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há mar em mim

28
Mar20

Eventualmente ficará tudo bem

C.S.

"Vamos ficar todos bem."
É uma frase que adoptámos para nos dar conforto e esperança. Um frase que pedimos às crianças que pintassem, chutando, dessa forma, o medo para longe.
Uma frase que nos agarra à vida quando morte anda à solta, mais acutilante que nunca.


Mas os números estão aí. Todos os dias, com hora marcada. A cada dia mais assustadores.


Eventualmente ficará tudo bem, exceto para os que partem. Exceto para os que foram para o hospital e não conseguiram sair de lá com vida. Sem oportunidade de ver familiares e amigos, ainda que por uma última vez.


Ficará tudo bem, sim. Mas não esqueceremos quem já cá não estará para os abraços apertados e os jantares demorados.


Estes dias lembram-nos que Pessoa tinha a razão do seu lado quando, sob o heterónimo de Alberto Caeiro escreveu: Quando chegar a Primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira.

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11
Mar20

Um domingo (quase) perfeito

C.S.

Domingo esteve um dia espetacular.

Aproveitei-obem, parecia que estava a adivinhar que ia entrar numa espécie de quarentena. Digo espécie porque não estou em isolamento social oficial, ou seja, não me foi dito que me teria de submeter a ele, mas a minha consciência é o que me manda fazer após duas pessoas, (com quem não tive contacto direto), do meu local de trabalho testarem positivo ao covid-19 e, consequentemente, o meu local de trabalho estar encerrado.


É engraçado que eu gosto tanto de escrever, mas às vezes as palavras não saem, ficam presas dentro de mim. E só hoje tive realmente vontade de vir até cá.


Acho que por esta altura já ninguém diz que é uma simples gripe. Ao menos isso. Agora falta que tenhamos consciência do que está realmente a acontecer e atuemos em consonância. Sejamos responsáveis, respeitadores e conscientes de que estamos todos no mesmo barco.

 

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21
Fev20

Que coisas se sabem neste país, mas que se ignoram?

C.S.

Não me espanta esta notícia

Se não a quiserem ir ler, eu dou-vos o atalho: todos os arguidos, no caso da derrocada na estrada de Borba, (onde morreram cinco pessoas, se bem se lembram), - alegadamente - sabiam das condições em que a mesma se encontrava. 

Espantados? Eu não. 

Imaginam porque não? Porque trabalho numa escola que tem fendas assustadoras. Todos os dias professores, alunos e funcionários falamos do assunto. Os miúdos tiram fotos e fazem vídeos das fendas e vão partilhando entre si. Não pensem que são duas ou três. Não! São várias, por toda a escola, que parece que pode ruir a qualquer momento. É medonho. 

E não fazem nada? - pensam vocês.

Fazemos o que podemos, mas se calhar não o que devíamos (que na minha modesta opinião era fechar a escola por tempo indeterminado, até que o ministério da educação tomasse uma atitude). 

Já fechamos a escola em protesto, um dia. Alunos, professores e funcionários. O meu grande espanto foi que nem um encarregado de educação (E.E.) se juntou a nós, com exceção do representante dos EE.

Que efeito surtiu? Alguém, entretanto, foi à escola, viu, analisou e nada ainda foi feito. Disseram que é algo facilmente reparável. Pois, sim... Deve ser, deve...

Se a escola ruir e se se der um enorme acidente também irão concluir que toda a gente sabia do risco disso acontecer e nada se fez. Todos os dias, quando ando lá pelos corredores, penso nisto. 

Tal como várias pontes deste país estão em risco de ruir e toda a gente que deveria saber, talvez saiba e pouco ou nada faz. 

Tal como se sabe que ainda há imensas escolas cheia de amianto, e as consequências que isso pode trazer para a saúde, e nada é feito. 

Sim, se estão a pensar se a minha escola além de poder ruir tem amianto, a resposta é afirmativa. Está cheia dele. Se mesmo assim vou trabalhar? Vou. Vamos. E mais de 1000 alunos também andam por lá diariamente. 

 

Mas o ministro da educação ontem esteve no 5 para a meia noite, criou uma conta de instagram e passou a ser fixe. Sim, isso é que interessa. 

(Imagem aqui)

 

Tenham uma ótima sexta-feira. 

16
Abr19

A minha opinião é melhor que a tua!

C.S.

