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há mar em mim

27
Fev18

Querem comprar um batom? Lembrem-se disto!

C.S.

Bom dia! Bom dia!

Como estão? Ontem não pude passar por cá, mas hoje aqui me têm. Ahahah...

 

No domingo passado fui à Sephora com o intuito de comprar um creme que necessitava (e comprei), porém também andava com ideia de comprar um batom. E foi nesta visita que descobri a nova gama de batons da Sephora, a #Lipstories. Todos os batons têm um custo de 8,95€, sendo que o n.º 22, um vermelho mate, tem a particularidade de ser um batom solidário, uma vez que o seu valor reverte inteiramente para a Ajuda de Mãe, uma instituição portuguesa que ajuda mães adolescentes. 

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A verdade é que um batom vermelho é um objeto icónico e se este ainda tem esta vertente solidária.

Lembrem-se disto quando tiverem que comprar um mimo para vocês ou uma prenda para a mãe, irmã, amiga... 

Porque a verdade é que devemos apoiar boas causa o ano todo, certo? 

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 Como podem ver pelas fotos, eu não saí de lá sem trazer o meu para casa. 

 

11
Jan18

Os Globos de Ouro à hora de almoço

C.S.

Ontem, à hora de almoço, éramos quatro à mesa, eu e mais três colegas minhas, todas mulheres. E eu e uma delas comentávamos, entre garfadas, o discurso feito por Oprah Winfrey nos Golden Globes.

Dizia eu:

- Foi um discurso poderoso, importante e ao qual ninguém deveria ficar indiferente.

- Queria que a minha filha ouvisse e visse com atenção, mas ela não está para aí virada. - responde ela.

- Sim, é um discurso que poderá ser mostrado aos alunos, nas aulas de cidadania, usando-o para debater as questões da igualdade de género. - concluo eu.

E nisto, uma terceira mulher junta-se à conversa:

- Sinceramente, aquilo foi bonito, mas senti pena dos homens. Ela estar ali a dizer que o tempo deles acabou, coitadinhos. 

 

Ia-me saindo alface pelo nariz...

10
Jan18

O dia em que fiz 18 anos

C.S.

Era setembro. Eu tinha dezassete anos, quase dezoito, e muitos sonhos em banho-maria.

Aguardava-me o 12.º ano, pela segunda vez, devido a um exame de equivalência a frequência que não fiz, por erro da secretaria da escola. Chorei muito no dia em que soube que tinha de repetir o ano. Faltava-me uma disciplina! Uma só... Nunca tinha repetido um ano. Fui à direção da escola, por sugestão de uma antiga professora que viu o meu desespero. Não fui bem recebida, pelo contrário. Culpabilizaram-me, disseram-me coisas que não deveriam, fizeram-me sentir pequena e impotente, camuflando o erro da secretaria, ou seja, da escola. Resignei-me. 

Contei aos meus pais e também eles se resignaram. 

Foi um longo verão. Não saí do Alentejo. Sabia que quando voltasse à escola os meus amigos teriam ido às suas vidas. Cada um iria para a universidade que escolheu e eu ficava para trás. Era este o sentimento com que lidava. 

Decidi, nesse verão, que mesmo antes da escola começar iria ganhar o meu primeiro ordenado e disse aos meus pais que queria ir vindimar. Iria trabalhar para o patrão do meu avô. E assim foi.

O meu avô dizia que a vindima é dos trabalhos mais difíceis que o campo tem. E ele conhecia-os a todos, porque o campo foi sempre a sua vida. A foice, a enxada, o cesto. Semear, enxertar, vindimar, apanha da azeitona, do tomate... Ele fazia tudo. Ano após ano. Uma vida inteira.

Disse-me que não era fácil e que eu se calhar teria dificuldades. Os meus pais disseram-me o mesmo, mas não me desencorajaram. 

E eu fui. Fui de braço dado com a minha determinação e no primeiro dia pude logo constatar que o trabalho do campo era tudo aquilo que eles me tinha dito e um pouco mais. No Alentejo Interior, em inícios de setembro, as temperaturas ainda rondam os 40º C, as vinhas são baixas e a vindima consiste, para quem não sabe, em cortar cachos de uvas para um balde que, quando cheio, deve ser imediatamente despejado para voltar a encher. Apanha, corta, pousa. Apanha, corta, pousa. Apanha, corta, pousa. Despeja. Apanha, corta, pousa... Um dia inteiro disto. 

Ao fim de uma hora o corpo começa a doer. Ao fim de duas já não há posição que se aguente. Ao fim de três queremos fugir. E a partir daqui ligamos o piloto automático, não pensamos nas dores, nem no calor e deixamo-nos ir...

No fim da primeira semana de trabalho recebi o meu primeiro ordenado. Era dia 10 de setembro e eu fazia 18 anos. Senti-me crescida, orgulhosa e feliz. E apesar de ter trabalhado tanto como qualquer pessoa naqueles campos, por ser mulher recebi um pouco menos que os homens. Todas recebemos. Era assim. Ainda é assim. Não só no campo. 

Soube naquele dia o quanto custa ganhar dinheiro para pôr a comida na mesa.

Ontem alguém me disse que as mulheres não sabem o valor do dinheiro. E eu ri-me. Ri-me porque a pessoa que o disse não está a atravessar o melhor momento da sua vida e, como tal, não quis entrar numa discussão vã, com alguém que psicologicamente não está bem.

Por isso, sorri. E veio-me à memória a história do meu primeiro ordenado. 

04
Out17

Uma notícia que devia agradar a todos

C.S.

«O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, anunciou hoje no parlamento que o Governo vai aprovar até ao final do ano uma proposta de lei no âmbito da promoção da igualdade salarial entre mulheres e homens.» (Notícia aqui)

 

"Já não era sem tempo!", apetece-me dizer. Creio que esta é uma notícia da qual todos nos devíamos congratular, pois numa sociedade que se quer desenvolvida não faz qualquer sentido haver distinção de salários por género.

As mulheres, nos dias de hoje, caracterizam-se por serem pró-ativas e assumirem qualquer profissão inteiramente.

 

Fico feliz por se dar mais um passo em prol da igualdade.

 

Algo que não suporto são injustiças. E as mulheres são alvo de injustiças há demasiado tempo.

 

 

 

 

29
Mai17

Estou quase lá... Mas não sei bem onde.

C.S.

Afinal os 30 também trazem interrogações, indecisões e muitas reflexões.

Estamos mais experientes, sem dúvida, temos mais certezas acerca de tanta coisa, mas existem muitas outras que nos escapam.

Começo a convencer-me de que cada idade tem as suas próprias batalhas e com o recurso a esta palavra não me estou a referi a algo negativo, porque travar batalhas ajuda-nos a crescer, a compreender ou pelo menos a saber por onde não queremos ir.

Os 30 dão-nos algumas certezas e puxam-nos o tapete sobre mil e um outros assuntos. O que é bom, porque se a vida fosse completamente linear com toda a certeza que facilmente nos cansaríamos dela.

Muitas vezes tenho dúvidas, é verdade. Dúvidas sobre tantas questões. Hoje posso pensar de uma forma e amanhã já achar que é um perfeito disparate. Não há qualquer problema. Faz parte do processo evolutivo.

(Imagem aqui)

 

Que tenhamos sempre interrogações. Que tenhamos sempre vontade de procurar respostas. Que tenhamos sempre vontade de nos surpreender. Que tenhamos sempre vontade de seguir em frente. Que tenhamos sempre um motivo. E que tenhamos sempre capacidade para sorrir à vida.

 

 

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