grande.»

«Se não fosse eu, tu não eras nada!»

«Não me deixes ou mato-te!»

 

 

 

 

 

 

 

08
Mar17

8 de março, Dia da Mulher

C.S.

Este dia não é sobre jantaradas, gargalhadas, presentinhos ou festarolas.

Este dia é sobre assuntos mais importantes.

Igualdade.

Liberdade.

Feminilidade.

Igualdade de direitos e deveres. Eu acredito que as mulheres não são nem mais, nem menos que os homens, somos igualmente capazes se nos forem dadas as mesmas condições. Não vejo as mulheres como um super ser humano, vejo-as com qualidades e defeitos como qualquer um. Capaz de acertar e errar na mesma medida.

Liberdade para se expressar. As mulheres precisam de se sentir livres para fazerem o que quiserem das duas vidas. Precisam de saber que as únicas que podem controlar aquilo que fazem são elas próprias, porque durante demasiado tempo andámos a ser enganadas. Fomos levadas a acreditar que a nossa vida pertence a outros, a figuras masculinas que pensam que nos podem guiar, mas só nós temos a capacidade de decidir o nosso destino. Não quer dizer que todas façamos as melhores escolhas. Não quer dizer que não existam mulheres más. Quer simplesmente dizer que a mulher tem de conhecer a sua individualidade e ser capaz de usar todas as palavras, incluindo "não", "basta", "chega", "eu sei" e "eu sou capaz".

Feminilidade para poder assumir quem é e o que é inteiramente. Sem medos, sem dúvidas, sem olhar a quem. Jamais sentir vergonha de quem é e de como se comporta. A mulher deve orgulhar-se de ser mulher.

 

Eu adoro ser mulher. Mas dói-me pensar que ainda vivemos num mundo tão desigual. Cabe-nos a cada uma de nós fazer com que as nossas ações sejam devidamente vistas e valorizadas. Não queremos muito, apenas queremos que o nosso lugar na sociedade seja equilibrado, pois qualquer ecossistema só funciona se houver harmonia.

 

 

 (imagem aqui)

 

16
Jan17

Marrocos, o primeiro país Islâmico a proibir a burqa

C.S.

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Li este fim-de-semana, (aqui: http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-01-14-A-proibicao-da-burqa), que Marrocos proibiu oficialmente o uso e comercialização da burqa. Esta notícia tem ainda mais impacto por se tratar de um país Islâmico e que vê no uso da burqa uma oportunidade para o crime crescer, já que, dadas as características da indumentária, é impossível saber quem está debaixo de tal traje.

Eu fiquei feliz com esta notícia porque considero ser um passo importante. Acho o uso da burqa uma verdadeira afronta aos direitos da mulher. Por muito que se diga que a mulher até pode estar de acordo com o uso desta vestimenta, por questões religiosas ou tradicionais, a verdade é que eu não consigo deixar de pensar que esta foi apenas mais uma forma que o homem inventou para subjugar a mulher. Desconfio que não há nenhuma forma divina, (Deus, Alá, Shiva…o que for), a exigir que a mulher saia à rua completamente irreconhecível, apagada de qualquer identidade. Acredito, também, que se alguma mulher julga que concorda com estes princípios o faz por medo. Medo de enfrentar o marido, o pai, as regras da sua sociedade.

Algo que me surpreendeu ainda na notícia do Expresso (pois era um dado que eu desconhecia totalmente), foi descobrir que nos anos 60 e 70, em países como o Irão e o Afeganistão, as mulheres vestiam-se com liberdade, ou seja, podiam usar biquíni, minissaia, vestidos e tudo aquilo que lhes aprouvesse, até podiam andar com os cabelos ao vento. Ora, se assim era, o que mudou? O que mudou foi a ascensão dos fundamentalistas islâmicos, que entre muitas outras coisas horríveis, voltaram a aprisionar os direitos das mulheres, guardando-lhes um papel completamente submisso.

Há dias em que é difícil acreditar que o mundo pode melhorar, basta olhar à nossa volta, ver as notícias na tv ou ler as gordas de um qualquer jornal, vivemos tempos controversos, onde o ódio parece ganhar terreno, mas depois acontece algo que nos faz manter a esperança. Eu vou acreditando. Continuo a acreditar que a humanidade conseguirá sobrepor o bem ao mal, parece um pensamento muito infantil, mas temos de nos agarrar a ele, pois no fim de contas tudo se resume entre o bem e o mal, o certo e o errado.

 

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