Como foi que o ser humano se tornou tão arrogante? Sempre fomos assim ou a internet, através da segurança de uma comunicação à distância, indireta, está a fazer com que esta nossa faceta se acentue? 

Vivemos num tempo em que a lamentação pela destruição de um monumento histórico e icónico é considerada estúpida por uma fatia da população, que vê a sua voz ganhar ainda mais força quando se recorre à violência verbal para a contestar. Não há lugar a debates de ideias, não se ouvem e contrapõem opiniões. Não. Neste nosso tempo não há lugar para interrogações. Ditam-se certezas. Aponta-se o dedo. Todos querem ter razão, mas ninguém se ouve.

Parece que deixou de haver respeito por uma opinião contrária à nossa. Estamos tão centrados nos nossos próprios umbigos que não queremos admitir que alguém possa discordar de nós. 

(Imagem aqui)

Eu nunca fui a Paris, infelizmente. É uma cidade que está nos meus planos desde sempre, mas essa viagem ainda não se proporcionou, no entanto, ontem, quando vi em direto a Torre da Catedral de Notre-Dame cair arrepiei-me.

Arrepiei-me porque estava a ver um dos monumentos mais importantes da Europa a cair.

Arrepiei-me porque me lembrei de ver em direto as Torres Gémeas, de Nova Iorque, a cair.

Arrepiei-me porque nunca vi a Catedral de Notre-Dame e temi que não pudesse vir a fazê-lo.

Arrepiei-me porque achei simbólico aquele monumento estar a arder num momento em que a Europa parece tão fragilizada. 

A estudante de humanidades que há em mim reagiu àquelas imagens. Contudo, aceito que para outras pessoas aquele momento nada tenha significado. Mas têm essas pessoas direito a ofender-me pelo que senti? Tenho eu motivos para desprezá-las? Não. Não. E não. 

Se há valores que temos de passar às gerações mais novas são o respeito e a empatia, por isso temos a responsabilidade de trabalhá-los diariamente. Não se esqueçam que os miúdos aprendem o que lhes é ensinado, mas também aquilo que veem fazer. Se calhar, está na hora de começarmos todos a olhar para os nossos comportamentos e os comportamentos daqueles que nos são mais próximos e, tentar, começar a corrigir o que está mal. A bem de todos. 

Falemos cara a cara, ouçamos, argumentemos, ripostemos, mas acima de tudo, respeitemo-nos. 

 

 

 

08
Fev19

#7 Traçados dos dias

C.S.

Bom dia. 

Neste que é o último dia útil da semana venho cá fazer-vos um resumo da montanha-russa de emoções que tenho vivido por estes dias. 

 

O ponto alto da semana aconteceu na terça-feira com os 8 anos da B. e, ainda que eu não tenha estado fisicamente com ela, fui acompanhado o seu dia, falámos várias vezes e consegui sentir, novamente, a alegria genuína de cumprir mais um ano. Lembram-se de como os aniversários eram excitantes na nossa infância?

 

ponto baixo da semana está relacionado com o trabalho, que por estes dias me tem sugado a energia. Acho que nunca tive tantos papéis para entregar num tão curto espaço de tempo. Na quarta-feira estava tãooo cansada que me deitei às 22:30h. Não me lembro da última vez que isto tinha acontecido. 

A boa notícia? É que por esta altura já tenho tudo minimamente controlado e posso ir de fim-de-semana mais ou menos descansada. 

 

O ponto mais engraçado da semana foi um vídeo de Ricardo Araújo Pereira , no seu programa Gente que não sabe estar, onde faz uma caricatura da reação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao facto de em 2022 as Jornadas Mundiais da Juventude se realizarem em Portugal. 

Vejam o vídeo, vele mesmo a pena. Eu fartei-me de rir e já o vi várias vezes. 

 

ponto mais triste da semana foi constatar que, num país da dimensão de Portugal, já morreram 10 pessoas, vítimas de violência doméstica, desde o início do ano. São mais pessoas que semanas. Quando é que se começa a proteger realmente quem precisa? 

(Imagem aqui)

 

Tenham um ótimo fim-de-semana. Eu não devo andar muito por cá, porque vou de passeio até à capital. Logo vos conto como foi...

 

Beijinhos

 

12
Dez18

No fim-de-semana passado eu estive em Estrasburgo

C.S.

É verdade. No fim-de-semana passado fui à cidade que é conhecida como a Capital do Natal. Estrasburgo. Exatamente a mesma cidade que ontem foi notícia pelos piores motivos. 

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Queria vir aqui falar-vos da magia natalícia que se vive nesta cidade francesa. Queria vir falar-vos da minha alegria quando vi a mais bonita árvore de Natal - que vi até hoje - ao vivo. Na praça Kléber. Na praça que ontem foi manchada de sangue e que no sábado estava repleta de famílias felizes a apreciar a vida e os momentos bons que ela nos proporciona. 

E por isso hoje não vos posso falar de alegria. 

Ontem, quando ouvi a terrível notícia, um arrepio percorreu-me o corpo. Estive em Estrasburgo há tão pouco tempo... Ainda estou a digerir a viagem. E agora isto. Não queria acreditar. 

Estrasburgo. Vi as suas cores, as suas ruas cheias de gente de todas as idades, a sua animação... E nada disto combina com sangue, tiros, medo, horror...

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O Natal não combina com nada disto. O Natal é amor, carinho, quentinho, fantasia, amizade, paz... E Estrasburgo é tudo isso. 

 

Vou tentar lembrar-me de ti assim, tal como te encontrei e te guardei para mim. 

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19
Out18

Corrupção

C.S.

Corrupção (s.f.)

(latim corruptio-onisdeterioraçãoseduçãodepravação)

 

1. Ato ou efeito de corromper ou de se corromper.

2. [Antigo]  Deterioração física de uma substância ou de matéria orgânicapor apodrecimento ou oxidação (ex.: após vários meses no mara corrupção dos mantimentos era inevitável). = DECOMPOSIÇÃO, PUTREFAÇÃOPUTRESCÊNCIA

3. Alteração do estado ou das características originais de algo. = ADULTERAÇÃO

4. Comportamento desonestofraudulento ou ilegal que implica a troca de dinheirovalores ou serviços em proveito próprio (ex.: os suspeitos foram detidos sob alegação de corrupção e desvio de fundos).

5. [Figurado]  Degradação moral (ex.: corrupção de valores). = DEPRAVAÇÃOPERVERSÃO

 
In Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, [consultado em 18-10-2018].
 

(Imagem aqui)

Se alguém me perguntasse eu diria que esta é a palavra que tem definido Portugal nos últimos anos. Pode ser uma afirmação injusta? Irrefletida? Pode, sem dúvida. Mas não deixa de ser aquilo que sinto e penso.
Tenho a sensação que 3 em cada 5 notícias, sobre o nosso país, visam este tema e não creio que seja algo dos nossos dias, mas talvez hoje se investigue mais e se tente expor mais os casos que ocorrem. Se assim for, ainda bem. Espero que continuem a fazê-lo. Mas têm de fazê-lo com mais ferocidade e, sobretudo, com mais pulso firme na hora de aplicar sentenças.
 
A corrupção existe. É feita com intenção e, julgo que quase sempre, para satisfazer interesses próprios. 
Quanto a mim, este tema espelha uma sociedade apodrecida, onde não se olha a meios para atingir fins. A corrupção é como uma praga que dizima valores e gente honesta. A corrupção escarnece de quem trabalha e se esforça para pagar as suas contas. Cospe em quem deveria ser reconhecido por mérito. Pisa quem se rege pela verdade e transparência. 
 
Infelizmente, muitos casos que são detetados não têm a devida punição e permite-se que se pague corrupção com penas suspensas e recurso a dinheiro. Dinheiro! Dinheiro que, ironia das ironias, é normalmente o fator que leva as pessoas a corromperem-se. 
 
Anseio pelo dia em que a palavra corrupção comece a ser esquecida e, por fim, caia totalmente em desuso. Quando é que esse dia chegará para Portugal?
 

3096-CHARGE-ACABAR-COM-A-CORRUPÇÃO-27-07-2018.jp

(Imagem aqui)

 
 
28
Jan18

Notícias que entristecem: O Tejo

C.S.

Estou a ver as notícias e acabo de ver imagens penosas do Tejo.

O rio está poluído e o problema já não é de agora. Mas parece que é agora que está a atingir níveis de poluição elevadíssimos. 

É o habitat de tantas espécies que é destruído, a população que sai afetada também e tradições que são destruídas. Os pescadores do Tejo já não pescam lampreia. Dizem que a água não está em condições e que ninguém pega no peixe. 

É triste chegar a este ponto. É lamentável que os sucessivos governos nunca se tenham ocupado de tal problema. Logo o Tejo, que não é um rio qualquer. Logo o Tejo, que banha a cidade europeia da moda...

(Imagem aqui)

15
Nov17

Já sentiram empatia hoje?

C.S.

2017-11-14.png

 (Imagem aqui)

 

Ontem, a propósito de uma situação muita chata que aconteceu, tentei explicar aos meus alunos de 7.º ano o significado da palavra empatia, já que todos afirmaram desconhecer o significado da mesma quando os questionei. 

 

Desconhecer esta palavra e toda a conotação que tem pode ser um dos problemas dos adolescentes de hoje em dia, mais, pode ser um problema da sociedade em que vivemos. 

 

Se pensarem um pouco, tenho a certeza que conseguem lembrar-se de pelo menos duas ou três situações que ocorreram, talvez já no decorrer desta semana, onde testemunharam uma clara demonstração de egoísmo e/ou incapacidade de alguém se colocar no lugar do outro. 

 

E em que medida é que isto pode afetar o ambiente em que vivemos? De muitas formas, mas essencialmente a falta de empatia é, do meu ponto de vista, a responsável por muitos comportamentos agressivos que presenciamos, quer estes sejam presenciais ou através do mundo virtual.

 

A falta desta faculdade torna-nos menos humanos, pois não apresentando capacidade empática estamos mais despidos de sentimentos e emoções.

 

A aptidão para conseguirmo-nos colocar no lugar do outro é extraordinária e deve ser incutida no ser humano em tenra idade ou corremos o risco de tornarmo-nos completamente egoístas, egocêntricos e com tendências altamente ditatoriais, pois o que mais iremos almejar é que os nossos caprichos sejam satisfeitos e de forma célere, sem olhar a meios. 

 

Se tivéssemos maior capacidade empática talvez tivéssemos conseguido lidar com a questão dos refugiados de outra forma, talvez não tivéssemos políticos corruptos, talvez não usássemos as redes sociais para atacar tudo e todos, talvez não abandonássemos animais para ir de férias, talvez não se deixassem idosos "esquecidos" em camas de hospitais, talvez valorizássemos as profissões de quem nos defende, ensina, cuida... E talvez eu não tivesse lido, ontem, nas notícias que uma recém-nascida foi deixada na beira da estrada. E talvez essa bebé não tivesse morrido ainda antes de compreender sequer que alguém a colocou no mundo unicamente para sofrer. 

 

Quem sabe...

07
Nov17

Eu tinha razão em não querer saber

C.S.

Ouvi e vi na tv e na internet, durante todo o fim-de-semana, referências a acontecimentos violentos que ocorreram numa discoteca em Lisboa. E sempre que o tema veio ter comigo eu evitei-o.

 

Porquê? É simples. Estou cansada de violência. É algo que aumentou exponencialmente nos últimos anos, pelo menos é assim que eu o sinto. E não, não me refiro só aos atentados, que por enquanto ainda vão acontecendo além fronteiras. Se bem que eu sinto-os já aqui, mas adiante... Refiro-me também ao nosso país, à nossa cidade, à nossa rua... A violência está a tornar-se banal e isso é assustador.

 

Assusta-me que estejamos a habituarmo-nos a um nível tão grande de violência ao ponto de deixarmos de sentir compaixão. Vejo-o por aí... Vejo-o nos mais novos. E é aterrador.

 

Evitei as notícias sobre a discoteca Lisboeta, porque me é fácil imaginar o que terá acontecido, pois já não foi a primeira vez. Todavia, ontem ao jantar eu e o A. conversávamos despreocupadamente, sobre tudo e nada, até que ele diz:

- Vi imagens sobre aquilo que aconteceu no Urban.

Ainda não tínhamos mencionado o assunto cá em casa e eu deveria ter ficado caladinha, mas disparei:

- Ah sim?! E então?

Estava a jantar e não estava preparada para o breve relato que veio a seguir. Ainda que ele não tenha aprofundado grande coisa, porque já sabe como eu sou. Ainda assim, um arrepio percorreu-me o corpo ao ouvi-lo e, imediatamente, lembrei-me de um filme que jamais esquecerei devido à violência nele contida: América Proibida. Esta lembrança e o saber que há gente aqui tão perto disposta a tamanhas barbaridades deixou-me com os olhos rasos de água.

 

Sou tola, eu sei. Mas sempre que puder vou evitar a violência o mais que possa. Não é que queira viver num mundo ilusório, é que a realidade dói-me.

(Imagem aqui)

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